Em um primeiro momento a vitória de Dilma pode parecer acachapante, considerando-se, inclusive, que é a terceira seguida da coligação do PT sobre a do PSDB em três eleições presidenciais. Pode parecer, ainda, que o Lulismo, em seu auge, desarticula o PSDB e o deixa em condições debilitadas para sequer ameaçar a maioria governamental no Congresso. O pragmatismo submeteu a discussão política a um segundo plano e os gênios da comunicação foram bem sucedidos ao embalar o produto de acordo com a avidez do consumidor em continuar com a festa do crescimento.
Embora tenhamos que reconhecer os méritos de Lula e a perseverança de Dilma, o quadro político que se revela no pós-eleição não é tão róseo quanto possa parecer.
Dilma é eleita com um pouco mais de 41% dos votos totais e somando-se abstenções, votos brancos e nulos temos quase 27% de eleitores que, não se entusiasmando com as opções, viraram as costas para os postulantes. Somando-se este contingente aos eleitores de Serra, temos a segunda e óbvia conclusão: Dilma foi eleita por uma minoria de eleitores. Lula, do alto de seus 83% de aprovação, só conseguiu transferir 50% de sua popularidade a sua pupila, agora presidente eleita.
Não digo isso para minimizar o extraordinário feito de Dilma que, do quase anonimato, tornou-se a primeira mulher eleita presidente do Brasil, o que não é pouca coisa. Digo porque a intenção afirmada em seu primeiro discurso pós resultado das urnas, é e precisa ser levado a sério. Quando diz que estenderá as mãos àqueles que não caminharam com ela, longe de ser um gesto generoso, é um gesto necessário e fundamental para a sobrevivência deste novo futuro governo.
Não são poucas as equações politicas a serem resolvidas. A oposição à presidente eleita liderará os estados com os maiores colégios eleitorais do pais, com mais de 52% dos eleitores. O “corredor oposicionista” vai de Santa Catarina ao Pará, presente nos Estados mais cosmopolitas ( com excessão do Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro) com maior população urbana e com intensa atividade agrícola e industrial. Embora com ampla maioria no Congresso, a gestão federativa não apresenta o mesmo conforto que as casas legislativas prometem. Prometem?
Aí vem o outro desafio: até onde vai a coligação liderada pelo PT nessas eleições?
O PMDB caracteriza-se como a fina flor do fisiologismo. Sempre foi governo não importando a coloração partidária do representante máximo da nação. No entanto, dessa vez, teve um importantíssimo papel para que os resultados apurados nas urnas fossem tão favoráveis à Dilma. A obediência quase cerimonial dos seus líderes às vontades do presidente e, claro, vice-versa, apontam agora uma expectativa muito além do discreto e palaciano conchavo. A expectativa do PMDB é a de dividir o governo em igualdade de condições e não deixará de explicitar a contabilidade acima para pressionar o governo Dilma pelo maior número de cargos-chave possíveis. O atual vice-presidente eleito já declarou que seus apaniguados estão cheios de “vontade de colaborar” e que ela não deve ser relativizada. Agora, não deixa de ser ironico que o PT, no auge de sua performance, passe a dever ao que há de pior na politica fisiológica o sucesso de seu futuro governo. Ora, são as armadilhas mortais que a lógica eleitoral impõe ( impõe?). A fraternidade exibida na campanha poderá adquirir nuances fraticídas no exercício do poder. Não dá para se esquecer dos recorrentes episódios envolvendo e originados nos Correios, não é mesmo?
Outro ponto cantado em prosa e verso e que em breve poderá, inclusive, habitar o que há de melhor na literatura de cordel, é o papel do Lula em um próximo governo. Lula é uma destas lideranças raras que não precisa de institucionalidades para se afirmar. Onde ele estiver, da sacada de seu apartamento em São Bernardo aos salões áulicos de Brasília, Lula sempre carregará o mistério dos oráculos. Persistirá a expectativa nacional de perscrutar através de seus olhos as sendas que nos levarão ao futuro promissor. Será ele o discreto e sábio conselheiro que tornará Dilma uma ponderada, eficiente e estratégica liderança? Ou Dilma, no ofício de construir pontes para viabilizar seu governo encontrará nele seu principal desarticulador? Não, é claro, pela falta da persistente dedicação que continuará a conferir à sua criatura, mas pela dificuldade de transferir o intransferível e tomar para sí o que não lhe cabe mais. Se assim fizer, a discípula do maior mestre politico que a democracia brasileira jamais produziu, acabará por se constituir em um arremedo a assombrar-se pelos salões do Planalto, frente a frente com os fantasmas da incompetência politica.
Assim, com uma votação que expressa menos da metade da vontade nacional; com uma oposição desarticulada nacionalmente mas fortemente entrincheirada nos estados; com uma coligação eleitoral que mal disfarça a ansiedade frente a partilha do botim; com a sombra persistente do carisma mítico e legendária de Lula, Dilma inicia sua caminhada rumo ao exercício da presidência. Este que será, provavelmente, o último mandato da geração de lideranças forjadas na luta contra a ditadura e que, embora artífices da redemocratização, ainda não conseguiram nos conduzir à modernidade democrática à altura das necessidades que o Brasil exige neste séc. XXI.
Desejo muita luz à nossa presidente eleita Dilma. Mas desejo ainda, mais fervorosamente, que o discurso proferido após a vitória, guie seus atos, fortaleça suas ações e que ela se torne, orgulhosamente, a primeira presidente mulher de todos os brasileiros.
Estava saindo para comprar uma Carta Capital e depois de ler este artigo do Young, vou assinar a revista.
O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE: NÃO EXISTE REMÉDIO PARA DOR-DE-COTOVELO.
Ricardo Young, você é pedante DEMAIS.
Pena que não haja forma de comentar diretamente cada um dos comentarios. Adorei um que disse: “com essas analises ja nem sei mais quem ganhou”, excelente!
Seguindo esse raciocinio a maioria dos governos europeus seriam ilegitimos, n’est-ce pas?!!!Os daqui da França costumam se eleger com aproximadamente 30%.
Dizer que governar é dificil, que a politca é arte de administrar contrarios ? Com o “outro candidato” seria diferente?
Francamente, tenho lido a “Carta” pra desintoxicar, e esse artigo me parece pernicioso, pois diz o mesmo que os pigs,mas travestido em aliado. Porque se não é isso ele diz o quê? Como dizem aqui na França é o tipo de conversa que “tenta afogar o peixe”.
Parabéns para você Ricardo, pelo excelente artigo. Você faz parte da nova gerão de políticos neste Brasil que está cansado da mesmisse, que está cansado de figuras como Sarney, Renan Calheiros, Collor, Serra, Dirceu entre outros que estão acostumados a viver do Estado sem se doar a este.
Nós brasileiros, temos que repensar nossa maneira de ver e fazer política, sei que muitos aqui estão felizes com os resultados das urnas, mas convido a todos a repensar como se caracterizou o cenário do 2o turno, onde os dois candidatos foram personalizados por marketeiros e de maneira alguma defenderam seus valores e crenças. É hora agora de pensar no novo, nas novas gerações a Marina representou essa sede da população em ver uma política alternativa, deixando de lado a velha rotulação de Direita e Esquerda.
A Dilma ganhou meu voto quando teve maior foco em projetos sociais e se mostrou a favor da legalização do aborto, porém o perdou quando voltou sua campanha exclusivamente para marketing eleitoral e se mostrou parcialmente amarrada com figuras que demonstram o que há de pior em Brasilia, como Sarney e Temer. Serra, já teve meu voto, quando seria interessaente para o Brasil ter uma alternancia de poder, no entanto, se mostrou um ser deplorável no decorrer da campanha, tantos por medidas desesperadas eleitoreiras como uma espécie de contra reforma na previdência, e aumentou do salário minímo sem qualquer base econômica, sem citar a ridicularidade do episodio da “bolinha da papel”
Enfim, por isso votei NULO no 2o turno, e assim como Young, de agora em diantes cabe a nós brasileiro desejar o melhor para nossa nova presidente, e cabe a nós também fiscalizar e exigir deste governo que as medidas apresentadas no plano de governo sejam respeitadas, e não as vontades do PMDB que a cada dia que passa coloca mais um tentáculo no poder.
Vale lembrar do feriadão e da baixaria! Essa eleição foi baixa e nem um pouco inspiradora, inspirou-se aquele militante, que com medo de ver seu suor e o de tantos outros brasileiros derramado em vão e que saiu às ruas na reta final.
COmo dito em alguns comentários é uma questão delicada, não compreendo pq dizer que a Dilma deve levar a sério o que disse, preocupar-se com isso ou aquilo, HELLO!!! QUEM SE CANDIDATA A PRESIDENTE NÃO ESTÁ BRINCANDO, msm que alguns candidatos as vezes nos leve a acreditar nisso, não forcemos a amizade, pela história da nossa Presidenta já está mais do que entendida a seriedade dela para com o povo. Foi infeliz esse artigo!
agora é ver para crer…. o espectro do autoritarismo rondará o Palácio do Planalto??/
Na hora “H” veremos quem é a Dilma.
Ok Ricardo! Mas não custa pensar positivo na “ley de medios” nesse contexto todo. Nada adianta, seja PMDB fisiologista seja PSDB/DEM, na evolução progressista brasileira sem maior e melhor informação. O momento é esse.
o artigo reepete o trololó da oposição. é só fru-fru.
Sr. Frederico Prudente
Temos o mesmo nome, mas discordamos em algumas coisas. Espero que educadamente. A imprensa sempre será partidária, mesmo quando se diz neutra. Mas o que aqui se critica, é a imprensa manipulatória, aquela que abdica da verdade factual. Por exemplo, quando fala em liberdade de imprensa, e acusa a discussão sobre o marco regulatório, como sendo um atentado contra a liberdade, ela manipula e sabe que uma coisa não tem nada a ver com a outra. Mas ela esta defendendo os que dentro das regras atuais tem vantagens e querem estende-las para as outras mídias. Um outro ponto, quando se tem um depoimento como de Amauri Jr e se pinça apenas o que ele fala sobre Ruy Falcao, ignorando as denuncias fortissimas contra Itagiba e Serra, isto é faltar com a verdade. Imprensa partidária deveria defender uma posição política, deveria afirmar a defesa de um programa político e economico e social. Isto fez a Carta Capital. Uma imprensa mesmo partidária, não deveria estimular preconceitos religiosos, regionais ou classistas. Observe que hoje , como uma especie de defesa, a Folha de S. Paulo publicou uma auto propaganda, colocando numa balança denuncias de ambos os lados, como se tivesse tratado de forma equilibrada. Como já disse isto é uma forma de reconstruir a história. Porque a folha não coloca como peso a quantidade de espaço e de manchetes dedicados a cada um dos casos. Alguém terá que fazer esta análise, pois querem reconstruir a história de forma mentirosa
Young, existe um dado curioso, 83% da população votou aprovando um programa político, economico e social. Durante a campanha, Marina e Serra tentaram se apropriar deste programa. Ambos se propuseram a ser gerentes, e cada um deles tentou mostrar que seria um melhor gerente. Parte da população, principalmente a de maior poder aquisitivo caiu no conto do gerente. Identificando-se com um PSDB elitista, quatrocentão, da política do café com leite e imaginaram um gerente que ( mesmo dizendo que era filho de verdureiro, e mesmo sendo no fundo um calabrês) pertencia aos Cardoso. Apenas eleitoralmente ( e todos nesta classe aprovaram) ele deveria parecer popular. Mas o discurso era sempre, nós contra a plebe ignara. Basta manipulá-la. O PV também sofreu do mesmo mal, tentou buscar aquela idéia de ambientalismo chic, Marina Natura. Mas o resultado sobretudo mostrou que o sonho deste grupo social ( meio amorfo) era um gerente chic mas que seguisse a política economica do operário barbudo. É isto o que significa se ter 83%. 83% (incluindo o grupo chic) quer continuidade, quer crescimento economico, quer educação quer segurança, quer tudo que tem direito, mas claro que um certo percentual preferiria isto tudo com algúem cuja mulher se veste na DASLU.
Estes grupos não tem portanto uma diretriz política mas entendem poĺitica como poder.Por esta razão, isto é a existência de grupos que não possuem lideranças políticas, mas interesses proprios teremos também que aturar o fisiologismo do PMDB, e a oposição de partidos como PV e PSOL que por falta de visão ou ambíção política se alinharam (ao final ) com FHC. Veremos como será o futuro, talvez voce tenha razão, o PMDB pode ser mais duro do que a oposição, pois nesta o leite azedou o café, e os democratas estão fugindo para o PMDB.
Escrevam o que vou dizer: ESSA MULHER É FERA. SÓ PRECISOU DO LULA PORQUE ERA UMA DESCONHECIDA ATÉ DOIS ANOS ATRÁS
Livio disse:
1 de novembro de 2010 às 19:52
“Votei no Ricardo pra senador.”
Aff! Ainda bem que ele não foi eleito! Um urubu a menos no Senado.
Texto enviesado, irritante e rançoso, revelando certa prepotência e um travo amargo de rancor. Aliás, me pareceu uma grande PRAGA rogada contra a vitoriosa Dilma Rousseff (e, por tabela, a todos nós brasileiros). Os números citados foram BARBARAMENTE TORTURADOS para dizerem que “Dilma foi eleita por uma minoria” e que, portanto, carece de legitimidade, podendo facilmente ser apeada do poder a qualquer tempo por iniciativas golpistas dos “entrincheirados”! É uma refém da oposição!
O senhor foi derrotado nesta eleição, Sr. Ricardo Young?!
Os tucanos verdes estiveram de ressaca nesta segunda-feira. Suspeito que o senhor foi pego pelos maus fluidos serristas.
Desejo que o Brasil continue no caminho da prosperidade e da paz social, apesar de todas as aves de rapina que torcem contra ele. E coloco aqui uma FIGA para isolar e despachar a sua praga pra maré vazante! XÔ, INVEJA!
Como já afirmado, extremamente lúcida e pertinente a análise. Gostei. Haverá, sim, muitos obstáculos e a necessidade de composiçoes políticas difíceis de digerir. Só ressalvo os cálculos quanto aos 2,3% de votos brancos e 21,5% de abstenções, que não devem ser tidos como votos `contra`. Ao contrário (tal como na contagem de votos há uns 20 ou 30 anos), esses votos devem ser entendidos como `a favor`, pois esses 23,8% deram uma carta branca ao vencedor. Apenas os 4,4% de nulos seriam, em tese, contra, já que expressamente o eleitor não quis um ou outro candidato. Aí, é só refazer as contas e teremos Dilma com quase 65% (41 + 24) de aprovação. E a oposição real de 35 ou 36% (votos de Serra mais nulos). Melhora muito, não é?
Se ela desenvolver um trabalho sério contra a corrupção e conseguir frear as pretenções de cargos do PMDB, o resto caminhará por si mesmo e ela fará um grande governo.
Aliás, o nobre membro do PV deveria se preocupar em responder por que o PV está cada vez menos verde:
02/11/2010 – 13h20
Setores conhecidos por agredir meio ambiente doam valores expressivos à campanha de Marina
Débora Zampier
Da Agência Brasil
Em Brasília
Empresas de segmentos conhecidos por agredir o meio ambiente, como metalurgia, mineração, papel e celulose, fertilizantes e cana-de-açúcar, foram responsáveis pela doação de um montante expressivo da campanha da candidata do Partido Verde (PV) à Presidência da República nas eleições deste ano, Marina Silva: cerca de R$ 3 milhões. O valor corresponde a 12,5% do total arrecadado – R$ 24,1 milhões.
Só na área de mineração e metalurgia, arrecadou-se quase R$ 1 milhão. A Companhia Brasileira de Siderurgia e Mineração contribuiu com R$ 300 mil; a Companhia Metalúrgica Prada, com R$ 150 mil; e a Urucum Mineradora, com R$ 500 mil. No ramo de fertilizantes, as doações foram da Fosfértil (R$ 600 mil) e da Bunge Fertilizantes (R$ 100 mil).
No ramo de papel e celulose, a Suzano contribuiu com R$ 532 mil e a Klabin com R$ 250 mil. A Cooperativa de Produtores de Cana de Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo (Copersucar) doou R$ 250 mil e a Cosan, uma das maiores produtoras mundiais de cana-de-açúcar, também doou R$ 250 mil.
O principal segmento que doou para a campanha de Marina foi o da construção, que sozinho respondeu por mais de R$ 3 milhões. As contribuições foram da Andrade Gutierrez (R$ 1,1 milhões), Camargo Correa (R$ 1 milhão) e Construcap (R$ 1 milhão).
O segmento bancário também foi expressivo na arrecadação, responsável por quase R$ 3 milhões. O maior doador foi o Banco Alvorada (empresa que doou o maior montante da campanha), com R$ 1,7 milhões, seguido pelo Itaú Unibanco, com R$ 1 milhão, Banco Safra, com R$ 200 mil, e Banco Rodobens, com R$ 50 mil.
Seu panaca,você acha 12 milhões de votos pouca diferençao?
No que e refere à oposião entrincheirada (o próprio Serra, após desejar “boa sorte” a Dilma usou este termo), vejo o interesse em se “entrincheirar’ por parte de lideranças e elite “anti PT”. Não tenho dados com valor estatísitco, mas os comentários que ouvi em uma cidade do interior de São Paulo, onde o tucano foi vencedor, por parte de eleitores de Serra foram “tomara que ela faça um bom governo”, “agora vamos torcer por ela”, “estudada ela é” e “apesar de guerrilheira quando moça, eu acho que pode fazer um bom governo”. Não percebi ironia ou cinismo nestes comentários.
Portanto acho possível que a resistência tucana e cia seja mais feroz do que dos eleitores tucanos, resistência esta que não fes bem no Congresso Nacional nem ao PSDB, nem ao DEM.
Valha-me Deus, estou lendo este artigo no outro lado do Atlântico e só agora fiquei sabendo pelo Ricardo que afinal a Dilma perdeu as eleições. A mídia toda aqui está dizendo que ela ganhou! Não tem aqui jornalista assim como você que coloca tudo no seu lugar e decreta a derrota de Dilma! Colocar os votos de Serra e todo o pessoal que não votou no mesmo saco é genial, o que eu estou aprendendo. Dentro em pouco haverá aqui eleição também para a presidência, como meu candidato, em princípio, não ganhará já sei como enrolar e transformar sua derrota em vitória retumbante, vou juntar-lhe os votos daqueles que não forem às urnas. Valeu Ricardo, você devia mesmo dar curso na internet. O que a gente aprende com você…
Sr. Young procure melhorar seus conhecimentos em estatística, porque ela é essencial para os executivos.
Desculpe minha sinceridade, mas se eu pudesse medir sua competencia por esta análise, diria que V. Srª jamais dirigiria uma empresa minha.
A vitória não foi roseo, foi vermelha…, nordestina e acima de tudo Brasileira. Numa eleição em q Dilma ganhou no sudeste, norte e nordeste, praticamente empatou no centro-oeste e perdeu de pouco no sul… È campeã… Talvez a vitória de melhor distribuição de votos do vencedor desde a redemocratização. Nordestina, porque nós nordestinos estamos em todos os ricões deste país. Povoamos a amazônia, construímos Brasília, fomos a mão-de-obra barata da construção e das fabricas do Rio e São Paulo. Minas é nordeste, faz parte do poligono da seca. Com certeza mais de 50% deste país e formada por nordestinos ou seus descententes. Um povo de fibra, trabalhador, q não se deixa abater por qualquer coisa. Um povo q não quer esmolas, mas oportunidades… Um povo cansado de ser usado pela elite sulista deste país como mão-de-obra barata e mercado consumidor garantido. Sra. Dilma, presidente da República do Brasil, não se esqueça que os NORDESTINOS lhe elegeu.
Não disponho ,no momento,de tempo suficiente para fazer a merecida analise,que o texto do articulista demanda.Farei esta ilação mais adiante,porem ja adianto-lhes que discordo ,no fundamental ,das conclusões do sr.Yong ,entendendo que suas analises ,carecem das categorias da ciencia politica,se mostrando simplistas e equevocadas alem de total falta de perspectiva hitorica.
Prezado Xará,
Não vejo essa importância toda que você enxerga no que chama de “gestão federativa”, a não ser na reforma tributária. No sistema brasileiro o que importa é o congresso. Até porque a maioria dos governadores depende desesperadamente de recursos federais. De resto, colocar a gestão federativa no centro é o que tenta desesperadamente realizar as análises da mídia alinhada com o lado derrotado, também derrotada.
Abraços
O PT vendeu a alma ao diabo (PMDB) para continuar no poder. O PSDB faria o mesmo. A fisiologia permeia os caminhos políticos em Brasília e nos rincões do pais. Dilma terá muitas dificuldades para governar. Essa é a única certeza.
E mais outra coisa: eu que torcia para a Dilma ser a futura presidenta desde quando ela era ministra de Minas e Energia, acabei não conseguindo votar no último domingo. Quase entrei em depressão por isso. Logo eu?! Mas foi logo superada pela notícia de sua vitória.
Mas infelizmente me incluo nas abstenções.
E outra coisa: toda eleição tem abstenção, seja 18, 20 ou 21%, será que todos os presidentes e governadores eleitos nesta e nas últimas eleições não contavam com o apoio da população??
Que texto ridículo! Cliquei num link da Carta Capital e caiu na Veja. Uai! Quem mundo é este so?
Daqui a pouco o Ricardo Young vai dizer que a Marina, com seus 20 milhões de votos, era a verdadeira preferência do eleitorado brasileiro.
“Este que será, provavelmente, o último mandato da geração de lideranças forjadas na luta contra a ditadura”
Já está dizendo até que este será o último mandato de Dilma, como se seu governo estivesse condenado ao fracasso, e que não conseguiria se reeleger.
Pensando em 2014, o Lula deveria se preocupar em ganhar em Minas e São Paulo, nem que para isso tenha que concorrer pessoalmente à Prefeitura de São Paulo já em 2012 e influir pessoalmente em outros Estados igualmente importantes. fazendo isso, é quase garantido a eleição de 2014!
Opinem sobre isso, por favor!
Como muito do que eu própria diria já foi dito pelos companheiros de CC, apenas acrescento: a capa da revista é ótima, esse artigo, de mediocre a péssimo.
O PV é um partido pior que o PMDB. É um partido onde se esconde todo tipo de político usando essa máscara verde, sobretudo do DEM e do PSDB. O PV se alia a todo tipo de governo nos estados e municípios, da esquerda a direita. Só não se entregou ao Serra no segundo turno em troca de alguns ministérios, pois a Marina (que recebeu os 20 milhões de votos, e não o PV) reagiu, até porque que isto conflitava com o discurso dela na eleição e com sua história de militância no PT.
E se Marina chegasse a presidência, também precisaria fazer alianças e dependeria mais do PMDB do que a Dilma depende, pois o PT terá 88 deputados federais (contra 15 do PV), e 14 senadores (contra nenhum do PV).
O PV só usou a Marina e sua fama, como jogada de Marketing para tentar chegar ao poder. Marina foi uma espécie de “Tiririca dos ricos”, que com um discurso quase poético (mas vazio), seria uma boa candidata a presidência da academia brasileira de letras, mas conseguiu “encantar” 20 milhões de eleitores, entre eles muitos evangélicos.
Caro Ricardo, creio que faltou um pouco mais de analise para que escrevesse esse texto, se olhar o mapa do voto no Brasil verá que a abstenção foi muito maior nos estados onde Dilma venceu.
O derrotado Young “se esquece” que nosso voto “obrigatório” só o é na teoria. Na prática, vota quem quer e quem não quer fica em casa ou viaja. Sendo assim, temos na verdade um voto facultativo – se não me engano a “multa” é de estrondosos R$ 3,00 para quem não vota. Destarte, a única comparação plausível seria com os países que têm voto facultativo e, nessa comparação, o Brasil é verdadeiro campeão de votos. Entretanto, pelo seu currículo, é evidente que o Sr. colunista sabe muito bem disso, o que piora a situação, já que torna seu artigo meramente manipulativo e depreciador da vitória de Dilma. Entendo que a redação da “revista” veja está precisando de um “colonista” do porte do candidato derrotado e, para substituí-lo, temos nosso presidente Lula. Sendo assim, inicio a campanha: tchau Young – bem vindo, Lula!!!
Abraços a todos!!
Parabéns Mino por sua luta grandiosa!!!!!
A análise do candidato (derrotado) a senador do partido (???) verde é bastante simplista e tendenciosa.
Querer dizer que não ter 50% do total dos eleitores do país significa não ter maioria é um exercício manipulador violento.
Primeiro porque não necessariamente votos brancos, nulos e abstenções são “anti-Dilma” – há muita gente que ainda mora em locais tão afastados e inóspitos que praticamente impedem a votação; há muitos votos brancos e nulos que podem ter origem em outros fatores.
Segundo porque muitos votos brancos, nulos, abstenções e pseudo-serristas foram influenciados pelo terrorismo religioso, que cresceu com a omissão da candidata Marina que, pelo seu histórico, deveria ter se posicionado com contundência sobre tal manipulação que maculou a separação Igreja-Estado.
Terceiro porque a manipulação e a agressividade da chamada “grande imprensa”, verdadeiro Partido de oposição (chamado por Paulo Henrique Amorim, brilhantemente, de PIG -Partido da Imprensa Golpista), atropelou a democracia e tirou a legitimidade de muitos votos em serra (hoje, para mim, infelizmente, substantivo comum, e não próprio).
Quarto porque a “campanha” pela internet, os SMS da Claro e a central telefônica do PSDB, que aterrorizaram as pessoas, tirou muitos votos de Dilma.
Quinto porque tantos crimes eleitorais ocorrendo diariamente deixaram no mínimo sob suspeita a imparcialidade do TSE.
Bem, seriam muitos e muitos fundamentos. O mais importante é que, a partir de agora, os partidos derrotados DEIXEM DILMA GOVERNAR, reflitam, e formem uma oposição verdadeira, com propostas firmes e concretas, e não esse lixo que se demonstrou no dia-a-dia da campanha eleitoral.
O PV, “partido” do candidato derrotado, especialmente, deveria assumir seu lugar, que é um apêndice do PSDB, o que até daria aos eleitores de Marina a exata ideia de seu atual posicionamento: estaria vinculada à extrema direita do PSDB; teria colocado seu projeto pessoal acima do país , dando a chance real para uma vitória da extrema-direita de serra ou (para mim o mais improvável) continuaria na luta social?
Abraços e parabéns pela vitória, sim, ACACHAPANTE de Dilma!
Estou lendo os comentarios e não sabia o que era PIG. Aí encontrei na Internet.
Que coisa esquisita!!! Parece briga de torcida; arrumar apelidos com siglas juvenis pra desqualificar os outros !!?? Nem discuto se há imprensa partidaria; claro que há muito pro PSDB e mais do que se pensa pro PT. (não estamos no site da Carta Capital?).
Até o José Dirceu ontem no Roda Viva foi menos radical em relação a isto (“deve-se fazer concorrência a monopólios de comunicação existentes, não planos para interditá-los”). Senão a Carta Capital também seria fechada se crescesse muito?.
Caso o Serra fosse eleito e a imprensa que apoia cegamente o PT fizesse seu trabalho voltado a derrubá-los ou contestá-los, seria golpe também ? Ou expressaõ de opinião contrária ?
Ontem a Dilma deu entrevista no JN. Será que a Globo foi pedir benção à nova presidente ou o contrário?
è uma dúvida mesmo; não provocação.
Caro Ricardo,
Depois de enfrentar a mais sórdida campanha política da história republicana não era para menos.
Se Dilma vencesse por APENAS 50 votos de diferença, já seria uma GRANDE vitória.
Levando-se em conta todos os ataques que ela sofreu.
Minha mãe, que mora na Bahia ligou desesperada para mim querendo saber em quem votar, ela dizia que as pessoas falavam que Dilma sequestrava crianças.
É mole?
Quantos e-mails difamadores todos os brasileiros receberam nestas eleições.
Ainda não acredito que Dilma venceu essas eleições.
Encerrada a eleição presidencial, o país mantém a expectativa de que as grandes corporações, que exerceram contra a candidata Dilma Rousseff um poder de influência e pressão jamais visto, retomem as suas obrigações e deveres mais nítidos junto à sociedade civil. Este é o sentimento predominante entre as pessoas responsáveis, que qualquer um será capaz de identificar. Surpreendente e lamentável, portanto, constatar que assunto de tamanha relevência tenha escapado às considerações e preocupações do autor do comentário acima, justamente o que aparentava dispor de credenciais para abordar o tema até com familiaridade. Poderia ao menos avançar um passo além da superficialidade, que por pouco não o levou a proclamar empate entre Dilma e Serra, ou, com muito boa-vontade, a reconhecer que Dilma ganhou, mas não tanto. Bem de acordo com aquele espírito de campanha marcada pela produção em massa de “análises” que pareciam sair, todas, da mesma linha de montagem. Acabamos de ter uma prévia do que nos aguarda daqui para frente… Resta, então, insistir: a eleição terminou, não há 3o. turno, Dilma Rousseff é a nova presidente do Brasil.
Tomás vc está certo: É como só existissem estados. E os municípios? O mesmo povo é repartido nos três níveis da administração: municipal, estadual e federal. O máximo que poderia dizer é que no nível estadual, a oposição governa um pouco mais da metade da população, enquanto no nível federal. 100% é governado pela situação (obviamente).
Quero discordar com números o seguinte comentário:
“Marcos disse:
2 de novembro de 2010 às 0:07
A verdade dói aos petistas! Mas isso aí que o Ricardo falou é a mais pura realidade. A grande maioria que não votou é porque não gostava de nenhum dois dois candidatos. Por isso da abstenção histórica. Além disso 44% ´votaram no Serra e detestam o PT. Assim, mesmo que dos 20% que não votaram, somente a 44% votasse no Serra, isso já significaria que mais de 50% não aopiam a Dilma, simpels assim!”
Vamos lá:
O colunista está aplicando os percentuais obtidos pela Dilma sobre o total de eleitores cadastrados: 135.804.433. Por esse critério, Dilma teria 41,05% dos votos totais e Serra, 32,19%. Nulos seriam 4.689.428 (3,45%), brancos 2.452.597 (1,81%) e abstenções 29.197.152 (21,5%), lembrando que os valores são aplicados sobre o número total de eleitores cadastrados (41,05 + 32,19 + 3,45 + 1,81 + 21,5 = 100%).
O leitor Marcos confunde as dimensões matemáticas, já que os 44% (na verdade 43,95% está no TSE)obtidos por Serra foram aplicados sobre os votos válidos (soma dos votos totais obtidos por Dilma e Serra, excluindo os brancos, nulos e abstenções): Dilma teve 55.752.529 e Serra 43.711.388, totalizando 99.463,917 de votos válidos. Ora, se assim não fosse e fizéssemos como diz (atribuindo o percentual das urnas às abstenções), Serra teria 44% + 9,46% (44% das abstenções, que foram 21,5%), resultando em 53,45%. Dilma, por sua vez, como teve 56% dos votos (ou 56,05% como no TSE), também teria direito a 56% das abstenções (12,04%), somando teríamos 56% + 12,04% = 68,04%. Somando Dilma e Serra + abstenções = 44% + 9,46% + 56% + 12,04% = 121,5%!!!!
Respondendo ao colunista: como já muito bem dito e explorado aqui, você não pode imaginar de maneira alguma que todos os eleitores que não compareceram às urnas não votariam na Dilma, senão, teriam feito questão de votar no Serra. Os nulos e brancos, realmente temos que pensar que não legitimaram a nossa presidente, tampouco o adversário.
Voltando a falar de números: o valor de 41,05% de votos obtido por Dilma e 32,19% de votos obtidos por Serra (que o colunista “esqueceu” de mencionar), foram aplicados sobre o total de eleitores do país: 135.804.433. Excluindo os brancos e nulos, porque esses já manifestaram sua opinião nas urnas, considerando apenas as abstenções (29.197.152) e na situação hipotética de que cada candidato tivesse metade dos votos dos brasileiros que não foram às urnas, teríamos 14.598.576 para cada um, aumentando os votos de Dilma de 55.752.529 para 70.351.105 e de Serra de 43.711.388 para 58.309.964. Considerando o total de eleitores de 135.804.433, os 70.351.105 de votos de Dilma (total obtido + metade dos ausentes), ainda assim a votação de Dilma corresponderia a 51,80% do eleitorado total! AINDA ASSIM DILMA TERIA MAIORIA!!!
O autor com seu vasto curriculo deve estar praticando o exercício do fogo amigo. Um graduado pela FGV não fala sério quando afirma que quem ganhou, perdeu. Dilma venceu (55X45 por cento dos votos VÁLIDOS) e a partir de 1 de janeiro será presidente do Brasil e dos brasileiros.
Se juntarmos as abstenções, os votos nulos e brancos, Serra não perdeu, e vai ser empossado pelo Tribunal Eleitoral. Aliás, se juntarmos também os analfabetos, os menores de 16 anos e os maiores de 70, os incapacitados, os doentes, os que já morreram, podemos até dizer que, além da vitória de Serra, o FHC tem popularidade maior do que o Lula.
Prezado Young,
a nossa Presidente Dilma, na esteira da sua guerreira biografia, comprovou inteligencia, resistencia a todo o tipo de tortura, como a infamia, a calunia e a difamaçao. A democracia verdadeira permite analise acima de conceitos e preconceitos. É de se esperar, no desespero do resultado eleitoral, opinioes e torcidas do mau, ou seja, desagregadores e manobristas de opinião publica.
O governo DILMA, escolhido por voto cidadao, sem cabrestos ditatoriais e fisiologismos, enfrentará desafios tais quais no regime da ditadura.
Para quem resisitiu a torturas e riscos constantes de morte, que nao denunciou companheiros, sofreu o pao que o diabo amassou, sabera conduzir nosso Brasil livre e soberano. NAO IMPORTA QUE O DIA DEMORE A VENCER O SEU REDUTO DE LESTE. O IMPORTANTE E TERMOS OS OLHOS ENXUTOS E A VONTADE DE MADRUGAR. AVANTE BRASIL, PAIS DEMOCRATICO E DE DIREITO
Ainda sobre a sua matemática, me perdoe mas nunca vi nada mais maniqueísta, querer desclassificar a vitória da Dilma com essa lenga – lenga de que não representa a maioria do eleitorado é de uma ma fé espantosa, se a afirmação não viesse de um intelctual reconhecido eu acharia somente ignorância, mas no seu caso?, não posso conceber que você desconheça que na quase totalidade dos paises democráticos do mundo o comparecimento de mais de 3/4 dos eleitores às urnas por si só já é inimaginável, portanto meu amigo a democracia é um sistema representativo, quem abre mão de votar delega seu direito aos demais, quem anula o seu voto abre mão de escolher e pronto,e é por isso que o vencedosr é o que consegue o maior número entre os válidos exceto quando os votos válidos ficam abaixo dos 50% do número de cadastrados.
Seguindo este seu raciocínio também seria legitimo dizer que seria necessário que o eleito tivesse mais de 95 milhões de votos já que a população do Brasil estima-se seja 190 milhões.
Falta dizer que quem tem a caneta é ela, quem foi eleita é ela e como a própria matéria diz o PMDB embora vá fazer muita pressão não tem coragem de sair do governo embora também não tenha unidade suficiente para ficar inteiro é uma espécie de monstro com várias cabeças, portanto se a Dilma quiser pode impor seu ideal de esquerda socialista que eles “ladram mas não mordem”.
Ora sr Young !
Subestima o governo saliente ,com uma popularidade de 83% ,dificilmente imaginada em 2002 e mais ainda , aquele que esta para tomar posse
Pois , sim , infelizmente no Brasil tem que se pagar pedágio para ter a maioria parlamentar , por enquanto, e dai ?Ninguem gosta ., não e e que gostaríamos que fosse , não é o ideal , não e o deveria ser , mas e o que é, caso contrario …NAO E , não da para ser
A sua Marina ia dar uma de Joana Darc e não negociar nada com ninguém caso tivesse sido eleita ?
Me poupe desses discursinhos… o palanque acabou
A Dilma tem uma oportunidade histórica inigualavel . A maioria nas câmaras pode lhe permitir realizar as mudanças tributarias e politicas das quais , tudo mundo fala e ate hoje ninguem fez
..e o senhor vem ai a falar de assombraçôes?
Mas parece discurso de politico que se definiu como “não associado’ criando onda para pedir a sua cota …a vender seu peixe …sabe come e ? vcs vao precisar de tudo apoio que puder ter …DE MIM …. ta barato , Sr Young ?
Dilma deve trazer Lacerda de volta do exilio, dizer ao PMDB desde o inicio que cargos sim, corrupção não, com uma PF fortemente atuante nessa frente, inclusive usando o peso de sua eleição para aprovar o impeachment de Gilmar Dantas (segundo Noblat) o quanto antes. Só desta forma poderá escapar da armadilha que lhe impõe um vice não confiável como o que tem, que pode inclusive atentar contra ela se lhe derem espaço. Não acredito que Renan ou Sarney sejam suficientes para segurar as sanguessugas PMDBistas.
Desculpe. Mas sua visão está totalmente equivocada. Estamos numa democracia que além de ser obrigatório o voto, quem votou… votou “consciente”. A tese do Lula estava correta e o povo decidiu quem governou melhor. Oque aconteceu foi que o “povo” e isso engloba todas as classes sociais disseram, no governo federal que rege a economia fica o PT que foi muito bem, agora em relação aos governos estaduais, só para citar S.Paulo, porque a Folha não publicou sobre as falcatruas do governo Serra em relação as licitações do metrô? Certamente Alkimim não estaria eleito. Oque fizeram há 3 ou 4 dias da eleição foi “literalmente chutar cachorro morto” na linguagem bem popular, para depois a Folha “sair bem na foto”, hipocrisia PURA ! Agora resta ainda uma mínima dúvida se o Lula vai articular nos bastidores? É muita ingênuidade pensar diferente. Ele estará sim sempre ao lado de Dilma queiram ou não e não há mal nenhum nisso. Aliás a ” MAIORIA VOTANTE A QUAL ME INCLUO ” disse nas “entrelinhas” que quer isso. Q Alguém em sã consciência acha que politica em algum lugar do mundo é rosa ???
Ótimo artigo,
gostaria de corrigir o excessão, no quinto parágrafo. O correto é exceção.
ADOREI ESSA DO EMERSON : “Com essas análises eu já nem sei mais quem ganhou a eleição. Será que o eleito foi o Serra?” OLHEM por este critério se a DILMA teve 41% o SERRA teve MENOS DE 30%
eo discurso dele foi de um vitorioso. Coisas do PSDB.Parabéns a guerreira DILMA pela sua segunda vitoria em um ano, a vitória sobre o cancer linfático e a da presidencia.
Ricardo, seus números merecem uma análise mais detalhada porque acredito que nem FHC venceu com maioria dos votos. Tentei pesquisar no site do tse, no entanto não consegui encontrar abstenções, nulos e brancos.
Não tinha percebido que só 41% dos votos totais foram para Dilma. Muito bem colocado.
Contudo, não acredito que 100% das abstenções, brancos e nulos seriam pró PSDB. Longe disso. Se as pesquisas mostravam a tendência de vitória de Dilma teriam o dever de votar contra ela. Não fizeram assim.
E sobre a candidatura personalista da Marina, nada a declarar?
Para quem compunha uma chapa marineira sem base social, sem base partidária, que dizia querer governar com todos os “bons” de todos os partidos, a análise me soa bastante frágil. Será que vocês não teriam problemas muito mais graves na composição do governo, ou o PMDB, com vocês na presidência,abriria mão de seu fisiologismo? E o Zequinha Sarney no PV, isso não o incomoda, e o PV paulista eivado dos mais puros oportunistas fisiológicos que compunham a chapa da modernidade sustentável verde fashion? Quem tem a personagem deletéria do Penna como presidente de partido não pode sair contando papo. E sobre a baixaria do Serra e seus asseclas na campanha, e sobre o plebiscito abortivo da Marina que se coadunou com os demotucanos no primeiro turno, nada?
Nem parece artigo da CC.
E esquisito ver uma pessoa como ricardo Yong tecer um comentario como o que fez para esta revista pois a trajetoria do partido do qual faz parte, acho saiu com candidaturas majoritarias, mas sempre tiveram alinhados com o PSDB como em SP que sempre jogaram juntos com o gov. estadual paulista se unindo com o rolo compressor da assembleia paulista inclusive, ajudando a massacrar o funcionalismo com um arocho salarial jamais visto na historia do estado,rasgando um pedaço da carta magna a cada dia dos 16 anos que estão a frente de SP,não sei onde ele viu que a nossa presidenta esta com a minoria pois 56 a 44 e uma diferença razoavel, sem contar o apoio da maioria dos gov. estaduais a nossa presidente, só aviso que estes discursos não terão nenhum efeito contra o novo gov. federal, e só voces do PV irão perder apoiando o tucanato, pois ja perderam bastante e a continuar perderão muito pois estaremos de olho !
Bom artigo. Interessante mesmo. Ela vai ter que conquistar sua própria popularidade ao longo do governo se quiser que o PT siga adiante nos rumos da nação.
O que é definitivo é que Dilma Roussef é a presidente eleita do Brasil inteiro. O resto
é consolo que a oposição faz pra si própria. Uma babação de obviedades que remonta séculos
nesse e em qualquer outro país, de que o eleito deve governar com os derotados, deve compor,
deve estender as mãos, deve principalmente respeitar – “olha lá, heim!, não vai ser assim fácil
não!, a gente perdeu mas não vamos dar mole!”. Valem até os votos das abstenções puxados sorrateiramente a favor da oposição. A regra é elementar: ganha a eleição quem tem mais votos,
governar é outra coisa muito diferente. Ou teríamos que mudar e eleger só quem tivesse maioria de 2 terços ( e teríamos que fazer 50 turnos até chegar nisso)? E pergunto se aquele governador eleito mas que seu estado elegeu Dilma, terá tanta força assim pra opor-se ao governo federal?
Pô, não acaba o trolóló?
Ricardo:
Para dar-te um exemplo, no Franca, nas últimas eleições, o candidato vencedor foi a coligação abstenção-nulo, que alcançou 51.11% dos votos. Isso, reitero, na grande e desenvolvida Franca, onde o analfabetismo é inexistente. Acho que uma participação de quase 80% do total dos eleitores inscritos no Segundo turno, depois de uma campanhas asquerosa, é algo a ressaltar. O Brasil, com todas as dificuldades, e por mais que existam detalhes a aprimorar, como o horário eleitoral gratuito, deu um exemplo de democracia ao mundo. Eu , por exemplo, por estar no exterior a trabalho não pude votar, já que há que inscrever-se muito antes na embaixada. Há muitos brasileiro que queriam votar e não puderam.
Para um país onde a maioria não se interessa realmente por política e não lembra em quem votou para deputado, não está nada mal. Por favor, não ponha água no chope.
NOSSA ESTA NEM A PIG FEZ,JUNTAR AS ABSTENÇÕES COM BRANCOS,NULOS E COMPUTÁ-LOS COMO QUE REJEITAM A PRESIDENTA ELEITA,DISCORDO DO COLUNISTA DILMA TEVE MAIORIA ABSOLUTA DE TODOS OS VOTANTES
Sua aritmética eleitoral está equivocada. Erra quando soma aos votos dados ao candidato Serra os brancos, nulos e abstenções para concluir que a maioria não quis Dilma. Para fazer uma avaliação correta é preciso analisar os blocos em separado pois que se brancos, nulos e abstencionistas não se entusiasmaram com a candidata governista muito menos entusiasmo tiveram com o candidato das oposições já que se não teriam depositado nele seu voto. A sua soma joga no mesmo balaio todos que não votaram em Dilma e cria a falsa impressão de que venceu a escolha da minoria. O mesmo erro primário seria somar aos votos dados a Dilma o bloco dos brancos nulos e abstencionistas e concluir que Serra foi rejeitado pela esmagadora maioria da população. Isso é um exemplo de anti-análise anti-estatística política. Junta-se os números de maneira a produzir a conclusão pré-escolhida.
O texto é lúcido, e em que pese o leitor ser simpatizante de A ou B, merece reflexão sim. Mas não concordo com você em alguns pontos Ricardo: o fato de o presidente LULA ter 83% de aprovação, não significa afirmar ou dizer que a grande maioria desses votos teriam que ser transferidos para DILMA. Exemplo mais clássico é no Chile, onde a Bachelet tinha também 80% dos votos, e seu candidato perdeu para o Pinera, que tinha de trunfo somente uma conta bilionária nas costas. E dentre desses 83% de aprovação de LULA, inenvitavelmente há simpatizantes de PSDB, PPS e outras siglas partidárias, que aprovam o Governo Lula, mas por suas aspirações/interesses próprios, desejam que um parceiro seu (PSDB/PPS) chegue ao poder, para que possam ter legitimidade para satisfazer essas eventuais aspirações e interesses. Ricardo, inclusive acho que MINAS é caso clássico disso: Como pode um governador que chegou à casa dos 80% de aprovação, e neste leque tendo muitos votos de petistas e peemedebistas, não ter conseguido dar mais votos para Serra do que Dilma, se já havia logrado êxito em eleger Anastasia, numa eleição que teve reviravolta nos 10 dias finais de campanha??
Vejan como é, a elite nunca dá o braço a torcer, agora querem mostrar que a eleição de Dilma foi diminuta e feita atravez de conchavos espurios e continua as ameaças como daquele video que mostra um futuro tenebroso para o Brasil, tadinhos eles não conseguem viver vendo um pais se livrar das garras dos vendedores da nação. Este senhor que escreve esta coluna, dono de uma daquelas escolinhas de ingles que promete até curso gratuito só paga o material, e só ensina um verbo ao seus alunos vem se arvorar de senhor do tempo, prevendo futuros e futuros.Espere, de tempo ao tempo.E seja menos elitista soberbo Senhor.
Os desafios são imensos, porém, o momento é de festa. Restá-nos um momento de paz e armonia, momento de esfriar a cabeça e administrar o que se avizinha, com Dilma na Presidência e Lula a orientando. Tenhamos cuidado com a imprensa golpista da Veja, da Globo e tc., vamos procurar criar ou desenvolver canais de comunicação onde as expressões cheguem com mais facilidades, vamos apoiar a Revista Carta Capital, Isto é, e outros, mas, não deixemos os golpistas restarem batendo diuturnamente e com ódio em Dilma. Temos que criar canais rápidos de resposta e demonstração das péssimas administrações do adversário.
Sr. Young:
Muito boa sua análise. A Dilma ganhou, …blábláblá. E a oposição é forte, tem nas mãos os meios de comunicação, é contra o voto popular, é certo.
Mas, não se pode esquecer de que a oposição adora dinheiro e grandes obras para as empreiteiras que a sustentam, e vice-versa. E a chave do cofre continua nas mãos da situação, agora nas mãos da Dilma. Quero ver se ela vai mandar dinheiro para Minas Gerais sem saber, antes, para onde foi o dinheiro que o Lula mandou, durante oito anos, que o SUS continua precário, que as escolas públicas são de má qualidade, por exemplo. É notório que o governo tucano, que passou, construiu uma cidade administrativa e até um presídio de “segurança-máxima”. Ótimo! Para quem? Tudo isso alardeado pelo Estado de Minas, “o grande jornal dos mineiros” e seus repetidores. E isso não deve ter sido de graça.
Como militante, muito lutei para que Dilma chegasse ao poder. Agora, espero que ela considere isso: não mande dinheiro para Minas Gerais enquanto não souber para onde está indo o dinheiro.
Dilma mostra na sua competencia tecnica uma esperança moral para o Brasil. O que Lula nao fez por acordos conciliatorios, Dilma fará por convicçao. Este é o espirito dela, sua chance de se mostrar lider é agora. Será dificil dobrar raposas como Michel Temer e Antonio Pallocci, mas sua marca pessoal será predominante no primeiro momento de governo.
Minha preocupação com o PMDB é sua sede de poder e o fisiologismo; mas me preocupo muito porque a Dilma não tem o cacife político do Lula. Não resistiria por exemplo a um escândalo como o do mensalão; se tornaria presa fácil. Uma situação como a da Erenice poderia ser usada pelo PIG para uma campanha pelo impeachment, que com certeza seria prontamente suportada pelo PMDB já que isso colocaria Temer na presidência. Esse é um risco real, e espero que a Dilma controle seu governo com pulso forte e não dê chances para campanhas como fizeram contra o Lula.
Li e cheguei a conclusão que a matematica do snr Ricardo Young
não é uma ciência exata!!! rss.
Ricardo, não achei que você era este cara que não crê em sua história. “lideranças forjadas na luta contra a ditadura”? Para falar isso, meu caro, você deve, enormemente, desenvolver um raciocínio lógico. Fica aqui minha indignação contra esta postura autoritária.
Inicialmente apesar de toda onda de terror psicológico e surto religioso difundidos na internet sob a batuta da oposição e alargada pela midia golpista, Dilma consegue a segunda maior votação que uma mulher já teve na historia.No segundo turno enfrentando uma raposa velha e experiente que apesar de contar com o apoio da Rede Globo ,veja , pastores desvairados ,aristocratas ensimesmados e “pasmem” até do Papa Nazista,a Dilma e o Lula venceu toda essa tranqueira dando um banho nessa corja.Agora só me faltava essa, certamente na cabeça desse palhaço quem venceu foi o Serra.
Lula começou com um índice de rejeição alto e conseguiu reduzi-lo até o nível de popularidade que obteve. E reverter uma rejeição não é tão rápido e fácil. A eleição acabou sendo sobre fazer ou não uma alternância de ideais. Acredito que pode acontecer o mesmo com a popularidade de Dilma, por ela ser mais intelectualizada, se fizer um bom governo poderá atingir com o seu discurso as mesmas pessoas que a criticam hoje. Porém, mesmo com alto índice de aceitação, ainda assim as pessoas podem se decidir pela alternância. Só o tempo dirá.
É interessante esta análise do autor, pois ele fala do PMDB e se esquece do partido que o abrigou para sua eleição ao senado. Falar de fisiologismo do PMDB é fácil, pois os caras estão há anos com a mesma prática. O senhor Michel Temer, hoje vice de Dilma, foi o braço de FHC/Serra entre 1995 a 2003, mais fisiologismo que este é impossível. Contudo, não nos esqueçamos do PV, que em Saõ Paulo é tucano, na cidade de São Paulo é do demo e na esfera federal é lulista. Se isto não for fisiologismo, então não sei mais o que isto significa. Quem entrou para o política, ao analisar a política partidária de nosso país deve seguir fortemente a prudência. Apesar de não ter votado no autor do texto, tenho respeito por ele, mas seu texto é no mínimo esquisito.
A verdade dói aos petistas! Mas isso aí que o Ricardo falou é a mais pura realidade. A grande maioria que não votou é porque não gostava de nenhum dois dois candidatos. Por isso da abstenção histórica. Além disso 44% ´votaram no Serra e detestam o PT. Assim, mesmo que dos 20% que não votaram, somente a 44% votasse no Serra, isso já significaria que mais de 50% não aopiam a Dilma, simpels assim!
O nobre comentarista absorveu o complexo de inferioridade.acha que o brasil nunca pode nada.talvez,o fato de um torneiro mecanico tenha colocado o brasil no seu devido lugar ,nacional e internacionalmente,tenho-o deixado anestesiado e,mais,pela prinerira vez uma mulher assumindo os destinos do pais.A DILMA ja meu mais do que prova de sua competencia.so me resta concluir que o nobre escritor e serrista ou e marchista.pode escrever,ela vai dar um verdadeiro shou de administaçao,afinal ,teve como professor o grande LULA.O mundo hoje respeita o brasil,o problema e que os intelectuais que durante quinhentos anos administraram o brasil ,estao envergonhados com o sucesso do Lula,deixando como substituto uma mulher.Os professores doutores nao conseguem explicar tal fato ,por nao conhecer o cheiro do povo.Aprendam com a frase da diarista que ganhou o preemio da revista carta capital.
O artigo parece lógico e matemático, mas não é. Usa dois pesos e duas medidas: para os governos estaduais do PSDB vale a idéia de que quem ganhou leva todo o eleitorado. Para Dilma, pelo contrário, não valem nem os votos legalmente obtidos. Ora, o buraco é bem mais embaixo. Em Minas, por exemplo, o PSDB levou o governo estadual; mas Dilma levou a maioria dos votos. Então? O PSDB controla o eleitorado mineiro? Tenha dó! Outra coisa, esse viés de análise dos paulistas já passou dos limites: se em SP Dilma perdeu (e por pouco), em Minas e no Rio ela ganhou com grande vantagem. Isso ninguém fala, ninguém viu. Finalmente, gostaria que você explicasse por que está levantando a mesma questão que a UDN golpista levantou na eleição de JK nos anos 50?
Esse artigo se baseia muito no que andam dizendo na Internet. Tentam agora, na Internet, deslegitimar a vitória da Dilma com o seguinte cálculo: somam o voto adversário+abstenções+ brancos e nulos e chegam à conclusão de que a maioria não votou na Dilma. Isso é ridículo. Esse tipo de cálculo deslegitimaria qualquer eleito.Esse cálculo pode ser feito para qualquer eleição. Por exemplo, em 1998 FHC se elegeu com cerca de 36 milhões votos, em 1º turno. As abstenções + votos brancos e nulos somaram 38 milhões. Os adversários somaram cerca de 31 milhões de votos. Conclusão: quase 70 milhões de brasileiros não quiseram FHC, que, mesmo assim, se elegeu com apenas 36 milhões de votos. Entenderam?
Um abraço,
Marcelo Zero
Prezado Young
Sua preocupação é pertinente, mas sua análise me parece impressionista. Não fosse a adesão a adesão e a campanha explícita da grande mídia (TV, rádio e jornais). da Igreja (mobilizaram até o Papa), de todas as organizações reacionárias do país, que contiveram o crescimento da Dilma, mesmo desconhecida e estreante, ela teria feito cerca de 70% dos votos.
Por um instante pensei que estava lendo a “Veja”. Qualquer avaliação ainda é bastante prematura, não acham? Aproveito para salientar que a eleição já se foi, e numa democracia de fato a ação militante dos movimentos sociais tem de mostrar a cara. Já foram oito anos de aprendizado. Se deixarmos os bancos e as empresas vaõ tomar conta novamente!!!!
Gente, aqui em Brasília tem gente dizendo que vem mais coisa por aí, tipo mais fitas do Ministério da Justiça e mais sujeira debaixo do tapete e que vai melar a Dilma… Eu tô com medo…
Olha,não concordo com sua avaliação sobre apenas 41% de apoio. Abstiveram-se de votar eleitores de Serra, falecidos, mais de 70 anos, pessoas para quem tanto faz quem governa… não significando que os 27% são contrários à Dilma (tirando os serradores). Penso que o PMDB deveria pensar mais em se (re)construir partidariamente e aproveitar a oportunidade neste momento para repensar sua função de caroneiro não pagante que tem ocupado em diversos governos, apenas para continuar ocupando cargos públicos e beneficiando seus simpatizantes. Quem ajudou a construir a democracia tem obrigação de mostrar o que quer, se é que quer alguma coisa além de alguns empregos. Dilma dará, (já está), muito orgulho aos brasileiros e mostrará ao mundo o potencial do Brasil. A oposição que deixe de ser tão raivosa e tente construir seus projetos para, quem sabe um dia, conseguir conquistar o seu próprio espaço com propostas e programas e não tentando desqualificar quem os tem… VIVA DILMA, nossa PRESIDENTA!!!!!!!!
Após a leitura de sua analise fiquei convencido que Dilma e O Cara perderam a eleição. Acho que é assim que as coisas funcionam. Viva o povo brasileiro!
Gostaria de exemplificar o que disse anteriormente. Nas eleições de 2006 ( 2º turno), Lula obteve 58 milhões de votos. Alckmin obteve 37 milhões, e , somando-se as abstenções e os votos brancos e nulos tivemos mais 30 milhões. Ou seja Alckmim + abstenções+ votos brancos nulos somaram cerca de 67 milhões, quase 10 milhões de votos a mais do que Lula. Como a abstenção é normalmente alta, assim como o número de votos brancos e nulos, o sujeito precisaria obter mais de 70% dos votos válidos para ter efetiva maioria, de acordo com esses critérios.
Como sempre, os conservadores travestidos com a bandeira verde, tentam desqualificar a vitória de Dilma, que foi a da maioria do povo brasileiro. Inclusive da maioria não eleitora, dos jovens com menos de 18 anos, que são os verdadeiros beneficiários das políticas sociais do governo Lula. Eles serão aqueles que responderão pelo Brasil do século XXI, como a Marina gosta de falar. O que o Ricardo Young esqueceu de falar: Perderam os que fizeram baixaria, a imprensa golpista ao tentar ‘pautar’ a eleição, inclusive a Marina também perdeu: ao não se posicionar parece que não concordava com as mudanças positivas que devem continuar e ficou parecendo que concordava com as baixarias que a campanha do Serra estava fazendo. Artigo de R. Young sairia tranquilamente em qualquer orgão do PIG.
Talvez a própria oposição com a sua proverbial “habilidade” e “sutileza” se encarregue de unir a situação. A julgar pelo patético discurso do Serra, onde já se propôs como lider da oposição, e disse as abstrações pelas quais vai combater, “liberdade”, “democracia”, “união”, belas palavras que valem tudo quando ameaçadas, e não justificam combate se ninguem as ameaça, parece que a direita não tem muito a oferecer em propostas, e, se for somente para destruir, vai acabar irritando aqueles que possivelmente poderia cooptar. Veremos.
DILMA me transparece muito dedicada a causa que assumiu. Ja o vaidoso Jose Serra . . . .
O PT é o unico partido autentico desde sua fundação. Analise com cauma e desarmado de rancores, seu estatudo e sua história com as de outros partidos. Sobre seu comentário, acho que o sr. não sabe como se faz politica nao e mesmo.
Portanto sr. YOUNG, seu nome é forte, mas seu comentario muito razo.
Eu gostaria de discordar. Ontem, assistindo a Record News, já depois de definida a votação para Presidenta, um vereador do PSDB entrevistado disse: é bom lembrar, que Dilma pega o país dividido, já que a diferença não foi tão grande! – É engraçado que a estratégia agora seja tentar desmerecer a vitória dela, aliás, Marcos Coimbra já tinha falado que isso pudesse ocorrer num artigo dele à Carta Capital. Ora… o país não tá nada dividido! É bom lembrar que votação e Nação são coisas diferentes. O país estava junto até o Serra pautar o Aborto (e os golpes baixos dos religiosos fanáticos), e a Veja trazer a Erenice, ou seja, o que dividiu os votos foram o aborto e a Erenice, mas seguramente não dividiram a Nação, que teria eleito Dilma no primeiro turno não fossem essas singelas contribuições. Imagino, que embora Dilma tenha sido eleita com 56% (mais votos que Lula na primeira eleição), esses 4% de eleitores que interariam os 60% – que foram para Marina, e depois, para Serra – ainda estão com ela, ainda confiam nela, apenas, são contra o aborto e/ou não ficaram satisfeitos com Erenice. Em suma, o que eu quero dizer, e acho importente ser pautado, é que nem ERENICE, nem o ABORTO, foram ou são suficientes para dividir o Brasil pós-Lula, o Brasil da Presidenta!
A oposição será muito dura,sim. O dicurso ressentido e grosseiro de Serra demonstra isso. Agora, esse cálculo das abstenções + votos brancos e nulos+ votos dos adversários é bobagem. Basta fazer o mesmo cálculo para as outras eleições. O resultado não vai ser muito diferente.
Acredito que o fortalecimento das conquistas SOCIAIS, ja estão se consolidando no nosso POVO.
O POVO sabe e a NAÇÃO ha de entender que as CONQUISTAS, não poderão jamais ser tiradas do dia para a noite. Esta é a grande vitória dos 8 anos de governo LULA e mais esses quatro da DILMA. Jamais
algum governante conseguiria se manter no poder por um período mais longo ( 2 mandatos ) , subtraindo as conquistas sociais deixadas por esses governos. A consolidação e os avanços da distribuição de RENDA e CONQUISTAS SOCIAIS, devem ser AGRESSIVAMENTE FORTALECIDAS, para que
tais POLÍTICAS atinjam cada vez mais desamparados e com isso o PROJETO de um BRASIL mais JUSTO
se fortaleça. Quando conquistamos alguma coisa, no minímo brigaremos pela sua manutenção, é
exatamente isso que o POVO BRASILEIRO estava precisando, saber que todos tem DIREITOS a uma
VIDA DIGNA, OPORTUNIDADES E PARTICIPAÇÃO NA SOCIEDADE.
Realmente muito lúcida a sua análise. Quanto menor a abstenção, maior a legitimação. Isso é primário.
Agora tá na hora de se acertar com o PMDiabo. Vendeu a alma, tem que entregar.
O que também estaria acontecendo com o Serra se ganhasse, pois tão mais câncer que o PMDB é o PDS (DEM).
Por fim vai um recado ao Serra: já deu meu chapa. Já é a segunda. O senhor pode até ser bem intencionado, mas é ruim de voto. Perder pro Lula, vá lá. Mas pra alguém que nem vereadora foi, é humilhante. Aécio Über Alles…
Não se escreve exceção com dois esses.
Quanto à idéia contida no artigo gostei.
Essa análise é mais velha do que andar para frente. Parte de uma falácia: os 27% que não votaram nem em Dilma e nem em Serra reprovam os dois, ou na melhor das hipóteses, não apoiam nenhum dos dois. Estes 27% não votaram pelos mais diversos motivos: saúde, trabalho, dificuldade de locomoção, etc. Há pesquisas para isto em várias partes do mundo e elas apontam que ao redor de 2/3 destes que não votaram (entre brancos, abstenções, faltas e etc..) votariam sim em um dos candidatos (em uma proporção muito próxima a dos votos válidos). É melhor convidar um estatístico ou sóciologo especializado em pesquisas eleitorais.
Cada um na sua.
Num aparente conjunto de argumentos racionais e ponderados, esconde-se um ato de vontade que prejulga e prevê dificuldades e confrontos que servem para diminuir o brilho e a glória dessa linda vitória de Dilma Rousseff. Por trás desse alegado chamado à razão, existe um mal disfarçado prenúncio de desconfortos e ‘desastres’ que ameaçam o futuro do próximo governo, tão presente nos órgãos de imprensa que se opuseram freneticamente ao sucesso eleitoral do PT. Por isso mesmo, a luta continua!
Votei no Ricardo pra senador. Pena que o Aloysio foi eleito. Ricardo Young seria muito melhor.
Me desculpe Ricardo, mas achei sua colocação no 3º parágrafo muito simplista. Dá a entender que os 27% de brancos+nulos+abstenções tem o mesmo nível de antipatia à Dilma que os eleitores do Serra quando você simplesmente os somou. Não é bem assim.
E basta lembrar que no primeiro turno as abstenções foram maiores, e se somadas aos votos brancos e nulos, ultrapassavam a porcentagem do Serra.
Achei a análise de Young pertinente. Mas há duas ressalvas. Primeiramente não é justo incluir os 22% que não foram votar como anti-dilma, ou gente que não se empolgou com Dilma. Muita gente não votou porque esticou o final de semana na praia, mas muita gente não votou, porque está estudando fora do seu domicílio eleitoral (conheço vários exemplos deste caso), estava ho hospital, estava trabalhando em outra região do país, etc… Esses números que aparecem na abstenção, não aparecem na pesquisa que mede a popularidade do presidente! Então a comparação numérica da “transferência” não foi adequada.
A segunda ressalva, é para dizer que a vida de Dilma será mais dificil ainda do que previu Young. O partido que sai com a maior derrota nesta eleição é o partido da imprensa-partidária (PIP) que discaradamente editou notícias fotos, dados a favor de Serra e a favor dos boatos anti-Dilma. Eles ficarão de tocaia esperando qualquer chance de revanche. Eles, do alto do sua arrogância, não entendem: como com tanta propaganda em forma de notícia, com tanta edição discarada, nós não conseguimos eleger quem queríamos?
Eles estarão com sede de praticar o que chamam liberdade de imprensa.
abraços e boa sorte a Dilma,
marcelo c. borba
professor de matemática
Texto dissimulado e análise mal feita. Primeiro porque o PSDB que já governava MG e SP não conseguiu vencer no primeiro e teve resultado aproximado no segundo. Segundo, estes dois estados apresentam problemas graves a serem resolvidos e o PSDB ainda não conseguiu mostrar nada de efetivo que pudesse alterar a realidade das pessoas nos mesmos, vivendo de mentiras e apoio de uma mídia suja e vendida. Terceiro é um partido desarticulado em si mesmo, com muito caciques arrogantes e prepotentes que vivem se bicando e montando dossiês uns contra ou outros(fogo amigo). Teriam mais uma gama de outros contratempos prepostos ao seu discurso vendido de derrotado nas urnas antes que o mesmo se efetivasse. Ou seja, concluindo, pelo que parece o PSDB está mais para perder espaço do que para ganhar e se a Dilma realizar um bom governo tenderá a jogá-los no esquecimento assim como o LULA fez com FHC (banido pelos próprios parceiros de partido) e escondido durante a campanha. Viva DILMA!
Vc foi direto ao ponto!!Concordo plenamente….não vejo com bons olhos a coligação com o PMDB ..mas infelizmente é o que se pode fazer para covernar…
Realmente eu discordo de sua análise e da maioria dos articulistas e analistas que se manifestaram na mídia até agora. Você chega a tratar da abstenção mas a enquadra por um lado que eu não concordo.
O que de fato aconteceu, e que todos sabíamos, inclusive os candidatos quando intimaram seus eleitores a não viajar e exercer seu voto foi que muitos resolveram aproveitar o feriadão prolongado. O fato a ser discutido é o seguinte, como estavam as pesquisas dando muita folga, tenho vários amigos eleitores de Dilma que se acharam à vontade para viajar sem peso na consciência, caso ela perdesse a eleição, e o contrário entre os Serristas, que em minha cidade (onde serra foi muitíssimo votado), a maioria nem viajou pensando justamente o contrário, se ele perder por poucos votos, qual o peso da minha decisão neste processo? Vi uma análise na Folha de SP, no qual mapeiam as abstenções pelo Brasil, e ali está claramente visível que o local com maior abstenção foi o Norte e Nordeste Brasileiro, região onde a maioria dela foi esmagadora.
Acho muito pobre esta leitura de que estas abstenções sejam contra Lula e Dilma.
PV – o partido purinho!!! Parece piada! E ainda quer reduzir o significada desta vitória acachapante! Que lutou contra um inimigo reacionário da mais radical estirpe (veja o discurso da derrota por exemplo). Dificuldades teremos, mas não é em cima do muro (ou da árvore) que resolveremos!!! Forte abraços a todos.
Interessante que, para fazer sua conta mirabolante e “provar” que Dilma foi eleita pela “minoria”, o sr. tenha contado votos que nem existiram, ou seja, as abstenções. Ora, um “possível voto” não é voto, correto? Se fosse assim, para quê serve o ato de votar, se um não-voto vale o mesmo que um voto… É cada uma que esse pessoal do PV inventa!
o senhor poderia incluir nas suas referências pessoais que é do PV e foi candidato a senador em São Paulo. Dai fica mais fácil entender as suas opiniões.
Alternância de governo só tem sentido se o quadro é desfavorável. Não se explica pq não há alternância em MG e SP…
Ricardo Young realmente é um pobre analista político. Desconhece coisas básicas da ciência política. Ora, a política é o campo civilizado por excelência da superação do conflito pela negociação que opera objetiva e subejetivamente com interesses humanos dos mais diversos. Não ha como reduzí-la a matemática. Mas mesmo na matemática ele faz malabarismo para diminuir o resultado das eleções que a esquerda representada por Dilma e Lula ganhou. Ele faz uma leitura parecida com a de que alguns “pensadores” expressaram na mídia hoje. Assim, fico com a impressão de que ele torce nesse sentido. Algo como uma engenharia política reversa do que as urnas mostraram ontem, dia 31/10.
O articulista demonstra um certo ranço conservador, quando utiliza sua verborragia para distorcer fatos. Como bem acentuaram os leitores Tomas Antônio e Afonso Celso, os votos nulos e brancos não representam, necessariamente, protesto contra a eleita, pois pode perfeitamente significar apenas indiferença, alienação ou simples comodismo, e até irresponsabilidade em relação ao futuro do País. Por sua teoria, Sr. Ricardo, Geraldo Alkmim não tem legitimidade para governar São Paulo, já que os votos em Mercadante, somados aos nulos e brancos, superam, em muito, os que ele recebeu. Da mesma forma, o Anastasia em Minas Gerais.
Outra passagem do seu texto deixa patente sua má vontade com a nova Presidente do Brasil, quando escreve que “Quando diz que estenderá as mãos àqueles que não caminharam com ela, longe de ser um gesto generoso, é um gesto necessário e fundamental para a sobrevivência deste novo futuro governo.”. Esse é um gesto de muita generosidade e de grandeza sim. É preciso muito desprendimento e espírito de conciliação para, após uma campanha vil, grosseira e suja com que foi atacada, estender as mãos aos adversários.
Na minha análise, o presente artigo enquadra-se dentro do propósito oposicionista de criar o máximo de dificuldades ao governo da Dilma, o que, em suma, significa apostar no pior, de forma a criar condições da direita retornar ao poder no Brasil.
O seu argumento cai por terra, com a realidade dos fatos.
Dilma Rousseff (PT) venceu em 3.878 municípios brasileiros no segundo turno. José Serra (PSDB) venceu em 1.686. Em porcentagem: 70% a 30% para a petista. Como ela teve 56% dos votos válidos, a desproporção se explica pela maciça vitória de Dilma nas pequenas cidades (de todo o país, menos de São Paulo), e pelo equilíbrio dos dois nas cidades grandes e médias.
Muito bom. Precisava ler um comentário responsável pós eleição. Realemnte Dilma terá muitas dificuldades pela frente. Façamos uma corrente positiva pois se trata de nosso Brasil e não ser radical como a minoria de seus eleitores.
Gente que bom que ninguém deu lembrança para a questão das gravações do Ministério da Justiça não é mesmo? Ainda bem que a VEJA do PIG somente publicou aquela matéria uma semana antes da eleição e não deu tempo pra repercutir. Mas eu temo pelas próximas semanas, será que existem mais gravações? Será que a revista do PIG vai liberar algum áudio? Pra mim o Serra é feio, bobo e chato.
É a torcida para que Dilma fracasse é intensa. Mas ela não irá fracassar, para a infelicidade dos maledicentes. Mas para a alegria do povo brasileiro, ela acertará.
Infelizmente grande parte de nosso povo é ignorante, falta muita escola. O Serra um molenga e o povo votou no Lula e não da Dilma. É bom que se reconheça a verdade.
Young,Estou de acordo com sua anãlise, agora sabemos exatamente a dimensão dos opositores, seja qual for o motivo de seus votos são certamente contra Dilma e é um numero assustador de pessoas, 43.600.00 que conscientemente votaram em Serra, contra ,em ultima instância, os princípios do governo Lula. È assustador mas explica os 25 anos de ditadura militar no Brasil, sociologicamente falando me sinto acuada pelas possíveis armadilhas a serem orquestradas pelo grupo do lado de lá.
Acredito que essa análise precisava de mais estudo na cuasa,pois o chão do País é importante para quem vive nele e sente de fato as suas necessidades.Considero que Dilma tenha um papel muito mais de proteger o País e Leis precisam ser urgentemente votadas,doa a quem doer,e as riquezas deverão ser protegidas.O resto é Política de quinta,de quem protesta por querer o poder,o problema é que eu não esqueço o passado deles e nem o do PSDB.No mais concordo com essa oposição que fará frente ao governo e espero tenham dissernimento para exercer a cidadania para os cidadãos e não por que querem o poder a todo custo.Essa é a minha opnião.No mais que a imprensa abrasse Dilma porque até agora vi muita destresa nas entre linhas e não vi nada para esse clima de Dúvida.
Acredito que essa análise precisava de mais estudo na cuasa,pois o chão do País é importante para quem vive nele e sente de fato as suas necessidades.Considero que Dilma tenha um papel muito mais de proteger o País e Leis precisam ser urgentemente votadas,doa a quem doer,e as riquesas deverão ser protegidas.O resto é Politica de quinta,de quem protesta por querer o poder,o problema é que eu não esqueço o passado deles e nem o do PSDB.No mais concordo com essa oposição que fará frente ao governo e espero tenham dissernimento para exercer a cidadania para os cidadãos e não por que querem o poder a todo custo.Essa é a minha opnião.No mais que a imprensa abrasse Dilma porque até agora não vi muita destresa nas entre linhas e não vi nada para esse clima de Dúvida.
Com essas análises eu já nem sei mais quem ganhou a eleição. Será que o eleito foi o Serra?
Young, como voce mesmo disse, 41% dos votos totais possíveis não é pouco. Mas não houve isso nem mesmo nas eleições de FHC ou de Lula – nenhum atingiu 50% dos votos possíveis.
1) Conheço oito eleitores do PT que não votaram. Preferiram viajar. O que significa portanto, que nem todos que se abstiveram não apóiam a Dilma.
2) Nos estados em que o Serra ganhou, a diferença não foi marcante. Bem diferente de estados das regiões Norte e Nordeste, onde se chegou a ver 80% dos votos a favor de Dilma.
Essa materia teria alguma validade se essa fosse a primeira eleicao vitoriosa do PT e o clima de polarizacao expresso nas propagandas televisivas durante a campanha refletissem as ruas do nosso pais.
Nem uma coisa nem outra.
Não podemos esquecer que não há espaço para o Serra o Aécio no mesmo partido. No discurso de reconhecimento da derrota o Serra deixou claro que será o líder da oposição. Se essa liderança do Serra for confirmada o Aécio terá que procurar um outro partido. Se isso acontecer o PSDB será, na prática, um partido de São Paulo. Temos que lembrar, ainda, que o Serra e o Alkmim já andaram se bicando, né? A Dilma ontem já deu o tom de como será o seu governo. É deixar os tucanos trocarem bicadas para vê no que vai dá. Seja quem for o verdadeiro líder da oposição ficará apenas com o discurso do “Câmbio”. A chamada “grande imprensa” já não convence o povo. Saiu desta eleição totalmente sem credibilidade (a “grande imprensa”).Tá muito cedo, mas dá para prever que o Aécio procurará refúngio em outra agremiação partidária. Isso se a liderança do Serra se consolidar. Todos sabemos que o Serra é um desagregador. Vamos deixar os dois tucanos trocando bicadas.
Exatamente, a vitória chegou, valeu a luta. Mas agora, voltem à realidade, pois alguns esqueletos deverão sair dos armários… Ninguém mais vai falar do Paulo Preto, pois o Serra perdeu. A questão agora é Erenice e o sua trupe de consultoria na ante-sala da Presidência da República. A questão agora é o Ministro da Justiça dizendo que a Polícia Federal tem o Lula na mão. A questão agora é o Pedro Abramovay explicar a sua afirmação sobre pedidos de dossiês…
E atenção, vem mais coisas por aí…
Tá se revelando einh, xará?? Da onde você tirou que a Dilma teve 41% dos votos. Quem não saiu de casa não conta!
Concordo em parte com o articulista, mas sempre a impressão nesses argumentos que só a Dilma enfrentaria dificuldades. Para o Serra seria infinitamente maior. Com o fisiologismo ele está acostumado porque seu maior aliado é simplesmente PFL/DEM. Foi também de um Quércia e outros do PMDB, sem contar que o FHC também governou com ele.
O PV (para o qual fui convidado a entrar anos atrás)também está se acostumando a isso, já que está em muitos governos de vários partidos. Jogou-se no colo de Serra com sua direção.
Sinto também uma certa ironia quando ao dizer que Dilma é a primeira mulher a ser eleita presidente (e na primeira eleição da sua vida) “não é pouca coisa”. Poxa!! E se contar toda a brutalidade na tentativa de desconstrução da sua pessoa feita por todos os meios e alianças possíveis e inimagináveis antes. É “muitíssima coisa” Ricardo.
O Lula propos uma estratégia de comparação de governos e resultados. Legítimo ao meu ver. Serra e aliados propuseram, e foram até o fim, a descontrução da pessoa da Dilma. Pobre, muito pobre, e preocupante.
E vem mais por aí. A guerra continua, aquilo que estava nos cantos escuros da sociedade apareceu com força e não vão deixar tudo dar certo. Ah, não vão.
Preocupe-se com isso também Sr. Ricardo Young
Vejo o artigo muito pessimista, tendo um campo de visao muito limitado. Num pais onde ha preconceitos contra as mulheres, machista, visao negativa quanto a sua acao contra a ditadura em um pais mal informado sobre aqueles fatos e uma sociedade ainda muito conservadora. Considerado estes fatos foi uma grande vitoria e com seu bom governo que certamento ocorrera, elevara seus indices para os atuais de Lula!!!!!
Concordo que os desafios sejam grandes, mas acho que você minimizou a vitória de Dilma e Lula, pois houve não apenas o Serra e a sua coligação como oponente. Vimos a mídia (leia-se PIG), a igreja, o Papa, as mentiras anônimas transformando a campanha numa baixaria.
Vimos a Marina Silva ficar em cima do muro, pois ela, como mulher de história de esquerda que é, deveria ter apoiado a Dilma no dia seguinte. Ao invés disso, preferiu falar de um debate que ela mesma (Marina) não promoveu, pois no primeiro turno ela apenas prometia ser uma terceira via, mas nunca disse como e quando.
Discordo do seu artigo também quando ignora que o feriado e o fato de que apenas 8 estados e o DF tiveram segundo turno e que isso aumentou a tendência de abstenção, já esperado no segundo turno.
Dizer que Lula conseguiu transferir “apenas 50%” é o mesmo que dizer que numa vitória por 1×0 ele fez o gol e não jogou bem. O importante foi o gol dele (a vitória dele).
Concordo contigo que os desafios são grandes. Principalmente porque hoje O Globo já divulgou “a lista de promessas da Dilma” e parece que está disposto a cobrar todas elas, como se o Serra fosse capaz de cumprir 10% dos absurdos que prometeu.
Fico preocupado quando alguém inteligente como você parece não ter dado valor aos aspectos mais importantes dessa conquista como, por exemplo, que o valor do voto do pobre é igual ao valor do voto dos ricos. Tivemos mais que uma eleição, foi uma luta de classes e vencemos.
Sejamos vigilantes e atentos a todos os passos da Dilma e do seu governo, pois não podemos errar.
Muito pessimista seu artigo num momento impar em que comemoramos um final de guerra eleitoral onde forças da época da ditadura tipo TFP , Opus Dei , midia impressa, revistas reacionarias e seus blogueiros, guetos direitistas ocultos na internet todas as excrescencias unidas vieram á tona para derrotar um projeto de um governo popular legitimo, democratico por ódio de classe, ódio da pobreza, ódio de Lula pelo que é e o que representa e apoiar um candidato que é privatista, elitista que está contra a politica de inclusão social de Lula alem da politica internacional de união da America Latina etc.È claro que Dilma terá que saber lidar com estas forças que se reavivaram e se impor, alem do fisiologismo dos partidos que lhe apoiaram.. Tenho certeza que ela fará um ótimo governo,estendeu as mãos para os adversarios e tem um apoio muito grande da sociedade brasileira que lhe elegeu. Aqueles que não votaram com certeza não fizeram questão e aí não terão moral tambem para fazer oposição.Quanto a eleitores de Marina acredito que foi uma onda pós moderna que morreu na praia e teve visibilidade porque serviu para tirar votos de Dilma.Nunca haverá na historia deste País uma mulher presidente como Dilma Rousseff e Lula farejou isso.
Discordo frontalmente deste discurso tucano-moderado, tentando menosprezar a vitória retumbante de Lula/Dilma/PT! Dizer que, em SP por exemplo, toda a populaçao será contra Dilma, só porque aqui ganhou a oposiçao, é uma mentira! E os que, como eu, votaram contra Alckmin, o rejeitando? Ela pode ter oposiçao do governante, mas nao da totalidade da populaçao. Exemplo? Minas: ganhou um da oposiçao, e a populaçao votou em massa na Dilma!!! Nao se engane, Ricardo Young, o Brasil está com Lula/Dilma/PT e nao com a oposiçao, por mais que ela governe fortes estados!!!
Acho uma análise quase bobinha. Ora,a oposição levou os governos, mas Dilma se não ganhou no eleitorado, ficou muito próxima. quer dizer a maior parte dos estados vencidos pela oposição mostra um eleitorado rachado. Então para a oposição também não vai ser fácil. Além disso, como diz o Lula 1 senador=3 governadores. O papel desses governos também terá de ser de sentar e negociar.
O Sergio f Tercarollo, o “fantoche” a quem te referes é a NOSSA PRESIDENTA DILMA? PRESIDENTA DE 100% DOS BRASILEIROS? Penso que não entendes nem de capacidade pessoal (a Dilma tem), nem de Staff governamental(o PT tem) nem de mulher e sua capacidade (isso não entendes mesmo pelo que se vê. Espera e verás. Mas não esperes “rezando” para dar errado. Isso o FHC de triste mnemória já fez com o PT, inclusive na crise mundial de 2008 e ficou frustrado com o salto que o Brasil e a Nação Brasileira deram com o PT no poder. E mais: “há sim um lugar” um grande lugar que os brasileiros ansiavam há muito e estão alcançando com o Lula e agora, com a Dilma. Sai inveja!!!! Que as luzes e os bons olhos dos brasileiros não invejossos iluminem a Dilma e o nosso futuro glorioso e rico com o pré-sal e a boa vontade de homens e mulheres publicas como estes que estão no poder desde 2002.
Aqui da europa o reconhecimento positivo do atual governo é unanime. Assim como a certeza de que para o Brasil continuar crescendo será necessário de forma rápida e inteligente uma reforma política, reforma tributária que facilite a competitividade com os mercados internacionais, melhoramento das vias para escoação da produção, estradas, portos, aeroportos e ligações mais ágeis dos grandes centros produtores de matéria prima até os portos e aeroportos (como via férrea por exemplo). Elevar o nível de estudo é obrigatório, ainda que admitam que só se verá o resultado a longo prazo, mas é fundamental essa questão. No geral, há a indiscutível certeza de que houve um crescimento incrível e rápido, e um poder formidável principalmente pelo fato de ter sido dos pouquíssimos países que não foi afectado pela crise de 2008, devido ao incrível poder interno de compra verificado nos últimos anos, e por um conjunto de situações macro-económicas alheias ao país que favoreceram as exportações de matéria prima. Agora é necessário coragem tanto da presidência quanto do senadores e deputados, para administrarem o país de forma a que o país continue a crescer de forma sustentável e competitiva, pensando no povo em geral, a par de coligações ou futuras eleições…
Em principio, a análise de Young não contém nada além do óbvio. A política é um processo muito dinamico, para não dizer caotico. Riscos existem em todo o momento, e é com muita propriedade que Lula a compara com um jogo de futebol. Quem faz gol está longe de ganhar a partida, pode haver viradas, e por ai vai. A diferença na política é que não há apito final…Na politica, derrotas bem gerenciadas podem ser um passo para futuras vitórias, e o curriculo do Lula demonstra isso claramente. Mas também, o dia de uma grande vitória pode ser a véspera de uma grande derrota. Mas quem entrou na politica não pode ter medo de derrotas, política não é terra para fracotes, nem é ciencia exata. O poder tem de ser conquistado e reconquistado a cada momento, ao sabor de incessantes ataques. Isso mesmo em uma democracia! É claro que a oposição vem agora com gosto de gás, e ela saberá tirar lições de uma derrota desmoralizante, resultante de uma overdose de arrogância, incompetência, desarticulação e falta de estratégia política. Como Aécio já avisou, vão haver grandes mudanças estratégicas tanto na programática como na articulação. Acho isso positivo, pois não podemos correr o risco do poder, em cada quatro anos, ser entregue a um bando de desequilibrados, como foi o caso dessas eleições (a vitória não foi tranquila!!!).Precisamos, sim, de alternância, mas de qualidade, e de oposições e agentes inteligentes. Deixemos para trás nossa cultura politica de república de bananas e entremos para uma era de praticas modernas. O discurso da Dilma é um convite para tal. Se ela conseguir ou não contribuir para essa mudança, tanto da parte do governo quanto da oposição, isso veremos nos próximos capitulos dessa novela sem fim.
Tenho certeza que nossa Presidenta Dilma saberá lidar com todas as situações comflituosas que certamente vão aparecer durante seus mandato.Quem venceu o choque elétrico e não delatou amigos para salvar a vida e tem Lula como mentor vai saber, sim o que fazer diante das dificuldades .E quem disse que governar é facil?É subestimar a inteligência dessa grande mulher achar que ela não vai ter forças e firmeza suficientes para encarar os desafios..Ela fez isso durante o tempo que passou na prisão e em seu tempo como Ministra da Casa Civil e venceu ambos.Aqueles que apostam que ela não vai saber lidar com as diferenças, podem tirar o cavalinho da chuva.Ela vai mostrar isso.Aguardem e verão.
Young, votei em vc nas últimas eleições, acredito que agora seja a hora de Dilma mostrar sua força, sua independência… Brilhantemente, você mostrou que o [bom] resultado do governo Dilma depende das articulações com o principal partido aliado, o PMDB, mas eu vejo um futuro bastante ligado ao PSB na política brasileira.
Eu estava saindo para comprar um Carta Capital, mas depois de ler este artigo do Young que parece do PIG, não vou mais!
Prezado Sr. Ricardo.
Faço das suas, minhas preocupações e desejo que seja do restante da população, mesmo sabendo que é pura ilusão.
Realmente, alianças ou coalisões, são necessárias para se governar, o que não significa “vender a alma”, ou suas convicções, que é o diferencia os homens e mulheres íntegros.
Agora nos resta rezar e, principalmente, cobrar para que as promessas sejam cumpridas e consigamos sair desta ilusão de crescimento subsidiado, sem grandes transtornos.
Parabéns pelo seu texto, que repassarei aos meus alunos da graduação em Direito.
Ah! Em tempo: Ainda que não tenha sido vitorioso, sua clareza de pensamento garantiu meu voto.
Att.
Ahhhh……ainda tem o PMDB…..!!!
Ricardo, me explica, o que acontece no PV? Afinal me parece tao oportunista quanto o PMDB, ora é neutro com quedas pela esquerda, outrora traz a tucanada para seus comitês de campanha juntamente com Fábio Feldman.
Na minha visão o PV só não deslanchou pq não consegue se devencilhar do PSDB; que por sua vez tem essas alianças vergonhosas com a bancada ruralista. Como conciliar o conceito “verde” com os latifundiários donos desse país.????? Isso é um fantasma que assola minhas noites de sono!!!
A análise de RY está muito bem fundamentada; entretanto eu colocaria outra variável neste contexto, que seria a resposta negativa do eleitorado à política neo-liberal do PSDB, a qual ajudou o governo ter significativa votação nos dois maiores centros eleitorais. Não é necessário ganhar nestes estados, basta que as diferenças se mantenham em níveis aceitáveis. São Paulo não deverá fazer mudanças significativas no modelo; Minas tem adotado uma política menos privatizadora, de modo que se o governo não perder sua força eleitoral na região nordeste – daí a importância de obras como a transposição do São Francisco e da ferrovia Norte-Sul – tem plenas condições de repetir o feito em 2014. Com Dilma se fazendo presente, com melhores condições de governabilidade, sem necessidade de desgaste político, é de se esperar que um governo voltado principalmente para questões de infra-estrutura, saúde e educação receba um apoio maior do que na presente eleição.
É muito simplista a sua análise matemática. Quem não compareceu não foi por protesto ou coisa parecida, tiveram vários motivos para não comparecerem. Outra visão pobre, que obviamente o papel aceita (no caso a tela do monitor), é avaliar o caráter e a personalidade de uma pessoa que você não conhece, apenas deixou-se emprenhar pelos ouvidos com as informações dadas pela grande mídia, não mostra no seu artigo conhecimento dela ou qualquer análise histórica da candidata vitoriosa. Ela fez por merecer essa vitória com mais de 12 milhões de votos, contra não só o tal do Zé Serra, mas também contra bispos nazista, pastores evangélicos desvairados, mídia alucinada e desonesta, usuários da internet sem escrúpulo, etc.
Portanto Sr.Ricardo, deveria ter nos poupado dos seus comentários.
Realmente, não entendo esta história que a mídia propaga que a oposição irá governar 52% do eleitorado! Pode até ser, do ponto de vista estadual, mas na presidência quem irá governar 100% do eleitorado é a DILMA ROUSSEF! Pela amor de Deus, frisem isso : É A DILMA quem vai governar 100% do eleitorado, pois ela será a presidente de todos no Brasil. Chega desse racha no país , como já querem a oposição e o PIG…!
Jose Serra, e mesmo Marina Silva nao governariam sem compactuar com o fisiologismo do PMDB. Aliancas sao necessarias, nao eh de hoje, sempre permeadas por um certo grau de fisiologismo, maior ou menor, dependendo de quem as faz. Se Dilma cumpriu o protocolo de estender a mao a oposicao, Serra nem o protocolo seguiu, preferindo entrincheirar-se. Espero que nao seja ele nem o seu grupo a representar a voz maior da oposicao.
O fato de que a maioria dos eleitores inscritos nos cadernos eleitorais não votou na Dilma não significa necessariamente que são opositores ou discordantes. É preciso cuidado e respeito com este assunto para não colocar os nossos desejos na boca daqueles que escolheram não falar, e escolheram deixar os outros decidir.
Lembro aos leitores que nos paises da união europeia raros são os primeiro-ministros ou presidentes escolhidos em sufrágios com menos de 30% de abstenção. Há muitos e largos anos. E não é por isso que alguém lhes tira legitimidade para governar. Por que agora isso aparece apontado contra a Dilma?
Brilhante a sua exposição! Perfeita, não restopu nada para acrescentar, é assim mesmo, e é um desafio e tanto, tal vez o maior de todos, pois envolve uma gestão a longo praço… ela precisa juntar politicos com a mesma vissão/determinação respeito à educação, será que tem suficientes?
Só espero que os “cordões” e mãos que vão movimentar e direcionar esse “fantoche”, sejam fortes e prudentes. Talvez, quem sabe, vamos chegar há algum lugar………
A Presidente Dilma está mais a esquerda do que Lula. Seus compromissos com o povo brasileiro que vão de questões econômicas até as sociais são imensas. Torna-se necessário que ela implemente a Democracia no país , mesmo que haja choro e ranger de dentes das oligarquias. Nesse aspecto ela precisa de um grande Ministro da Educação para propor urgente uma Escola Transformadora para o ensino público onde os alunos sejam tratados como sujeitos na sala de aula, independente da sua classe social. Todos os componentes do Ensino precisam receber treinamento. ” Tudo passa pela educação” disse Dilma no primeiro debate da Band e ela não pode fugir desse compromisso que ninguém toca desde o Jango. Economia, PAC, câmbio,etc já se sabe , mas a educação é o caminho para a cidadania do povo desprovido de pensamento crítico seja para votar ou reunir forças para chegar a um ogjetivo.
Muito lúcida a sua análise.
Parabéns
27.04.2012
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