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Preservação

Movimento campesino lança propostas alternativas ao Código Florestal

por Radioagência NP — publicado 29/03/2011 08h37, última modificação 29/03/2011 09h50
Para movimentos, a conservação da natureza não é incompatível com a produção de alimentos. Da Radioagência NP

Por Jorge Américo, da Radioagência NP

A Via Campesina e a Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (FETRAF-BRASIL) elaboram um conjunto de propostas alternativas para a formulação do novo Código Florestal. No documento, que será lançado nesta terça-feira (29), as organizações defendem que todas as áreas florestais devem ser conservadas e aquelas que foram desmatadas ilegalmente, devem ser recuperadas.

Recebe destaque a tese de que a conservação da natureza não é incompatível com a produção de alimentos. Seguindo essa lógica, a destruição do meio ambiente prejudica primeiramente o agricultor familiar e o camponês, que terá sua terra afetada pela erosão, falta de adubação natural e perda de nascentes e predadores naturais.

Essa dinâmica, segundo as organizações, “empurra os camponeses para a cidade”. Na contramão, “o agronegócio destrói a terra que usa e vai embora grilar outras terras”. A Via Campesina e a FETRAF cobram do governo federal a criação de políticas públicas que garantam assistência técnica, crédito e garantia de comercialização para que o agricultor familiar possa gerar renda em suas áreas florestais.

O substitutivo do Código Florestal é relatado pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB) e aguarda votação no Plenário da Câmara. A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) se manifestaram contrárias às propostas. No final do último ano, o projeto, que recebe apoio da bancada ruralista, foi aprovado pela Comissão Especial que debate o tema na Casa.

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