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Ministério Público Federal

MPF pede apuração sobre suposta participação de Lula no "mensalão"

por Redação Carta Capital — publicado 06/04/2013 08h38, última modificação 06/04/2013 08h38
Após analisar acusações de Marcos Valério, órgão aciona Polícia Federal para investigar o caso
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Lula durante palestra no 5º Fórum Ministerial de Desenvolvimento, em Brasília, nesta quarta-feira 30. Foto: Pedro Ladeira / AFP

A Procuradoria da República no Distrito Federal (PRDF) anunciou na sexta-feira 5 ter solicitado abertura de inquérito para averiguar as acusações do publicitário Marcos Valério de Souza, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 40 anos de prisão como o operador do "mensalão", contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-ministro Antonio Palocci. A Policia Federal foi acionada para auxiliar no caso.

Esta é a primeira vez que um inquérito criminal será aberto para investigar se Lula participou ou não do esquema de compra de apoio no Congresso. O ex-presidente não foi investigado na ação julgada em 2012 pelo STF.

O pedido da PRDF se originou de um depoimento de Valério à Procuradoria-Geral da República em setembro, quando o julgamento do "mensalão" havia começado e ele já estava condenado em diversas acusações.

No depoimento, Valério acusou Lula, Palocci e Miguel Horta, ex-presidente da Portugal Telecom, de negociarem uma doação de 7 milhões dólares ao PT. Além de afirmar que Lula teria se beneficiado do esquema.

      

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, o publicitário disse que Lula e Palocci estiveram reunidos com Horta no Palácio do Planalto e combinaram o repasse do dinheiro por meio de uma fornecedora da empresa portuguesa na China.

À Folha de S.Paulo, Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, declarou não haver "nova informação em relação às publicadas há cinco meses", época do remetimento das acusações de Valério à primeira instância. Para o advogado de Palocci, José Roberto Batochio, o depoimento é "invencionice".

O depoimento foi enviado à primeira instância, pois os investigados não têm foro privilegiado. A partir das acusações de Valério, a Procuradoria abriu seis procedimentos preliminares que podem viram inquéritos no futuro.

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