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Política

Greve no Rio

Número de policiais militares presos ou punidos já passa de 150 no Rio

por Agência Brasil publicado 11/02/2012 08h39, última modificação 06/06/2015 18h21
No mesmo dia, o Corpo de Bombeiros do estado informou que 123 guarda-vidas haviam sido indiciados por falta ao serviço
PM-Rio

Embora tenha reivindicações justas, “é inconcebível uma greve armada em uma sociedade democrática”. Foto: Governo do Estado do Rio de Janeiro

Rio de Janeiro - Passa de 150 o número de policiais presos ou punidos administrativamente no estado do Rio desde a decretação de greve da área de segurança pública, que também envolve bombeiros e policiais civis.

O comando da PM divulgou nota no início da noite de sexta-feira 10 informando que a Justiça decretou a prisão preventiva de 11 militares da corporação, por conclamar ou incitar a paralisação, dos quais nove mandados já foram cumpridos.

Outras medidas punitivas foram adotadas, incluindo a instauração de processos administrativos disciplinares contra 14 policiais, sete autuações em flagrante por crimes de desobediência e a instauração de 129 inquéritos policiais militares (IPM) contra PMs do Batalhão de Volta Redonda.

Na nota, o comando da PM reiterou que considera normal a situação em todo o estado do Rio de Janeiro.

 

No mesmo dia, o Corpo de Bombeiros do estado informou, também por nota, que, até o final da semana, 123 guarda-vidas haviam sido indiciados por falta ao serviço.

Todos serão presos administrativamente. A nota informa ainda que o comandante do 2º Grupamento Marítimo (Gmar), na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, tenente-coronel Ronaldo Barros, foi exonerado do cargo.

O comando-geral da corporação abriu conselho disciplinar para avaliar a conduta do cabo Benevenuto Daciolo, que está preso desde a noite do dia 8, além de 15 guarda-vidas que representam o movimento grevista.

Ainda segundo a nota, serão avaliadas as posturas do capitão Alexandre Marchesini e do major Márcio Garcia. “O procedimento definirá as punições cabíveis aos envolvidos, podendo chegar à exclusão defintiva do Corpo de Bombeiros”, finaliza a nota.

 

*Matéria originalmente publicada em Agência Brasil