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Política

Cartel do Metrô

Justiça suíça condena ex-diretor da CPTM

por Redação — publicado 17/11/2013 08h24, última modificação 17/11/2013 10h27
João Roberto Zaniboni, ex-auxiliar dos governadores Covas e Alckmin, foi multado e teve seus bens confiscados
Ciete Silvério / Governo do Estado de SP
Geraldo Alckmin e Jurandir Fernandes

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o Secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, inauguram trem da CPTM em fevereiro de 2011

A Justiça da Suíça condenou por lavagem de dinheiro o engenheiro João Roberto Zaniboni, ex-executivo da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) nos governos do PSDB Mário Covas e Geraldo Alckmin. A informação é do jornal O Estado de S.Paulo.

Zaniboni foi multado (em valores não informados) e teve seus bens confiscados naquele país. Segundo a Agência Estado, o Ministério Público da Suíça reclamou da falta de colaboração de seu órgão irmão no Brasil. “Por falta de endereço esta multa nunca lhe pôde ser entregue.”

O documento sobre a condenação de Zaniboni já está com o Ministério Público de São Paulo. O ex-dirigente da CPTM, no entanto, ainda não foi localizado pelas autoridades judiciais locais.

Zaniboni ocupou o cargo de diretor de operações e manutenção da CPTM em gestões tucanas entre os anos de 1998 e 2003. Nesse período, de acordo com a investigação do Ministério Público da Suíça, teriam sido realizadas transferências para a conta Milmar, alojada no Credit Suisse de Zurique e de titularidade de Zaniboni, segundo a AE.

Sempre segundo a reportagem, o país europeu está convencido de que se trata de dinheiro de propina que ele teria angariado a partir de contratos firmados pela CPTM para melhorias de 129 vagões. A conta Milmar, informa a agência de notícias, captou 836 mil dólares. Uma parte desses recursos, 255,8 mil dólares, teria passado pela conta 524373, aberta em nome de outro personagem do propinoduto, o engenheiro e consultor Arthur Gomes Teixeira.