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Política

Eleições 2010

Pesquisa Sensus dá 10 pontos de vantagem para Dilma

por Celso Marcondes — publicado 05/08/2010 13h59, última modificação 12/08/2010 16h01
Cresce a expectativa de vitória da candidata petista. Talvez até no primeiro turno
Pesquisa Sensus dá 10 pontos de vantagem para Dilma

Cresce a expectativa de vitória da candidata petista. Talvez até no primeiro turno

A Pesquisa do Instituto Sensus encomendada pela Confederação Nacional do Transporte divulgada nesta quinta-feira 5 deu uma vantagem de 10 pontos percentuais para a candidata do PT Dilma Rousseff às eleições presidenciais. Ela está agora com 41,6% das intenções de voto, contra 31,6% de José Serra e 8,5% da senadora Marina Silva.

Os resultados confirmam a tendência já verificada desde o começo deste ano, mas mostram pela primeira vez, entre todos os institutos que realizam pesquisas, uma liderança significativa da candidata do PT.

A pesquisa foi divulgada no dia do primeiro debate eleitoral entre os candidatos à presidência e a 12 dias da estreia do horário gratuito do TRE. Ela já revela um avanço significativo do grau de conhecimento que a população tem da candidata e da associação do seu nome ao do presidente Lula, antes mesmo da grande exposição pública que as aparições regulares nas emissoras de rádio e TV lhe propiciarão.

Fica clara está constatação quando nos deparamos com os resultados que a mesma pesquisa aponta para a simulação espontânea: Dilma tem 30,4% ante 20,2% de Serra e 5,0% de Marina. Ou quando nos deparamos com as respostas obtidas dos entrevistados para um eventual segundo turno entre os dois candidatos principais: Dilma teria 48,3% contra 36,6% de Serra.

Mas é importante assinalar que pela primeira vez a soma dos resultados obtidos por Serra e Marina na simulação para o primeiro turno - 40,1% - fica aquém do obtido pela candidata do PT, 41,6%. Isso pode apontar para uma tendência, já aventada por muitos analistas, da eleição ser decidida no primeiro turno.

A persistir o crescimento de Dilma e a queda lenta ou estagnação de Serra, apenas a melhora dos resultados da candidata Marina Silva – ou uma enorme surpresa no desempenho de algum dos candidatos menores - poderia levar a decisão para o segundo turno. A candidata verde, porém, até aqui não conseguiu sair do patamar que está, oscilando sempre entre 7 e 10% das intenções de voto, em todas as pesquisas de todos os institutos.

Os debates, os espaços abertos diariamente nos telejornais – em particular no Jornal Nacional da Globo – e o horário do TRE, que já ocupavam o centro das expectativas das coordenações das campanhas de Serra e Marina, passam agora a ser absolutamente vitais para que suas esperanças de crescimento sejam reaquecidas.

A pesquisa Sensus também apontou uma diminuição das taxas de rejeição de Dilma, que apareceu com 25,3% ante 29,7% de Marina e 30,8% de Serra.

Os resultados verificados nesta pesquisa, entretanto, são apenas mais um elemento a se somar entre tantos outros sinais que já apontavam para a possibilidade de vitória de Dilma no primeiro turno. O mais representativo seguramente é aquele que dá conta da vitalidade financeira de cada campanha. Dados declarados pelos candidatos à Receita Federal nesta quarta-feira 4 informavam que a campanha de Dilma já teria arrecadado de doações a quantia de R$ 11, 6 milhões, ante R$ 4,65 milhões de Marina Silva e apenas R$ 3,7 milhões de José Serra.

Os cofres da campanha presidencial tucana ficam aquém não só dos de Marina. Em São Paulo, Geraldo Alckmin - também do PSDB, mas líder folgado nas pesquisas para o governo do Estado - já arrecadou R$ 5 milhões. Para preocupar ainda mais a coordenação da campanha de Serra, ficou-se sabendo que Paulo Skaf, ex-presidente da poderosíssima FIESP, candidato ao governo pelo PSB, somou R$ 3,49 em doações, apesar de obter até aqui apenas 2% das intenções de votos na última pesquisa Datafolha.

Se os empresários manifestam claramente suas expectativas através do volume de doações, o restante da população tem apenas as pesquisas para declarar de forma mais científica o que pensam. Aí, a pesquisa Sensus deixa um último dado: quando perguntados a respeito de suas expectativas de vitória independentemente da intenção de votos, 47,1% dos entrevistados afirmaram que acreditam na vitória de Dilma contra 30,3% de Serra e apenas 2,2% de Marina.

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