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Política

Eleições 2010

Plínio: ‘Viva o Twitaço!’

por Plínio Arruda Sampaio — publicado 20/08/2010 15h39, última modificação 23/08/2010 17h49
Sem convite para o debate Folha/UOL, o candidato entrou "de bicão" fazendo comentários ao vivo pelo Twitter
Plínio: 'Viva o Twitaço!'

Em artigo exclusivo para o site de CartaCapital, o candidato fala sobre sua participação "de bico" via Twitter no debate Folha/UOL

Esta campanha eleitoral foi devidamente engessada pela burguesia. Embora hegemônica e aparentemente tranquila, ela teme que um debate eleitoral aberto desperte na massa popular emoções perigosas. Legislativo, Judiciário e mídia juntaram-se nesse complô antidemocrático.

A tática para atingir esse objetivo consiste em omitir as candidaturas de esquerda. Não aparecendo na mídia, elas simplesmente deixam de existir. Romper a cortina do silencio é, portanto, a tarefa democrática da hora.

Felizmente, há como fazê-lo. Chama-se Twitter - um novo meio de comunicação, destinado a substituir o peso da televisão como instrumento principal das disputas eleitorais. Não sabemos se já na próxima eleição o Twitter suplantará a televisão, mas, nesta, já demonstrou sua força. E o “twitaço” que promovemos durante o debate dos presidenciáveis chapa branca, promovido pela “Folha de S.Paulo” e o portal UOL demonstrou isso sobejamente.

A “festinha” da Folha/UOL estava armada, quando de repente surgiu no Twitter um debate paralelo, realizado pelo mecanismo Twitcam, no qual o twitador fala na frente de uma câmera e é visto pelos que intervêm no Twitter.

Desse modo, à medida que o debate da Folha/UOL se desenrolava, o candidato do PSOL entrava no mesmo e demonstrava o que estava sendo dito.

Para surpresa geral, o número de pessoas interagindo com o Twitaço do candidato do PSOL pela Twitcam chegou a superar a quantidade de participantes das salas de bate-papo do debate Folha/UOL. O fato foi registrado pelos serviços de informação disponibilizados pela internet. O twitaço do PSOL foi o primeiro colocado entre os assuntos mais comentados no microblog no Brasil e figurou entre os oito mais comentados do mundo – um fato inédito, um sucesso sem precedentes entre os presidenciáveis, que até agora não se dispuseram à se colocar frente a frente com o eleitor da forma direta que o Twitter exige!

As forças democráticas da Nação precisam se debruçar sobre o fenômeno, porque ele pode representar um instrumento poderosíssimo para ajudar a reverter o sombrio panorama da política mundial neste inicio de século.

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