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Não há como provar intuito eleitoral em quebra de sigilo, diz vice-PGE

por Rede Brasil Atual — publicado 09/09/2010 11h21, última modificação 09/09/2010 11h21
Sandra Cureau afirma que, a menos que apareça alguém dizendo que as pessoas agiram a mando de alguém, não há como provar nada

Sandra Cureau  afirma que, a menos que apareça alguém dizendo que as pessoas agiram a mando de alguém, não há como provar nada
Por  Débora Zampier*   

Brasília - A vice-procuradora Eleitoral, Sandra Cureau, disse ontem que o Ministério Público Eleitoral não tem como comprovar que houve intuito eleitoral no vazamento de dados sigilosos da Receita Federal. Segundo Sandra, o motivo é o fato de as informações não terem sido usadas por nenhum partido ou coligação na propaganda eleitoral.
“Não há prova, até o momento, de que [a quebra dos sigilos] foi pedida pelo PT. A única prova que tem é que o cidadão é filiado ao PT”. Sandra referiu-se à informação de que dados do cartório da 217ª Zona Eleitoral de Mauá (SP) mostram que o contador Antônio Carlos Atella Ferreira, falso procurador, que pediu a quebra do sigilo fiscal de Veronica Serra, é filiado ao PT.
Sandra Cureau ainda afirmou que, a menos que apareça alguém dizendo que as pessoas agiram a mando de alguém, não há como provar nada. “Se houvesse essa prova, acho que a situação seria mais fácil para o candidato atingido provar”, disse a vice-procuradora. Ela afirmou que “talvez a coligação que se diz atingida deveria ter agido mais cedo”.

* Do Rede Brasil Atual publicado originalmente na Agência Brasil

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