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Política

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Operação Guilhotina causa a queda do chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro

por Redação Carta Capital — publicado 15/02/2011 16h13, última modificação 16/02/2011 09h46
PF prendeu policiais acusados de envolvimento com milícias e narcotraficantes. Entre os detidos, está o principal assistente de Allan Turnowski até o ano passado

A Operação Guilhotina da Polícia Federal (PF), deflagrada na última sexta-feira 11, foi responsável pela saída do delegado Allan Turnowski da chefia da Polícia Civil do Rio de Janeiro, anunciada nesta terça-feira 15. A operação desencadeada pela PF prendeu dezenas de policiais acusados de integrarem milícias, desvio de armas e ligações com bicheiros e narcotraficantes. Entre os detidos está o delegado Carlos Antonio Oliveira, até o ano passado o principal assistente de Turnowski.

A saída de Turnowski da chefia da Polícia Civil foi decidida em reunião com o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame. Em nota, a corporação diz que o desligamento do delegado foi decidido “após os dois concluírem que esta seria o mais adequado para preservar o bom funcionamento das instituições”.

Crise
Allan Turnowski chegou a prestar depoimento na PF sobre sua ligação com Carlos Antonio de Oliveira. Em sua defesa, ele alegou que se houvesse alguma prova de sua participação no esquema de corrupção, ele também teria sido preso, quando sequer foi indiciado. Após o depoimento, entretanto, o então chefe da Polícia Civil promoveu uma devassa na Delegacia de Repressão ás Ações Criminosas Organizadas (Draco), que colaborou com as investigações da PF. A sede da Draco teve suas portas lacradas.

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