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Patriota: Dilma e Cristina Kirchner representam liderança e coragem

por Brasil Econômico — publicado 11/01/2011 15h57, última modificação 11/01/2011 16h27
Estão na pauta do encontro das presidentas no final de janeiro discussões sobre energia nuclear, comércio e políticas sociais

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota, afirmou que as presidentes Dilma Rousseff, do Brasil, e Cristina Kirchner, da Argentina, representam “liderança e coragem” na região.

Ele passou a segunda-feira 10 em Buenos Aires negociando a primeira viagem exterior da presidente Dilma Rousseff, que irá à Argentina no próximo dia 31. Na agenda de conversas, há discussões desde energia nuclear até questões da área social.

"[Brasil e Argentina] vivem um momento de grande potencial que teremos que aproveitar com mais integração", afirmou Patriota.

"O comércio alcançou níveis sem precedentes", acrescentou. As informações são da Presidência da República da Argentina, que detalhou os principais trechos da entrevista coletiva, concedida por Patriota e o ministro das Relações Exteriores argentino, Héctor Timerman.

Depois das conversas de segunda-feira, os governos do Brasil e da Argentina decidiram negociar, por meio de uma comissão bilateral, propostas para exportar produtos com valor agregado para outros mercados.

Em conversas com auxiliares, Timerman afirmou que as questões comerciais também terão espaço nas conversas de Dilma e Cristina Kirchner. O comércio entre Brasil e Argentina é intenso e só em 2010 registrou US$ 32,9 bilhões - favoráveis ao Brasil.

As autoridades do Brasil e da Argentina também acertaram que representantes dos dois países vão acelerar as articulações para a construção do Complexo Hidrelétrico de Garabi, na região argentina de Corrientes e no estado do Rio Grande do Sul.

O objetivo é começar as obras em 2012 para que no futuro a hidrelétrica seja capaz de gerar aproximadamente 2,9 mil megawatts.

Outra decisão é negociar a ampliação das parcerias nas áreas de energia nuclear e desenvolvimento social, além de tecnologia digital e investimentos no setor de mineração.

De acordo com os dois chanceleres, Argentina e Brasil concordam ainda que é fundamental retomar o tema de reforma do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Ambos os países disputam uma vaga no assento permanente do órgão.

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