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Política

Crise no governo

Maia suspende convocação de ministro

por Redação Carta Capital — publicado 01/06/2011 15h23, última modificação 02/06/2011 13h01
Presidente da Câmara adiou a decisão final sobre o pedido para que o ministro-chefe da Casa Civil preste explicações sobre sua evolução patrimonial

O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), suspendeu a convocação do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, para a Comissão de Agricultura, onde deveria esclarecer sua evolução finaceira nos últimos quatro anos, quando era deputado federal.

A decisão final foi adiada para terça-feira 7, pois Maia deve analisar o vídeo da comissão, as notas taquigráficas e os demais registros, além de ouvir o presidente da comissão, Lira Maia (DEM-PA).

“Pelos argumentos que tenho colhido sobre o tema, e considerada a complexidade da questão, e destacando que o deputado Lira Maia (DEM-PA) tem se pautado pelo cumprimento do Regimento Interno, a Presidência não pode desconsiderar que a questão de ordem vem assinada por mais de 30 deputados da comissão que estavam presentes”, afirmou Maia, antes de encerrar a sessão.

Após duas semanas de tentativas frustradas, a oposição havia conseguido, na manhã de quarta-feira 1, aprovar a convocação de Palocci, em votação simbólica, quando a base governista se encontrava ocupada em outras comissões.

A ação foi questionada pelos deputados da base aliada ao governo, que durante a tarde se movimentaram para reverter a convocação. O  ministro de Relações Institucionais, Luiz Sérgio, foi inclusive escalado para ir a público dizer que manobra foi um “golpe” da oposição.

Com o requerimento, os oposicionistas pretendiam fazer com que o ministro divulgasse a lista de clientes atendidos pela sua empresa de consultoria, a Projeto, que obteve ganhos de 20 milhões em 2010, pleno ano eleitoral.

A convocação foi proposta pelo deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que, para justificar o pedido, listou os nomes das empresas que teriam sido contratadas pela consultoria do então deputado, duas delas ligadas ao setor agrícola. O ministro se nega a revelar quem foram seus clientes, alegando sigilo de contrato.

“Segundo listagem amplamente divulgada pelos sites de imprensa, dentre as inúmeras empresas que se utilizaram de consultorias da Projeto, encontram-se algumas do ramo agroindustrial, quais sejam, Sadia Holding e Vinícola Aurora. É de fundamental importância, portanto, que essa comissão se aprofunde nesse assunto para avaliar qualquer possível favorecimento em razão da posição política ocupada pelo ministro da Casa Civil”, disse Lorenzoni no requerimento apresentado à comissão.

*Com informações da Agência Brasil e Agência Câmara

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