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O silêncio do contraventor coloca a CPI em xeque

por Redação Carta Capital — publicado 23/05/2012 12h49, última modificação 23/05/2012 12h49
Caso os outros suspeits de integrar a quadrilha fiquem calados, a comissão dará sequência a sessões de interrogatórios inúteis
Cachoeira

O contraventor Carlinhos Cachoeira durante o não-depoimento à CPI. Foto: José Cruz/Agência Brasil

A falta de respostas de Carlinhos Cachoeira na sessão de terça-feira na CPI que o investiga coloca em xeque a utilidade dos próximos depoimentos na comissão.

Os deputados e senadores da CPI ouvirão na quinta-feira 24 três aliados do bicheiro: Jairo Martins de Souza, Idalberto Matias de Araújo, conhecido como Dadá, e Wladimir Garcez. Caso os supostos integrantes da quadrilha também fiquem calados, a comissão dará sequência a uma série de sessões até agora inúteis (e constrangedoras) para a investigação.

Após o não-depoimento de Cachoeira, o pivô do escândalo, os congressistas já defendem outro foco na atuação da CPI. Para o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), os congressistas deveriam se debruçar sobre os documentos da Polícia Federal em vez de esperar alguma confissão de culpa improvável nos depoimentos. Já o senador Pedro Taques (PDT-MT) defende a quebra de sigilos dos envolvidos o quanto antes.

Segundo reportagem do site Congresso em Foco, o presidente da CPI, senador Vital do Rego (PMDB-PB), pretende conversar com o relator, deputado Odair Cunha (PT-MG), para propor uma mudança no rumo das investigações. Sua proposta seria diminuir o peso dos depoimentos e adiantar decisões administrativas como a quebra do sigilo da empreiteira Delta em território nacional.

Apesar da vontade de alguns integrantes da comissão em mudarem o rumo das investigações, até agora não há sinais da queda da blindagem em torno dos três governadores supostamente ligados ao grupo de Cachoeira ou à Delta – Marconi Perillo (PSDB-GO), Agnelo Queiroz (PT-DF) e Sérgio Cabral (PMDB-RJ).

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