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Política

Andante Mosso

Notas sobre Guantánamo e outros fatos da semana

por Mauricio Dias publicado 29/04/2011 15h08, última modificação 30/04/2011 14h46
Em sua coluna "Andante Mosso" na edição impressa de CartaCapital, nosso editor especial Mauricio Dias comenta assuntos importantes da vida política

Cracolândia do Brasil

O consumo do crack em João Pessoa (PB) já é superior ao de São Paulo, que é de 1,8 pessoa por 100 mil habitantes. A situação é aterradora: o índice na capital paraibana é de 2,8.

Os dados são do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas da Universidade Federal de São Paulo.

Levantamento dos últimos três meses nos Centros de Atenção Psicossocial, hospitais públicos e particulares revelou que na faixa dos 12 aos 15 anos já existem usuários do sexo feminino.

O governo tem de promover uma mobilização nacional.

É agora, Dilma!

Barack Obama atacou o WikiLeaks por divulgar documentos sobre a violação de direitos na prisão de Guantánamo que ele prometeu fechar e mantém aberta.

O presidente dos EUA elogiou a ação antiterrorista de antecessores, como George W. Bush, sob o qual foram detidas 600 pessoas de “alto risco”. Mais da metade delas, no entanto, são inocentes.

É o momento para a presidenta Dilma Rousseff condenar a selvageria norte-americana em Guantánamo, como fez, apropriadamente, com as barbaridades do governo do Irã.

O terrorismo é tão ruim quanto o antiterrorismo que floresce à sombra dele. Como comprova a documentação queo WikiLeaks tornou pública.

Trio perfeito

O governador paulista, Geraldo Alckmin, considera “positiva” a fusão entre o PSDB, o DEM e o PPS.

Mais do que isso, é questão de sobrevivência. Não há espaço político para três partidos conservadores.

Alckmin ressalva, no entanto, que não há pressa. Há sim. DEM e PPS estão na UTI.

Na mira da OAB

O Conselho Federal da OAB vai criar uma comissão para debater e sugerir um amplo pacote antiviolência para tratar de medidas eficazes de combate ao mercado informal de armas e reabrir a discussão sobre um novo referendo pelo desarmamento.

A decisão foi tomada a partir de proposta feita pelo jurista Fábio Comparato e apoiada pelo ex-presidente da entidade Cezar Britto.

Exército Bombril

No rodízio da manutenção da segurança pública no Morro do Alemão, no Rio, chegou a vez do 23º Batalhão de Infantaria, deslocado de Santa Catarina.

Por muitos méritos, o Exército tem sido mobilizado para mil e uma utilidades: construção de pontes e estradas; distribuição de pipas d’água durante a seca nordestina e nos momentos de flagelo da população por causas naturais, entre outras.

Todas são legais por não ser exclusivas de nenhum agente público.

É ilegal, porém, utilizar o Exército na “Garantia da Lei e da Ordem”. A Constituição escala outras instituições para o papel de polícia.

Geração de empregos

Informações importantes do Comunicado 88 do Ipea sobre o Mercado de Trabalho, entre 2001 e 2009 (gráfico).

Os empregos com carteira assinada foram de 28,5 milhões para 41 milhões (43,5%). A população economicamente ativa, no período, foi de 83 milhões para 101 milhões de pessoas (21,5%).

Com Lula (2003 a 2009, sem dados 2010) foram criados 10 milhões e 500 mil empregos formais.

Já as ocupações informais aumentaram bem menos: de 43,7 milhões para 47,7 milhões (9,19%).

Entre 2003 e 2009 (sete dos oito anos de Lula), houve um crescimento de quase 2 milhões e meio de empregos sem carteira assinada.

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