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Ministério Público pede a prisão de Aref Saab

por Redação Carta Capital — publicado 20/12/2012 17h02, última modificação 20/12/2012 17h02
Ex-diretor do Aprov, suspeito de receber propina para liberar construção de shoppings, foi denunciado por três crimes

O Ministério Público Estadual (MPE) pediu nesta quinta-feira 20 a prisão do ex-diretor do Departamento de Aprovação de Edificações (Aprov) da Prefeitura de São Paulo, Paulo Hussain Aref Saab. Ele foi denunciado por formação de quadrilha, concussão (achaque) e corrupção passiva. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Na acusação, realizada em sigilo em 8 de novembro e ainda sem manifestação da Justiça, são apontados dez casos de pagamentos de propina a Aref. Os valores que ultrapassam 4,5 milhões de reais teriam sido destinados para a liberação de obras de shoppings na capital paulista.

A denúncia dos promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) inclui ainda quatro diretores da Brookfield Gestão de Empreendimentos (BGE) e dois sócios de empresas que prestavam serviços à BGE.

A multinacional, que administra diversos shoppings, é suspeita de ter pago entre 2008 e 2010, 1,6 milhão de reais em propinas para liberar obras irregulares nos shoppings Higienópolis e Paulista, segundo reportagem de julho do jornal Folha de S.Paulo .

Os promotores pediram também a prisão de Manoel Bayard, presidente da Brookfield, de Pedro Augusto do Nascimento Junior, sócio da empresa PAN, e  Antonio Carlos Chapela Nores, sócio da empresa Seron.

Segundo o MP, os suspeitos “oferecem risco à continuidade do bom funcionamento dos serviços público, por formarem uma “organização econômica de grande poderio econômico”.

Em julho, o MPE pediu o bloqueio dos bens móveis e imóveis de Aref Saab, que foi exonerado de seu cargo depois que a Corregedoria da prefeitura abriu investigação para averiguar a suspeita de enriquecimento ilícito. Denúncia feita pela Folha de S.Paulo aponta que o ex-diretor adquiriu mais de 100 imóveis enquanto esteve na prefeitura, um patrimônio considerado incompatível com o salário que recebia no cargo público.

 

Com informações Agência Brasi

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