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Política

Análise

O fator Erenice

por Mauricio Dias publicado 03/10/2010 01h51, última modificação 04/10/2010 16h03
Uma petista e outra ex, Marina Silva, militante do partido por trinta anos, causaram danos profundos à candidatura de Dilma Rousseff
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Depois do caso provocado pela sucessora, os porcentuais da candidata do PT estancaram, enquanto subiam aqueles de Marina

Uma petista e outra ex, Marina Silva, militante do partido por trinta anos, causaram danos profundos à candidatura de Dilma Rousseff

Os eleitores de Dilma Rousseff não conseguem esconder que o grito de vitória ficou preso na garganta e o que assomou à boca de todos eles é o amargo sabor de uma derrota. É enganoso, no entanto, esse paladar. Dilma não perdeu. Dilma ganhou o primeiro turno. A pergunta é: por que a vitória não ocorreu já agora como vinham projetando as pesquisas de intenção de voto de institutos independentes como Ibope, Vox Populi e Sensus?

O resultado do Ibope apurado entre 25 e 27 de setembro, a poucos dias do pleito, apontava Dilma com 50%, Serra com 27%, Marina com 13%, além de 1% de outros candidatos. Havia 4% de indecisos e 4% dos eleitores que pretendiam votar branco/nulo. Mas esse porcentual da candidata petista já embutia um problema: era um número praticamente estancado há duas semanas e, rigorosamente, desenhava uma curva em leve declínio, conforme o gráfico elaborado pelo professor Marcus Figueiredo, do Instituto de Estudos Políticos e Sociais (Iesp), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Por que razão a curva ascendente de Dilma declinou? Essa inversão ocorreu pela primeira vez ao longo de 2010. Durante todo o tempo manteve-se projetada para o alto. Era o retrato aproximado da crescente avaliação positiva do governo Lula.

*Confira este conteúdo na íntegra da edição 616, já nas bancas.

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