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Mortos por cólera no Haiti chegam a 583

por Brasil de Fato — publicado 10/11/2010 17h12, última modificação 11/11/2010 19h06
Nove mil pessoas estão hospitalizadas. Há pelo menos cem anos não se registrava cólera no país
Mortos por cólera no Haiti chegam a 583

Nove mil pessoas estão hospitalizadas. Há pelo menos cem anos não se registrava cólera no país. Brasil de Fato. Foto:Thony Belizaire

Da redação Brasil de Fato

O Ministério de Saúde Pública do Haiti divulgou, nesta segunda-feira (08), que já chega a 583 o número de mortos devido a um surto de cólera no país. Além disso, mais de nove mil pessoas estão hospitalizadas devido à doença.

A situação no Haiti piorou depois da passagem do furacão tropical "Tomás", que deixou pelo menos 20 mortos e inundações que isolaram várias partes do país. De acordo com um informe da Direção de Proteção Civil, mais de 36 mil pessoas foram evacuadas e 31 mil permanecem em locais provisórios.

A cólera afeta cinco dos dez departamentos do país. A região de Artibonite, no norte, onde se detectou o primeiro paciente, se mantém como a zona mais afetada, com 393 óbitos registrados.

Organizações apontam que a contaminação do rio Artibonite, que transbordou, seria a principal causa do agravamento das condições de saúde do país.

Em carta, o médico argentino Emiliano Mariscal, integrante da Brigada Médica cubana no Haiti relata que, na proximidade do rio, "as pessoas não contam com abastecimento de água e, portanto, obtêm água do rio tanto para consumo como para a lavagem de utensílios, higiene pessoal etc". Ele também destaca a falta de latrinas, que força os habitantes da região a fazerem suas necessidades perto do rio.

O médico destaca ainda que há pelo menos cem anos não se registrava cólera no Haiti e que as más condições de vida da população colaboram para piorar a situação do país, que ainda sofre com os efeitos do terremoto de janeiro deste ano.

"Não escapou da nossa vista a superlotação, as condições extremamente precárias das construções, os aterros dispersos por todo lugar, desnutrição, baixo nível cultural, desamparo e resignação", afirma.

Segundo a página Prensa de Frente, a presença de uma base da Missão da ONU para a Estabilização do Haiti (Minustah) na comuna Mirebalais, no Departamento do Centro, está sendo investigada por ter colaborado com a contaminação da água do rio Artibonite com materiais fecais.

(Com informações de agências)

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