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Política

Operação Boi Barrica

Ministros prestam esclarecimentos

por Redação Carta Capital — publicado 24/09/2011 14h55, última modificação 25/09/2011 13h38
Responsáveis pela anulação de provas em investigação contra Fernando Sarney serão convidados para audiência pública

Com a anulação, na última semana, de provas da Operação Boi Barrica, os ministros da 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), responsáveis pela decisão, serão convidados para uma audiência pública no Congresso, na qual prestarão esclarecimentos.
A ação investiga supostos crimes financeiros do empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Ele é acusado de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e sonegação de impostos, mas alega inocência.
O requerimento apresentado na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado pelo deputado e delegado federal Fernando Francischini (PSDB-PR) ainda inclui convites aos delegados e integrantes do Ministério Público Federal que participaram do caso e de três outras operações com provas anuladas pelo STJ.

O STJ julgou irregular a captação de informações com grampos telefônicos e desconsiderou um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) de 2006, que deu origem às interceptações.
O documento apresentava indícios de irregularidades em movimentações de Fernando Sarney e sua esposa Cristina Murad, no valor total de 2 milhões de reais. Na época,  Roseana Sarney disputava o governo do Maranhão.
A defesa pediu a anulação com base em precedentes do STJ e do Supremo Tribunal Federal (STF). O primeiro órgão, anulou provas da Operação Satiagraha, responsável pela investigação de suspeitas de corrupção envolvendo o banqueiro Daniel Dantas, por considerar a participação da Agência Nacional de Investigação (Abin) ilegal.
Ainda sem data, a audiência pública vai averiguar a anulação de provas das operações Dallas, Satiagraha e Castelo de Areia, que envolvem um irmão do ex-governador Roberto Requião, o banqueiro Daniel Dantas e a construtora Camargo Corrêa, respectivamente.

com.br/politica/stj-anula-provas

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