Na segunda-feira 23, o programa Panorama, da tevê britânica BBC, afirmou categoricamente que o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e seu “mentor” João Havelange, ex-presidente da Fifa, receberam propina da ISL, a companhia que cuidava do marketing do futebol nos anos 1990. Só Teixeira teria embolsado 9 milhões de dólares entre 1992 e 1997. A BBC baseia-se em um processo que tramitava na Justiça suíça e foi encerrado em abril último após um acordo. Segundo a rede de tevê, Teixeira e Havelange aceitaram devolver o dinheiro em troca de não ter seus nomes revelados. Mas a BBC atrapalhou seus planos. E o caso não deve morrer aí. O jornalista suíço Jean François Tanda pediu ao promotor responsável pelo caso a abertura oficial de inquérito, mas advogados da Fifa têm conseguido impedir o acesso aos autos. A seguir, o jornalista Andrew Jennings, apresentador do Panorama, fala desta e de outras acusações contra Teixeira e Havelange.
CartaCapital: É fato que a Fifa pode ser expulsa da Suíça?
Andrew Jennings: O Parlamento suíço entende que a Fifa precisa ser mais transparente. O deputado Roland Büchel, que acompanha o tema, garantiu-me que a federação de futebol tem seis meses para apresentar mudanças. Caso contrário, estará “livre para deixar o país”. Büchel está curioso para saber qual país aceitaria a Fifa e seus métodos (risos).
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