Você está aqui: Página Inicial / Política / Para leitores, guinada conservadora explica rejeição a Serra

Política

Enquete

Para leitores, guinada conservadora explica rejeição a Serra

por Redação Carta Capital — publicado 28/10/2012 22h28, última modificação 28/10/2012 22h35
Outro motivo para a queda, segundo internautas, foi o fato de ele ter abandonado o cargo em 2006 para se candidatar a governador
Serra_campanha_nova

Serra faz campanha em Cidade Tiradentes, na zona leste de São Paulo. Foto: Divulgação

O site da revista CartaCapital perguntou: o que explica a alta rejeição do candidato José Serra na cidade de São Paulo?

Entre os dias 20 e 28 de outubro, um total de 5.394 leitores participaram da enquete. Desses, 55% acreditam que a guinada conservadora de Serra foi a responsável pela queda de sua popularidade, uma vez que o candidato distanciou sua imagem dos valores que costumava defender.

Um exemplo disso foi a adoção de sua campanha a uma política “linha-dura” no combate ao crime. Na semana passada, respondendo a um eleitor sobre o que faria para acabar com a violência nas escolas, o tucano afirmou que pretendia criar um convênio com a Fundação Casa (antiga Febem) para identificar jovens com propensão ao crime e ao consumo de drogas dentro das instituições municipais de ensino. Ele também se aproximou de grupos evangélicos e atacou políticas anti-homofobia desenvolvidas pelo adversário Fernando Haddad (PT) em sua gestão como ministro da Educação.

O outro motivo, para 28% dos leitores, foi o fato de Serra ter abandonado o cargo em 2006, para se candidatar ao governo do estado de São Paulo. A renúncia foi um dos principais pontos explorados por Fernando Haddad em sua campanha.

Por fim, para 17% dos que participaram da enquete, a baixa popularidade se deve ao fato de sua candidatura ser muito ligada à administração de Gilberto Kassab (PSD), que é mal avaliada.

Neste domingo 28 Haddad foi eleito prefeito de São Paulo com 55,59% dos votos, contra 44,41% de José Serra, confirmando o que previam as pesquisas eleitorais.