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Política

Faturamento suspeito

Pimentel: Se ter amigos é crime, sou criminoso

por Redação Carta Capital — publicado 10/12/2011 20h39, última modificação 10/12/2011 20h39
Em entrevista a revista Época, ministro aponta que consultorias de faturamentos milionários foram feitas por meio de seu bom relacionamento com empresários mineiros

O ministro Fernando Pimentel declarou ter recebido o salário mensal de um executivo médio, de 50 mil reais, durante o período em que fez trabalhos de consultoria por meio de sua empresa P-21. Em entrevista à revista Época, o ministro do desenvolvimento, Indústria e Comércio explicou minuciosamente o funcionamento dos serviços de consultoria com faturamentos milionários realizados entre 2009 e 2010.

No início da semana, reportagens do jornal O Globo transformaram o político no novo alvo das denúncias que já derrubaram seis ministros do governo de Dilma Rousseff. Na entrevista, Pimentel afirma ter feito quatro consultorias para empresas de Minas Gerais e Pernambuco, com faturamento de 2 milhões de reais brutos. Segundo ele, sua amizade com a maior parte dos empresários mineiros foi essencial para efetuar negócios. E afirma que, se isso for crime, é um criminoso.

De apenas uma das empresas, a Convap, o ministro admite ter cobrado 524 mil reais por auxiliar em um plano de negócios. As negociações foram feitas sem contratos porque, segundo Pimentel, o presidente da empresa Flávio Vieira iria ficar ofendidíssimo: “O contrato é nota fiscal. Você tem de prestar o serviço, emitir nota e pagar tributo. Foi o que fiz”. Os serviços, diz ele, são baseados em relações de amizade com alguns empresários, que em decorrência desta relação, travaram parceria com a Convap. “. São todos meus amigos. Há uma forçação de barra para transformar tudo em coisa suspeita. Aí descobriram que o empresário Roberto Senna (da HAP) responde a um processo junto com o prefeito. Ele responde a um processo comigo e mais 50 pessoas. É um processo de fatos ocorridos em 2001”.

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