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Política

Andante Mosso

Pacto do pré-sal

por Mauricio Dias publicado 17/03/2012 17h59, última modificação 17/03/2012 17h59
Nesta semana CartaCapital aborda a questão da distribuição dos royalities do pré-sal. E também: a participação de homossexuais nas Forças Armadas
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Bonança. Concessões levam ao acordo sobre royalties do pré-sal

Contrariando os maus agouros, na manhã da terça-feira 13, a Comissão Paritária, construída na Câmara para tentar resolver a questão da distribuição dos royalties do petróleo, achou a saída para o confronto entre produtores e não produtores.

Algumas concessões abriram caminho para o entendimento.

Os estados e municípios produtores vão manter o volume de arrecadação atual e os não produtores ganharão no aumento da produção a partir do pré-sal.

É possível que recebam uma antecipação dos ganhos futuros.

Nos próximos dias, o acordo será formalizado e deve ser votado até 7 de abril.

Adeus, batucada

Diante das incertezas que rondam a realização da Copa do Mundo no Brasil em 2014, um dos mais importantes patrocinadores privados do evento avisa: “Assim como a Fifa tem
um plano B, nós também construímos alternativas”.

E conclui, resignado:

“Estávamos preparados para um carnaval. A essa altura sabemos que faremos, no máximo, um sambinha”.

Razão subterrânea I

Estudo da FGV virou alvo da ironia do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) nos debates sobre a ampliação do metrô carioca.

O trabalho considera adequada a relação de seis pessoas por metro quadrado no carro do metrô. Segundo Freixo, a Lei de Execução Penal determina que, nas celas prisionais, o espaço ideal é o de um preso por 6 metros quadrados.

Ele, então, arremata: “Nessas condições, é mais confortável ficar preso do que andar no
metrô carioca nas horas de rush”.

Razão subterrânea II

No bate-boca com um eleitor, o secretário estadual de Transportes, Julio Bueno, ao justificar alterações no projeto original do metrô, abriu a boca demais:

“O que nos interessa (...) é eleger o nosso sucessor (...) e para isso precisamos atender à maior parte da população”, diz ele no YouTube, em circulação na blogosfera.

Foi mudado o traçado da Linha 4 e criou-se a chamada Extensão da Linha 1. Um benefício maior para a zona sul carioca em detrimento da zona oeste.

Mas não é só. A troca fortaleceu uma suspeita de Freixo:

“As alterações de nome e de traçado permitiram a dispensa de licitação que a Linha exigia
e a Extensão dispensa”.

Homossexuais fardados

Estudo do Ipea sobre Defesa Nacional avaliou a percepção da sociedade sobre os homossexuais nas Forças Armadas. As respostas atropelam o preconceito e, às vezes, a homofobia militar. A presença de gays e lésbicas nos quartéis tem apoio da maioria (tabela).

Se entre os militares o preconceito começa com os oficiais, na sociedade começa na população de menor escolaridade. A exemplo da reação negativa à presença de mulheres nas FFAA,
o Sul é a única região do País em que a maioria não concorda também com homossexuais fardados.

Freud explica?

O Vice

Inquietos diante das reações de rebeldia do PMDB, integrantes da base aliada do governo perguntam sobre as razões pelas quais a presidenta Dilma Rousseff não entrega ao vice-presidente peemedebista Michel Temer o leme de condução das relações do governo com
os peemedebistas. Por quê?

Apontam para suposta inabilidade da ministra  Ideli Salvatti, secretária de Relações Institucionais, e também para o que chamam de timidez da ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann.

Para guarnecer a análise política, descarta-se eventual machismo nos dois casos.

Temer, no entanto, depende mais do PMDB do que o PMDB dele. Além disso, o ritual do cargo impede que o vice-presidente leve à presidenta, como emissário, insatisfações do PMDB diante de alguns privilégios que ela oferece ao PT, partido dela.

Há quem se recorde de Marco Maciel, vice de FHC. Esquecem, no entanto, de medir o espaço entre o PFL/DEM e o PSDB, e a distância que separa o PMDB do PT.

Maciel era considerado o vice ideal de FHC. Temer não é o vice ideal de Dilma.

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