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Política

Denúncia

Ministro da Saúde nega propina em compra de medicamento

por Redação Carta Capital — publicado 21/09/2010 09h28, última modificação 21/09/2010 09h28
José Gomes Temporão, em entrevista coletiva neste sábado 18, respondeu à denúncia de pagamento para assessores da Casa Civil
Ministro da Saúde nega propina em compra de medicamento

José Gomes Temporão, em entrevista coletiva neste sábado 18, respondeu à denúncia de pagamento para assessores da Casa Civil

José Gomes Temporão, em entrevista coletiva neste sábado 18, respondeu à denúncia de pagamento para assessores da Casa Civil

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, refutou a denúncia publicada na revista Veja, que chegou às bancas neste sábado 18.

Segundo a revista, quatro funcionários da Casa Civil, entre eles o ex-assessor Vinicius de Oliveira Castro (exonerado do cargo na segunda-feira 13), teriam recebido 200 mil reais de propina cada um por conta de uma compra do Ministério da Saúde. Em 2009, o Ministério gastou R$ 34,7 milhôes com a compra emergencial do medicamento Tamiflu, usado para combater a gripe H1N1, popularizada como “gripe suína”.

Em junho daquele ano, Vinicius teria contado o caso para seu tio, o ex-diretor dos Correios, Marco Antonio Oliveira, e a mais uma amigo. Os dois relataram o acontecido à revista Veja, em entrevista gravada, ela afirma. Segundo a matéria, os 200 mil de Vinicus foram deixados para ele, em pleno Palácio do Planalto. Sua parte no botim, diz a revista, Vinicius encontrou inesperadamente num envelope pardo colocado numa gaveta da sua mesa. Ele teria dito ao seu tio que no momento que viu o dinheiro, exclamou: “Caraca! Que dinheiro é esse?”.

A história é estranhíssima. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, foi rápido na resposta. Na própria manhã de sábado, convocou entrevista coletiva e refutou com veemência a acusação. Disse “isso não existe”.

Afirmou que:

- a compra foi feita diretamente pelo Ministério da Saúde, sem qualquer intermediação da Casa Civil.

- a Roche era a única fabricante mundial do medicamento, não houve, portanto, qualquer concorrência com outros possíveis fornecedores para que fosse efetuada a compra.

- também não houve a participação de qualquer agente, consultor ou intermediário para concretizar a compra.

- os valores foram negociados à exaustão e o preço conseguido foi considerado adequado, 76,7% abaixo do preço de mercado.

- a compra do Tamiflu foi feita com base em projeções do Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos e das recomendações da Organização Mundial de Saúde, a OMS. O ministro disse que o Brasil tinha um estoque de 9 milhões de tratamento de Tamiflu, quando surgiram no mundo os primeiros casos da gripe e que durante o ano de 2009 comprou mais 14,5 milhôes de tratamentos, uma parte em matéria-ropima, outra do remédio pronto.

Temporão afirmou na coletiva:

"O Ministério da Saúde julgou a quantidade necessária para compor o estoque estratégico por critérios técnicos, balizados por parâmetros internacionais. O preço foi discutido exaustivamente com a Roche, o único laboratório no mundo que fabrica esse medicamento, diretamente pelo ministério. Não há, portanto, motivo para dizer que a compra desse medicamento foi intermediada por quem quer que seja. Até porque não era um certame com a participação de várias empresas. Só há um produtor e tínhamos uma pandemia. Qual seria a necessidade de alguém intermediar?".

Leia a íntegra da nota oficial do ministério. Clique aqui.

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