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Violência

O Rio de Janeiro de novo com medo

por Bruno Huberman — publicado 22/11/2010 10h00, última modificação 23/11/2010 09h41
Autoridades ligam os ataques a implantação de UPPs em favela até então dominada pelo tráfico

Autoridades ligam os ataques a implantação de UPPs em favela até então dominada pelo tráfico

O Rio de Janeiro vive uma nova onda de violência nos últimos dois dias. Na tarde do domingo 21 na Linha Vermelha em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, dois carros foram incendiados, seis pessoas assaltadas e um veículo da Aeronáutica fuzilado. Nesta segunda-feira 22, outro ataque aconteceu na rodovia Presidente Dutra em Irajá, zona norte da cidade. Testemunhas afirmam que os criminosos disseram ser do morro do Borel, próximo ao local.

Segundo as autoridades, os ataque seriam uma retaliação dos traficantes a implantação de Unidades de Polícias Pacificadoras (UPPs) na favela e a transferência de presos para unidades federais. "Trabalhamos com a hipótese da insatisfação de criminosos pela perda de poder, território, capacidade de se exibir e de lucrar", disse o comandante-geral da Polícia Militar do Rio de Janeiro Mario Sérgio Duarte.

Para o governador Sérgio Cabral (PMDB), os ataques são uma tentativa de depreciar a segurança pública carioca. "Se esse é o desejo desses marginais, eles ficarão frustrados".

O secretário de segurança pública, José Mariano Beltrame, qualificou os autores de “traficantes emburrados” e revelou não ter um prazo para o fim da onda. "Nós temos que entender que mágica não existe. Quem oferecer solução para segunda-feira é um mentiroso. Não quero dizer que isso [os ataques] não vai parar. Essa caminhada é muito grande e fatalmente outros grupos vão ter prejuízos. Eu sei que incendiar carro causa medo, mas temos um plano de médio prazo". Para ele, os responsáveis pelo ataque seriam um “um pequeno grupo de uma facção criminosa”, isto é, o Comando Vermelho.

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