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Política

Eleições 2010

Paulo Skaf é candidato ao governo de SP

por Celso Marcondes — publicado 21/05/2010 15h59, última modificação 17/08/2010 16h03
Acabou o mistério, o presidente da Fiesp vai mesmo disputar o governo do Estado. Um empresário num partido socialista

Acabou o mistério, o presidente da Fiesp vai mesmo disputar o governo do Estado. Um empresário num partido socialista

Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) será o candidato a governador pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB). Fica afastada, portanto, a hipótese de coligação com o PT de Aloizio Mercadante. O encontro que definirá este rumo é nesta sexta 21. O deputado federal Ciro Gomes não estará presente.

O PSB acredita que poderá atrair quatro partidos nanicos, PTC, PSL, PRP e PHS, também desejados por Mercadante. Se conquistados, o tempo de tevê de Skaf no horário gratuito pode passar dos atuais 1,4 minuto para 2 minutos. Duda Mendonça, seu marqueteiro já contratado, agradecerá por isso.

Permanece indefinida a opção do vereador Gabriel Chalita. Ele alimentava o desejo de uma candidatura ao Senado, mas apenas na hipótese de coligação com o PT, fazendo dobradinha com Marta Suplicy. Porém, os petistas vão de Netinho de Paula, do PC do B. O mais provável agora é que Chalita opte por uma confortável eleição para deputado federal, que seja “puxadora de votos” para a bancada socialista.

É a primeira vez na história deste País que um presidente da mais importante entidade empresarial assume a candidatura para um cargo executivo através de uma legenda dita socialista. Colocado diante da contradição escancarada, Skaf respondeu ao jornal O Estado de S.Paulo: “não há nada mais socialista que a empresa moderna, do que o empresário moderno, o empreendedor de uma instituição social, que vai dar emprego, dignidade às pessoas”.

Essa leitura, digamos, contemporânea do termo, não deve ter grande resultado nas urnas. A verdade é que a pretensão maior de Skaf deve ser a de usar a candidatura para entrar na vida política, como trampolim para voos futuros.

A expectativa maior que fica, entretanto, é outra: caso a eleição não se decida em primeiro turno - hipótese que creio mais provável – e a disputa fique entre Geraldo Alckmin, hoje com mais de 50% nas pesquisas, e Aloizio Mercadante, hoje com 19%, para que ninho irão os empresários socialistas modernos?