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Política

Estudo

Paulistano não confia nos políticos de São Paulo, mostra pesquisa

por Felipe Corazza — publicado 21/01/2011 07h57, última modificação 21/01/2011 09h18
O levantamento feito pelo Ibope, encomendado pelo movimento Nossa São Paulo, mostra que administração da cidade fica em último lugar em satisfação

A Prefeitura de São Paulo e a Câmara Municipal são as instituições menos confiáveis para a população da cidade. A constatação é da pesquisa Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município – IRBEM, feita pelo Ibope sob encomenda do movimento Nossa São Paulo.

O estudo, divulgado nesta quinta-feira 20, foi realizado nos 96 distritos da capital paulista, entrevistando 1.512 moradores entre os dias 29/11 e 12/12 de 2010. Segundo os números, apenas 36% dos paulistanos confiam na honestidade dos integrantes da Câmara Municipal. A Prefeitura da cidade tem a confiança de 42% dos cidadãos.

As instituções mais bem avaliadas são o Corpo de Bombeiros - com a confiança de 94% da população -, os Correios - com 92% - e o Metrô, considerado confiável por 84% dos paulistanos.

Além de avaliar a confiança na honestidade do poder público, a pesquisa abrange diversos aspectos da vida cotidiana, como acesso a cultura e lazer, transportes públicos, saúde, educação e meio ambiente. O quadro geral é de insatisfação. No total, 73% dos aspectos avaliados terminaram abaixo da média de 5,5 - definida pelos pesquisadores para uma escala de 0 a 10.

A apresentação do trabalho teve a participação de Oded Grajew, presidente do Instituto Ethos. O empresário cita como um dos problemas mais graves da cidade a falta de acesso à cultura para jovens que estão vulneráveis à violência. "São Paulo tem 96 distritos e a grande maioria não tem um cinema, um teatro, um equipamento esportivo, um centro cultural. Dizem que as pessoas não se interessam, mas olha a dificuldade de acesso".

Outro aspecto da pesquisa chamou a atenção, conforme destacou na apresentação Márcia Cavallari, do Ibope: "As áreas com maior satisfação da parte da população foram aquelas que dependem muito pouco do poder público".

Entre as conclusões do estudo mostra quais são os poucos aspectos deste tipo ligados à ação do poder público: "Dentre os aspectos mais relacionados à vida pública da Cidade, as campanhas de vacinação, o respeito aos direitos humanos e o acesso ao uso da internet continuam apresentando os maiores níveis de satisfação por parte dos moradores de São Paulo"

O preço do transporte público também é um ponto negativo para a administração da cidade. As tarifas cobradas e o respeito ao pedestre foram os pontos com pior avaliação na pesquisa. O tamanho da rede de metrô foi o que teve a melhor média na categoria. O preço da passagem de ônibus, que subiu a 3 reais no início de janeiro, tem sido alvo de protestos na capital, com confrontos violentos entre manifestantes e policiais.

Maioria deixaria a cidade
A proporção de pessoas que, se pudessem, deixariam de morar em São Paulo continua sendo a maioria. No levantamento de 2010, 51% dos paulistanos afirmaram que morariam em outra cidade se tivessem condições. Apesar de continuar alto, o número é um pouco menor que a pesquisa aferiu em 2009, com 57%.

Para ver a íntegra da pesquisa, clique aqui

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