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Corrupção

PF realiza nova etapa da operação Mãos Limpas e prende sete no Amapá

por Redação Carta Capital — publicado 25/10/2010 15h59, última modificação 25/10/2010 17h20
Inquérito aponta prática de nepotismo e desvios de recurso na ordem de 300 milhões de reais

Inquérito aponta prática de nepotismo e desvios de recurso na ordem de 300 milhões de reais

As investigações de desvio de dinheiro e nepotismo no Amapá, iniciadas em agosto e que levaram à prisão do governador e candidato a reeleição Pedro Paulo Dias (PP), resultaram na prisão de mais sete pessoas nesta segunda-feira. Desta vez, a Polícia Federal prendeu Hugo Góes, Jardel Góes, Carlene Genaque, Luiz Adriano Ferreira, Alexandre Albuquerque, o secretário de gabinete da Prefeitura de Macapá Humberto Góes e a ex-secretária de Ação Social Hécia Maria Souza.

A operação Mãos Limpas investiga um esquema de corrupção que desviou recursos da União por meio de repasses do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) e Fundef (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério) à pasta estadual de Educação. Também são apontadas na investigação irregularidades nas secretarias de Agricultura, Justiça, Segurança Pública e Saúde. No total, o inquérito indica que 300 milhões de reais foram desviados. Em setembro, quando a PF executou o mandato de prisão de Pedro Paulo Dias, foi preso também o ex-governador e candidato ao senado Waldez Góes (PDT).

O prefeito de Macapá, Roberto Góes (PDT) foi levado para prestar depoimento. A PF também encontrou prática de nepotismo no funcionalismo público do Estado, já que o ex-governador Waldez Góes tinha, pelo menos, quatro parentes em cargos do governo. Pedro Paulo Dias, por sua vez, nomeou a mulher, um primo e dois irmãos para serviram em sua gestão. Ao todo, a segunda fase da Operação Mãos Limpas cumpriu 25 mandados de condução coercitiva, 18 de busca e apreensão e sete de prisão preventiva.

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