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Relatório da operação Porto Seguro é enviado ao STF

por Redação Carta Capital — publicado 12/12/2012 14h31, última modificação 12/12/2012 14h41
Parte da operação que investiga Rosemary de Noronha, ex-chefe de gabinete da presidência da República, tem envolvimento de pessoas com foro privilegiado

A Justiça de São Paulo determinou que parte do material da , da Polícia Federal, fosse enviado ao Supremo Tribunal Federal, ao procurador-geral da República e ao Congresso Nacional. A operação, deflagrada em 22 de novembro, investiga uma organização criminosa que funcionava infiltrada em órgãos federais para favorecer interesses privados na tramitação de processos. Ao todo, 18 pessoas foram indiciadas.

O material foi enviado ao Supremo devido ao envolvimento de autoridades com prerrogativa de foro especial no caso. Têm direito a julgamento no STF autoridades como o presidente e vice, ministros, deputados e senadores, entre outros. Em nota, a assessoria da Justiça Federal de 1º Grau em São Paulo diz que “por haver sigilo nos autos, os nomes dos envolvidos e o teor do material enviado não serão divulgados pela Justiça Federal.”

A operação investiga, entre outros, a ex-chefe de gabinete da Presidência em São Paulo (demitida após a operação), Rosemary Nóvoa de Noronha. Rose se valia de sua proximidade com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para conseguir cargos para aliados e parentes. Outro envolvido é o agora ex-advogado geral da União adjunto, José Weber Holanda Alves, número dois do chefe da AGU, Luís Inácio Adams.

A PF também indiciou, por formação de quadrilha, dois servidores da Agência Nacional de Águas (ANA) e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), três advogados e um empresário.

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