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Política

Fusão CBD-Carrefour 4

MPF pediu informações ao BNDES sobre fusão

por Agência Brasil publicado 13/07/2011 09h00, última modificação 13/07/2011 09h49
Órgão havia solicitado esclarecimentos sobre a legalidade da operação e sobre o interesse público para o BNDES

Por Débora Zampier*
A intenção do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de participar da fusão entre Pão de Açúcar e Carrefour já estava na mora do Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF-DF) antes mesmo de a negociação entre as partes avaçar. Na terça-feira 12, a instituição pediu esclarecimentos sobre a legalidade de uma possível operação e o interesse público no uso de recursos do BNDES.

Apesar de o BNDES ter anunciado a intenção de participar com cerca de R$ 4 bilhões na operação, os recursos não foram liberados porque não houve acordo entre o Pão de Açucar e a Casino, empresa francesa que é sócia do grupo brasileiro. O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, já anunciou que o banco não entrará no negócio se não houver acordo entre os sócios.

Mesmo sem a concretização da operação, o MPF/DF informou que vai apurar a origem dos recursos e como é feita a escolha dos projetos a serem financiados pelo banco. Para tanto, encaminhou ofício a Coutinho pedindo esclarecimentos sobre a modalidade de apoio financeiro pedida pelo Grupo Pão de Açúcar. O Ministério Público Federal também quer saber se o grupo atende aos requisitos mínimos para pleitar o financiamento e quais os critérios para as prioridades nos investimentos do banco.

Em outro ofício encaminhado à Controladoria-Geral da União (CGU), o MPF/DF quer saber se alguma auditoria já foi feita no BNDESPar, envolvido na operação, em relação aos financiamentos concedidos a empresas privadas. As informações devem ser enviadas ao MPF/DF em até 15 dias.

*Matéria publicada originalmente em Agência Brasil