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O ministério de Dilma, até aqui sem surpresas

por Celso Marcondes — publicado 26/11/2010 12h00, última modificação 27/11/2010 11h55
Palocci vai para a Casa Civil, Gilberto Carvalho para a Secretaria-geral. Outros nomes se fortalecem, alguns desaparecem. E o leitor, quem escolheria para o ministério?

Palocci vai para a Casa Civil, Gilberto Carvalho para a Secretaria-geral. Outros nomes se fortalecem, alguns desaparecem. E o leitor, quem escolheria para o ministério?

Depois de definidos os principais nomes na área econômica, são dadas como certas as indicações de Antonio Palocci para a Casa Civil e Gilberto Carvalho para a Secretaria-geral da Presidência no ministério da presidenta Dilma Rousseff. Cargos importantes da dita “cozinha” do Planalto.

São muito fortes também as tendências para que Paulo Bernardo assuma o Ministério das Comunicações e José Eduardo Martins Cardoso o da Justiça. Giles Azevedo seria seu chefe de gabinete e a jornalista Helena Chagas substituiria Franklin Martins na Secom.

Se confirmados estes seis nomes, nenhuma surpresa será constatada, a reforçar a expectativa que o governo Dilma tenha a cara e o coração da continuidade do governo Lula.

Outros nomes dentro da seara petista são ventilados quase todos os dias na imprensa. Alguns podem ser simples balões de ensaio, colocados no ar pelos próprios interessados ou seus simpatizantes. Outros, porque, de fato, estão nos planos da presidenta.

Fernando Haddad (Educação), Alexandre Padilha (Assuntos Institucionais), Aloizio Mercadante (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior ou Ciência e Tecnologia), José Sergio Gabrielli (Petrobras), José De Filippi Júnior (Cidades) fazem parte da lista permanente de especulações. Já Maria das Graças Foster, Marta Suplicy, Patrus Ananias e Fernando Pimentel parecem ter saído da bolsa de apostas, pelo menos para o primeiro escalão.

A assinalar também o imbróglio razoavelmente complexo para definir a sucessão de Paulo Vannuchi na Secretaria Especial dos Direitos Humanos. Para conhecê-lo, é bom ler a matéria do colega Leandro Fortes .

De qualquer forma, responder a todos os apelos petistas deve ser tarefa muito difícil para Dilma. Mais duras ainda são as negociações com todos os partidos da base de apoio do novo governo.

Segundo a enquete que publicamos aqui ao lado, com apenas 6 nomes, Ciro Gomes é, disparado, o favorito dos leitores do site. O nome dele, o de Gabriel Chalita e o de Luiza Erundina são os mais lembrados para representar o PSB. Os socialistas, fortalecidos pelas eleições nos estados, devem levar dois ministérios.

Já no PC do B, Manuela D’Ávila e Jandira Feghali são os nomes mais destacados pela mídia, mas apenas uma cadeira deve ficar com o partido. Orlando Silva será deslocado para o comando da chamada Autoridade Olímpica, nova secretaria a ser criada.

No campo do PDT, já ficou explícita a vontade do partido de manter Carlos Luppi no ministério do Trabalho. Deve ficar por aí sua presença na equipe.

O PMDB sempre descartou o ministro José Gomes Temporão, filiado ao partido, da sua lista. Entraria com Edison Lobão (Minas e Energia), Wagner Rossi (Agricultura) e Moreira Franco (Cidades ou Comunicações), pode aceitar na sua cota a permanência de Nelson Jobim na Defesa. Mas deve emplacar 5 ou 6 ministérios no final.

Restariam ainda definir as cotas de PP e PR. Se é que elas existirão.
E o leitor da Carta, quem gostaria de ver no time de Dilma? Deixe aqui sua opinião.

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