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Política

Ministério do Trabalho

Pedetistas insistem na saída de Lupi

por Redação Carta Capital — publicado 28/11/2011 14h47, última modificação 06/06/2015 18h56
Ministro, que trabalhou como funcionário-fantasma na Câmara, volta ao centro das atenções num momento em que colegas de legenda pedem sua saída
Pedestistas querem que Lupi deixe o cargo. Foto: Agência Brasil

Denúncias sobre irregularidades em contratos com ONGs e viagem em jatinho particular motivaram saída do pedetista. Foto: Agência Brasil

Na última semana, o ministro Carlos Lupi, do Trabalho, parecia esquentar novamente sua cadeira no ministério com aval do governo - que, na última semana considerou o caso “encaminhado”, de acordo com a declaração do Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho.

Mas uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo, coloca o ministro novamente no centro das atenções. Lupi teria sido funcionário da Câmara dos Deputados por seis anos, entre 2000 e 2006, recebendo “o maior salário pago a um assessor técnico na liderança do PDT na Câmara enquanto cumpria apenas atividades partidárias e morava no Rio de Janeiro”, segundo a reportagem.

Os pedestistas Cristovam Buarque (DF), Pedro Taques (MT) e Reguffe (DF), que no início das denúncias defederam a saída do ministro do governo, voltaram a se posicionar a favor de sua renúncia. Eles prometem, ainda esta semana, fazer um apelo para que o ministro deixe a pasta antes que seja demitido pela presidente Dilma Rousseff.

À Folha de S. Paulo o deputado Reguffe criticou o apego do ministro ao posto, dizendo que "a política está muito calcada em cargos no governo. O PDT deveria adotar uma postura de independência, sem cargos", disse.

E o senador Pedro Taques (MT) afirmou que aguarda os esclarecimentos de Lupi sobre a nova denúncia contra ele.

Eles são dois dos deputados pedetistas que protocolaram no Ministério Público Federal um pedido de investigação das primeiras denúncias contra o ministro feitas pela revista Veja. Assinaram o documento ainda o senador Pedro Taques e o deputado federal Miro Teixeira (RJ).

Na reunião da Executiva Nacional que aconteceu na terça-feira 22, os presidentes dos diretórios estaduais e as bancadas do partido na Câmara e no Senado declararam apoio ao ministro Lupi. No entanto, o partido não divulgou nota oficial porque, segundo parlamentares do partido que defendem o ministro, a nota só teria sentido se constasse a assinatura de todos os pedetistas presentes à reunião.

Ainda na reunião da comissão executiva, Gilberto Carvalho disse ter conversado com o deputado do PDT-SP Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, que teria afirmado que os pedetistas “apoiavam a continuidade de Lupi”.

Carlos Lupi é acusado de ter se beneficiado indevidamente de diárias pagas pelo ministério quando não estava fora de Brasília e de ter mentido sobre viagem feita em um avião providenciado pelo dirigente de uma organização não governamental (ONG) que prestava serviços à pasta do Trabalho. Assessores próximos ao ministro também são acusados de cobrança de propina para emitir documentação necessária a prestadores de serviço do ministério.

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