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Enriquecimento

Palocci vai ser investigado em SP

por Redação Carta Capital — publicado 14/10/2011 16h29, última modificação 14/10/2011 16h32
Ministério Público paulista anuncia apuração sobre origem de dinheiro para compra de imóvel de luxo e suposto uso de laranjas

O Ministério Público em São Paulo informou na quinta-feira 13 ter instaurado, em 29 de setembro, uma investigação contra o ex-ministro chefe da Casa Civil Antonio Palocci. A ação vai averiguar o suposto uso de laranjas na compra de um apartamento de 4 milhões de reais na capital paulista e a origem do dinheiro da aquisição.

Serão investigados ainda o comerciante Gesmo Siqueira dos Santos, supostamente registrado como um dos donos do imóvel, e sua esposa, Elizabete da Costa Garcia dos Santos.

O caso, aberto pelo promotor Joel Carlos Moreira da Silveira, está a cargo do Grupo de Atuação Especial de Repressão à Formação de Cartel e à Lavagem de Dinheiro e de Recuperação de Ativos (GEDEC) do MP-SP.

Segundo o MP, o promotor já analisa documentos solicitados à Junta Comercial do Estado de São Paulo e ao Cartório de Registro de Imóveis.

Investigação

O ex-ministro já havia escapado de uma investigação em junho, quando o Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, arquivou um pedido de partidos da oposição para verificar o enriquecimento de Palocci.

Gurgel alegou não haver indícios de tráfico de influências, ou seja, os clientes da consultoria privada Projeto, mantida pelo ex-ministro enquanto era deputado federal, não teriam tido acesso a informações privilegiadas.

Segundo o Procurador-Geral, na época a esperar a recondução ao cargo pela presidenta Dilma Rousseff, afirmou ser responsabilidade da Justiça de primeira instância averiguar se houve crime de improbidade administrativa.

Contudo, o enriquecimento do ex-ministro pode ser desarquivado pela Procuradoria da República no Distrito Federal. Encarregado de investigar o caso após a decisão de Gurgel, o órgão já encaminhou novas informações sobre as apurações ao Procurador-Geral.

O caso

Em maio o jornal Folha de S.Paulo informou que Palocci aumentou seu patrimônio pessoal em 20 vezes entre 2006 e 2010, quando era deputado federal e mantinha uma empresa de consultoria privada, a Projeto. No período, seus bens passaram de 356 mil reais para 7,5 milhões de reais.

Na época, o ministro se recusou a entregar a lista com os nomes dos clientes e suas explicações não conseguiram aliviar a pressão para a sua saída. Em junho, Palocci se demitiu, sendo substituído pela senadora Gleisi Hoffmann.

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