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Política

Operação Lava Jato

Nova fase da Lava Jato investiga propina de R$ 40 milhões

por Redação — publicado 24/05/2016 12h49, última modificação 24/05/2016 16h57
Ex-ministro José Dirceu e Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras, são citados como beneficiários do esquema
Gabriela Korossy/Câmara dos Deputados
Duque

O ex-diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque, durante depoimento à CPI da Petrobras

A Polícia Federal e a Receita Federal deflagraram nesta terça-feira 24 a 30ª fase da Operação Lava Jato. O alvo desta nova etapa, batizada de Operação Vício, são grandes empresas fornecedoras de tubos para a Petrobras, incluindo alguns de seus executivos e sócios, um escritório de advocacia utilizado para o repasse de dinheiro, dois funcionários da estatal e operadores financeiros.

As investigações apontam que uma construtora de fachada foi utilizada para viabilizar o pagamento de propina mediante a celebração de contratos supostamente fraudulentos na Diretoria de Serviços da estatal. Foram presos preventivamente Eduardo Aparecido de Meira e Flavio Henrique de Oliveira Macedo, sócios da Credencial Construtora Empreendimento e Representações. 

De acordo com o Ministério Público Federal, a propina paga pelas empresas de tubos para que obtivessem vantagens na Diretoria de Serviços somam mais de 40 milhões de reais, valor que teria sido pago entre os anos de 2009 e 2013. Já o valor total dos contratos ultrapassa os 5 bilhões de reais.

Ainda segundo o MPF, há “fortes indicativos” da participação de José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil, e Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras, no esquema. Ambos já foram condenados pela Operação Lava Jato.

Em entrevista coletiva concedida em Curitiba, integrantes da força-tarefa afirmaram que Dirceu e seu irmão, além de Renato Duque, teriam sido beneficiários de propina. Os fatos foram apontados inicialmente por delatores que também participaram do esquema de corrupção. De acordo com o procurador Roberson Pozzobon, Duque repassava propina por ter sido indicado por Dirceu para o cargo na Petrobras.

Segundo a Polícia Federal, a menção à palavra “vício” remete à sistemática prática de corrupção por determinados funcionários da estatal e por agentes políticos. No total, foram expedidos dois mandados de prisão preventiva, dez mandados de condução coercitiva e 28 mandados de busca e apreensão.