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Política

Itália

Moody’s rebaixa nota da dívida

por Agência Brasil publicado 05/10/2011 10h06, última modificação 06/06/2015 18h15
Em pouco mais de 10 dias, esta é 2ª vez que uma agência de classificação de risco rebaixa a nota da dívida italiana

Os títulos da dívida da Itália voltaram a ser rebaixados nesta terça-feira 5, desta vez pela agência de classificação de risco Moody’s. Os papéis italianos passaram de Aa2 para A2, com viés negativo. No último dia 19 de setembro, a agência Standard and Poor’s também reclassificou os títulos da dívida para baixo. A Moody’s disse haver um "aumento significativo no risco do financiamento de longo prazo para a zona do euro". As informações são da BBC Brasil.

O primeiro-ministro Silvio Berlusconi declarou que a medida já era esperada e que o governo trabalhará firme para atingir as metas do ajuste fiscal anunciado há algumas semanas. Berlusconi lembrou que o Orçamento italiano para 2013 ganhou o aval da Comissão Europeia.

Além da revisão dos títulos da dívida soberana, a Itália pode enfrentar nos próximos dias um possível rebaixamento da nota de seus bancos. "Esse rebaixamento vai dificultar ainda mais qualquer empréstimo a ser tomado pela Itália", diz o editor de economia da BBC, Robert Peston. "Se a Itália se mostra um lugar mais arriscado para se emprestar, seus bancos vão ter mais dificuldades e pagarão mais para conseguir crédito".

O relatório da Moody’s também fez alertas sobre as perspectivas de crescimento da Itália, mencionando problemas econômicos estruturais e a desaceleração da economia global. "A questão é se [os governos da zona do euro] vão responder a isso com rapidez, apresentando uma solução crível", diz Peston.

Considerado inadequado pelo mercado, o pacote ampliado de resgate para a zona do euro, já aprovado pelo Executivo dos 17 países que compartilham a moeda única, ainda precisa da aprovação dos parlamentos nacionais.

A resposta lenta das instituições do continente à crise tem sido alvo de severas críticas de vários líderes, como o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso.

*Matéria publicada originalmente na Agência Brasil

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