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Política

São Paulo

Para estancar sangria, PSDB abre espaço a vereadores na Executiva

por Redação Carta Capital — publicado 28/04/2011 16h04, última modificação 28/04/2011 16h27
Em reunião realizada na última quarta-feira 27, o partido concedeu importantes cargos na cúpula municipal aos parlamentares. Até agora, seis deixaram a sigla. Da Redação

A presidência municipal do PSDB cedeu aos vereadores tucanos de São Paulo cinco dos 18 cargos da nova Executiva do partido. O acordo foi costurado em reunião realizada na última quarta-feira 27 e é uma tentativa de preservar a sigla de novas dissidências. No dia 18 de abril, seis vereadores deixaram o PSDB sob alegação de terem sido perseguidos por apoiarem a eleição de Gilberto Kassab (ex-DEM) à prefeitura em 2008. Dos seis vereadores, dois confirmaram que irão para o PSD, partido a ser criado por Kasasb. Eles assinaram um texto, publicado na Folha de S.Paulo desta quinta-feira 18, expondo as razões da saída do partido. “Aquela mesma facção (que apoiou a candidatura de Geraldo Alckimin à prefeitura em 2008) preferiu invocar agora, sem disfarces, uma postura de vingança, que, em recente reunião do diretório municipal, chegou a pregar ameaças de violência física contra seus oponentes, cuja tese fora vitoriosa em 2008”. Ainda, eles acusam o partido de ter abandonado bandeiras defendidas na criação da sigla, em 1988. “Mais do que destruir a concepção original, o partido agora adota caminhos que antes abominava e considerava nocivos ao País. Perde a credibilidade como defensor da democracia – já que nem sequer consegue praticá-la dentro de casa – e o debate político, visto que sugere resolver divergências de seus parlamentares ‘a peixeiradas’”.

Para acolher os vereadores, três cargos foram criados na nova Executiva, num total de 18 (na gestão anterior, eram 15). O vereador Adolfo Quintana recebeu a secretaria-geral do partido. Além dele, os parlamentares receberam a segunda-vice-presidência, a primeira tesouraria e o cargo de um vogal. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, também ficou acertado na reunião o apoio dos aliados de Geraldo Alckimin na reeleição dos parlamentares que se mantiveram fiel ao PSDB. Segundo o mesmo jornal, os vereadores temem dificuldades em um pleito sem o apoio da máquina da prefeitura, que estará nas mãos do PSD de Kassab.

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