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Política

Carta Capital

Mortes no campo

12.06.2011 11:03

PCdoB quer PF em inquéritos

Por Priscilla Mazenotti*

As lideranças do PCdoB na Câmara e no Senado se reúnem nesta semana com o procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Os parlamentares vão pedir a federalização dos inquéritos que tratam de crimes cometidos contra trabalhadores rurais, especialmente na Região Norte.

“Em alguns estados, o inquérito não anda. Chegou a um limite em que, há anos, correm listas de gente para morrer. Se não houver uma atitude, não conseguiremos parar isso”, disse a deputada Jandira Feghali (RJ) à Agência Brasil.

O documento oficial, protocolado na quinta-feira (9), pede que o procurador-geral da República transfira as investigações das mortes para o Superior Tribunal de Justiça. Jandira Feghali disse que o Conselho Nacional de Justiça também foi comunicado.

O grupo de parlamentares deve se encontrar ainda com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para pedir a federalização dos inquéritos policiais. Com isso, as investigações passariam para a responsabilidade da Polícia Federal (PF).

“Tem inquérito que tramita há 18 anos, 20 anos. A gente já fez de tudo. A última coisa é buscar essa apuração”, disse a deputada.

Os conflitos no campo têm gerado preocupação também do governo federal. Na semana passada, foi inciada a Operação Proteção à Vida, formada por homens da PF, Força Nacional de Segurança, Polícia Rodoviária Federal e das Forças Armadas para ajudar a combater a violência. Foram criados, ainda, 12 grupos de trabalho no Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) para estudar a situação fundiária no Pará.

No fim de maio, quatro ambientalistas foram assassinados: três no Pará e um em Rondônia. Para a Comissão Pastoral da Terra, ligada à Igreja Católica, a lista dos que estão ameaçados chega a mil pessoas, sendo que 125 correm mais riscos.

*publicado originalmente pela Agência Brasil

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Sua opinião

  1. Carlos Lindberg disse:
    O prevalecimento dos interesses do capital sobre os interesses do trabalho materializa-se como nunca antes na história dessa País em privilégios políticos que acambam traduzindo-se em privilégios econômicos. Esse já descarada apologia ao modus vivendi do american way of life é, para falar a lingua do povo, prostituição ideológica que pode ser semanticamente definida como o uso de meios de extrema esquerda para alcançar fins de extrema direita. Ou será que, a exemplo do gato, o poder não enxerga o rabo preso com das kapital? Há ou não há um fascio (faixo) no poder brasileiro? Eu tambem vou sair em busca da minha gleba. Await for me bunch of muggers in suits.
  2. Carlos Lindberg disse:
    Concordo com a federalização, mas convem sondar primeiro se Daniel Dantas não é proprietário rural. Se for, há o risco de algum sem terra ser morto, a polícia federal prender o defunto. E aí do chefe que ousar não fazer o mesmo. Lembram de Protógenes? Pois é...
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