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Nomeações no governo ficarão suspensas até fevereiro, reiteram Temer e Luiz Sérgio

por Agência Brasil publicado 04/01/2011 15h31, última modificação 04/01/2011 15h54
Há exceções para indicações à secretaria executiva, chefia de gabinete e responsável pela imprensa. Paralelamente, Antonio Palocci tenta negociar saída para o impasse

Por Ivanir José Bortot*, da Agência Brasil

Brasília – Na tentativa de encerrar com as disputas partidárias para as nomeações no governo, o vice-presidente da República, Michel Temer, e o ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio, reiteraram hoje (4) que estão suspensas todas as nomeações para cargos no Executivo. As exceções são apenas quanto às indicações para a secretaria executiva, a chefia de gabinete e o responsável pela área de imprensa.

Inicialmente, Temer e Luiz Sérgio afirmaram à Agência Brasil que a ordem será mantida até fevereiro quando ocorrerão as eleições para os comandos da Câmara e do Senado. No entanto, o ministro das Relações Institucionais disse que pode haver um acordo porque hoje ainda ele se reúne com o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves.

Temer e Luiz Sérgio participaram da posse do novo ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Moreira Franco, no Ministério da Defesa, onde estavam também vários ministros, senadores e deputados. Para o atual presidente da Câmara e candidato a continuar no cargo, Marco Maia (PT-RS), a disputa em curso é natural.

“Essa disputa por cargos é algo democrático e legítimo porque os partidos querem tentar ter mais espaço no governo”, disse Maia, que negou que a disputa cause “impactos” na campanha dele pela Presidência da Câmara.

Paralelamente, o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, tenta negociar uma saída para o impasse. O presidente interino da Presidência, senador Valdir Raupp (RO), disse que apesar da disputa, o “clima está tranquilo” entre os aliados. Mas o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) afirmou que o PT antecipou as discussões sobre a distribuição dos cargos de segundo escalão o que irritou o PMDB.

O comando do PMDB se reuniu na manhã de hoje para discutir a distribuição de cargos no segundo escalão do governo e também as escolhas dos cargos que caberão à legenda na Câmara e no Senado.

*Colaborou Renata Giraldi

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