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Política

Conflitos trabalhistas

Paralisação em Jirau garantiu melhorias, mas empregos estão ameaçados

por Radioagência NP — publicado 13/04/2011 10h26, última modificação 13/04/2011 10h28
A revolta de Jirau desencadeou uma série de paralisações que envolveram aproximadamente 170 mil trabalhadores de grandes empreendimentos em todo o Brasil. Por Jorge Américo

Por Jorge Américo*

Pelo menos quatro mil trabalhadores participaram da assembleia que confirmou o acordo entre a representação sindical e a empreiteira Camargo Corrêa, responsável pela construção da Usina de Jirau, no Rio Madeira (RO). Nesta segunda-feira 11 os operários retornaram ao trabalho depois da paralisação que garantiu aumento de R$ 132 no valor da cesta básica, além de melhorias no vale-alimentação e no plano de saúde.

Entre os benefícios conquistados com a mobilização está a licença de cinco dias a cada três meses trabalhados – com direito a passagem de avião e ônibus – para que os operários possam visitar a família. No entanto, na ocasião do incidente, o dirigente sindical Altair Donizete de Oliveira apontou diversas irregularidades.

“As pessoas que vêm de fora para serem contratadas aqui em Rondônia são obrigadas a pegar um endereço de Porto Velho para entrar na usina como se fossem daqui. Então, o trabalhador é obrigado a ficar um ano sem ver a família, porque veio por conta própria. Só tem direito a passagem quem veio recrutado pela empresa.”

Apesar das conquistas, a Justiça derrubou parte da liminar que garantia o emprego a todos os 22 mil operários que atuavam na maior obra em execução no país. Apenas quem reside na região está trabalhando. As atividades na usina foram paralisadas por determinação judicial após uma revolta dos trabalhadores, no dia 15 de março.

A revolta de Jirau desencadeou uma série de paralisações que envolveram aproximadamente 170 mil trabalhadores de grandes empreendimentos em todo o Brasil.

*Matéria publicada originalmente em Rádioagência NP

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