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Política

Impeachment na Câmara

Oposição inicia ofensiva policial às vésperas de votação do impeachment

por Rodrigo Martins publicado 16/04/2016 18h44, última modificação 17/04/2016 17h05
Uma das representações pede abertura de inquérito e medida cautelar para busca e apreensão no hotel onde Lula está hospedado
Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Oposição

A oposição acusa o ex-presidente de oferecer cargos a deputados em troca de votos contrários ao impeachment

A menos de 24 horas da votação do impeachment, partidos da oposição, capitaneados pelo PSDB e pelo DEM, iniciaram uma ofensiva na Polícia Federal e no Ministério Público Federal contra a presidenta Dilma Rousseff, o ex-presidente Lula e governadores que manifestaram apoio ao Planalto no processo.

São ao menos quatro pedidos de investigação, que tratam da suposta distribuição de cargos em troca de votos, da doação de terras da União ao estado do Amapá, do bloqueio de rodovias pelo MST, além de uma representação junto à Procuradoria da República no Distrito Federal, solicitando a abertura de inquérito policial e a decretação de medida cautelar de busca e apreensão de provas no hotel onde Lula está hospedado.

A oposição acusa o ex-presidente de oferecer cargos e vantagens indevidas a deputados em troca de votos contra o impeachment. “Fizemos uma representação junto ao Ministério Público Federal do Distrito Federal por inúmeras denúncias, muitas delas publicadas pela imprensa nacional, de atitudes não republicanas promovidas e capitaneadas pelo ex-presidente Lula, que está instalado num hotel em Brasília. Por conta disso, além da instalação do inquérito, pedimos também a busca e apreensão para a coleta de provas”, diz o líder do PSDB na Câmara, Antônio Imbassahy.

Na avaliação do deputado petista Paulo Teixeira, vice-líder do governo, a iniciativa demonstra o “desespero da oposição” diante da "perspectiva de derrota" na votação do domingo 17. Para o colega Pepe Vargas, ex-ministro dos Direitos Humanos, não há nada irregular nas negociações com aliados.

“A presidenta Dilma é uma chefe de governo. Ela tem a prerrogativa, o direito e, eu diria até, a obrigação de montar o seu governo”, diz Vargas. “Quem não tem legitimidade para chamar pessoas no Palácio Jaburu e oferecer cargos no governo é o senhor Michel Temer, que não foi eleito presidente da República e está lá fazendo isso. Obviamente que as conversas de Temer não tratam de flores ou poesia. Ele está lá oferecendo cargos, na tentativa de montar um governo que não existe".

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