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Política

Lei Geral da Copa

Medida deverá ser votada depois da Páscoa, diz Chinaglia

por Redação Carta Capital — publicado 27/03/2012 13h55, última modificação 06/06/2015 18h14
Líder do governo na Câmara disse que pretende fechar acordo com oposição e com a base aliada sobre o Código Florestal antes da votação da Lei da Copa

Com Agência Câmara

O líder do governo, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), afirmou que a Lei Geral da Copa deverá ser votada após a Semana Santa. Depois de encontro com o presidente interino da República, Marco Maia, nesta terça-feira 27, Chinaglia disse que pretende fechar um acordo com a oposição e com a própria base aliada sobre o Código Florestal antes da votação da Lei da Copa.

Chinaglia não acredita na possibilidade de vetos da presidenta Dilma Rousseff ao Código Florestal, se for feito um acordo para votar o texto do relator, deputado Paulo Piau (PMDB-MG). Segundo ele, o veto de partes do texto não é viável, em razão da complexidade da proposta, que pode perder o sentido.

A intenção do governo era adiar a votação para depois da Conferência Rio+20, em junho. Mas já considera levar o texto ao plenário e deixar a cargo da presidenta vetar os pontos com maior potencial danoso ao meio ambiente, uma vez que os ruralistas ameaçam obstruir ainda mais a votação da Lei Geral da Copa caso não haja uma definição sobre o Código Florestal.

O governo analisa que o texto composto no Senado é o mais próximo de atender a demandas de ambientalistas e ruralistas, que não querem cumprir percentuais de recuperação de florestas em margens de rio, entre outros pontos da proposta.

Ministros na Câmara

O líder do governo classificou de deselegante a aprovação, pela Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público, da convocação da ministra do Planejamento, Miriam Belchior, apesar de considerar relevante a discussão da suspensão de concursos públicos – o tema da audiência para a qual a ministra foi convocada.

Chinaglia vai pedir a ajuda dos vice-líderes do governo para acompanhar de perto as tentativas de convocar ministros. Ele considera o convite mais adequado que a convocação. "Eu quero trazer alguns ministros voluntariamente à Câmara para fazer o debate, para dialogar com os parlamentares, para que essa relação seja vista como algo normal e não algo de absoluto confronto”, disse.

*Publicada originalmente em Agência Câmara