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O desafio de Graça Foster

por Redação Carta Capital — publicado 18/02/2012 15h41, última modificação 18/02/2012 15h41
A nova presidenta assume em meio a dúvidas sobre os planos da Petrobras
Maria Graça Foster

De confiança. Foster, totalmente afinada com a presidenta. Foto: Agência Petrobras

Na segunda-feira 13, em cerimônia que contou com a presença da presidenta da República, de oito ministros, oito governadores, além de outras autoridades e empresários graúdos – entre esses, Eike Batista –, Graça Foster tornou-se a primeira mulher a assumir o comando da Petrobras.

Engenheira química e funcionária de carreira da estatal, onde ingressou como estagiária no início da década de 1980, Graça prometeu em seu discurso dar continuidade à gestão do antecessor, José Sergio Gabrielli. Disse que não pretende alterar a política de preços da estatal, afirmando que a mesma será pautada pelo longo prazo. “Não podemos repassar a volatilidade do Brent e do câmbio para esse mercado.” Graça ressaltou ainda a “gratidão e fidelidade incondicional” à presidenta Dilma.

A cerimônia de posse deu-se poucos dias após o anúncio dos resultados do quarto trimestre de 2011 da companhia. O lucro de cerca de 5 bilhões de reais, com queda de 52% em relação ao mesmo período de 2010, decepcionou o mercado financeiro. As ações caíram 5% no dia da posse.