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Os custos da mentira

por Redação Carta Capital — publicado 23/03/2012 14h07, última modificação 06/06/2015 18h58
A Chevron pode pagar caro pelos vazamentos, mas a defesa pretende anular a denúncia com o deslocamento da competência do caso
George Buck

Castigo. Opresidente da empresa no Brasil, George Buck, teve o passaporte retido e pode ser condenado a 31 anos de prisão. Foto: Antonio Scorza/AFP

O megavazamento de petróleo ocorrido em novembro de 2011 na Bacia de Campos deverá custar caro aos executivos da Chevron. Na quarta-feira 21, o Ministério Público Federal denunciou a petrolífera norte-americana, a empresa Transocean e outros 17 acusados por crime ambiental e dano ao patrimônio público. O presidente da Chevron do Brasil, George Buck, e outros três funcionários responderão ainda por dificultar as fiscalizações, apresentar plano de emergência enganoso e fraudar documentos enviados às autoridades brasileiras. As penas chegam a 31 anos de prisão para cada um.

O procurador Eduardo Santos de Oliveira solicitou ainda o sequestro dos bens dos denunciados, bem como o pagamento de fiança de 1 milhão de reais para cada réu. Os passaportes de quase todos os executivos da Chevron foram confiscados pela Justiça. Segundo a denúncia, o derramamento de óleo afetou todo o ecossistema marinho e pode levar à extinção de espécies.

A defesa, capitaneada por Nilo Batista, pretende anular a denúncia com o deslocamento da competência do caso da Comarca de Campos dos Goytacazes para o Rio de Janeiro. E criticou o suposto açodamento do procurador: “O processo foi concluído sem esclarecimentos técnicos e sem provas”.

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