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Política

Eleições 2010

Plínio avisou antes o que faria no debate

por Redação Carta Capital — publicado 09/08/2010 18h18, última modificação 09/08/2010 18h18
No dia do debate da Band, o candidato do PSOL antecipou em sua coluna no site de CartaCapital o que iria fazer

Aos que dizem que Plínio Arruda Sampaio não tem espaço na Carta, relembramos que sua primeira entrevista a uma revista semanal foi aqui. E que ele é colunista do nosso site, onde escreveu exatamente como pretendia agir no debate. Releia agora o que Plínio escreveu. Escreveu e fez.

(Artigo originalmente escrito e publicado dia 5 de agosto de 2010, às 11h03)

Primeiramente saúdo os leitores e leitoras desta coluna e agradeço à CartaCapital a manutenção deste espaço no período eleitoral, evidenciando o compromisso democrático desta publicação.

Finalmente chegamos ao primeiro grande debate deste processo eleitoral que definirá quem será o próximo presidente do Brasil. A TV Bandeirantes reúne os quatro presidenciáveis cujos partidos têm representação no Congresso nesta quinta-feira, 5.

Os três candidatos do establishment burguês – Dilma, Serra e Marina – certamente farão propostas compatíveis com o modelo econômico em vigor.
Serão propostas de conteúdo neoliberal, que não solucionam os problemas do povo.

Ao candidato do PSOL caberá a tarefa de estabelecer o contraditório:
demonstrar a insuficiência das propostas neoliberais e apontar as verdadeiras soluções para os problemas do país.

Não será uma tarefa muito fácil, pois irá a contrapelo do estado de espírito da população. Esta, cansada de decepções, adotou uma postura de certa conformidade. Está temerosa de novamente se decepcionar e, por isso, prefere aceitar o bombardeio da mídia a respeito do êxito do governo Lula: “as coisas melhoraram ou tendem a melhorar”.

Sem negar o que houve de melhoria, o candidato do PSOL mostrará o outro lado da moeda: a aceleração da deterioração dos serviços públicos, o assustador crescimento da violência, a desindustrialização e a desnacionalização da economia brasileira.

Dados sobre essa situação são abundantes, mas o problema não é simples pois o tempo é reduzido e a plateia terá que estar disposta a ouvir.

Para complicar, o debate se realizará no Morumbi, em dia de jogo do São Paulo. O tráfego estará tão congestionado que a emissora já providenciou helicópteros para transportar os candidatos até o local. E a TV Globo, para prejudicar a concorrente, contrariamente aos seus hábitos, transmitirá o jogo para São Paulo e todo o Brasil.

Mas, mesmo com todos esses percalços, estou animado em poder debater com os 190 milhões brasileiros que o nosso país tem opção, seu povo tem capacidade e força para enfrentar e combater a segregação social que nos coloca no triste terceiro pior nível de distribuição de renda mundial. E vamos ao debate

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