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Política

Crise no Planalto

Palocci: decisão de procurador leva 'razão' a debate

por Agência Brasil publicado 07/06/2011 08h25, última modificação 07/06/2011 12h44
Procurador-geral Roberto Gurgel arquivou caso dizendo que não havia "elementos, ainda que mínimos, da prática de algum crime”

Yara Aquino*

O ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, afirmou, por meio de nota, que espera que a decisão, nesta segunda-feira 6, do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, de arquivar as representações contra ele por partidos da oposição, recoloque o "embate político nos termos da razão, do equilíbrio e da Justiça". Palocci disse ainda que prestou todos os esclarecimentos necessários de forma pública.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) recebeu quatro representações contra o ministro que pediam abertura de inquérito para investigar a evolução patrimonial de Palocci nos últimos anos.

“Prestei todos os esclarecimentos de forma pública. Entreguei à Procuradoria-Geral da República, órgão legalmente competente para avaliar a apuração dos fatos, todos os documentos relativos à empresa Projeto. Espero que esta decisão recoloque o embate político nos termos da razão, do equilíbrio e da Justiça”, disse o ministro na nota divulgada pela Casa Civil na noite de hoje.

O ministro Palocci foi citado em uma reportagem da Folha de S.Paulo que apontou grande evolução em seu patrimônio entre 2006 e 2010, período em que era deputado federal.

Na decisão, o procurador-geral da República argumentou que, para abertura de inquérito a partir de representações, “é imprescindível que a notícia aponte a existência de elementos, ainda que mínimos, da prática de algum crime”. Segundo Gurgel, a investigação sobre patrimônio não é objeto da esfera penal.

*Matéria originalmente publicada em Agência Brasil