Você está aqui: Página Inicial / Política / Mau cheiro

Política

Andante Mosso

Mau cheiro

por Mauricio Dias publicado 02/09/2012 11h16, última modificação 02/09/2012 11h17
Lula final

Haddad em campanha. O povão exige Lula de barba. Fotos: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula

A coleta de lixo nas cidades tornou-se a mais nova fonte de formação de caixa 2 para campanhas eleitorais. Principalmente, mas não unicamente, nas eleições municipais como as que ocorrerão este ano. Entre 1990 e 2000, a população brasileira aumentou 16%. E o lixo, com a inclusão social ocorrida no período, cresceu 45%.

O artigo 30, inciso V, da Constituição determina ao poder público municipal a  responsabilidade pela limpeza urbana e pela coleta e destinação do lixo. Especialistas estranham essa inclusão do saneamento no texto constitucional.

Alguém botou o jabuti nessa forquilha. As prefeituras passaram a terceirizar tais serviços de uma maneira geral, pelo prazo de quatro anos. Não por acaso, um período coincidente com o mandato dos prefeitos.

Em seguida, com os aterros sanitários e os lixões, chegou-se rapidamente ao  superfaturamento. Cidades com 2 mil toneladas/dia de lixo só para lançar no aterro pagam algo em torno de 70 reais por tonelada. No Brasil, uma pessoa produz, em média, 700 gramas de lixo por dia.

Há casos, já calculados, de superfaturamento de 80 mil reais diariamente.

A marca de Lula
A coordenação de campanha de Fernando Haddad recolheu na periferia da capital paulista outdoors nos quais o candidato petista à prefeitura posa com Lula.

Neles, o ex-presidente aparece com o novo visual: sem barba e com bigode branco. Como a população teve dificuldade para identificar quem era ele, os cartazes foram substituídos com a velha foto de Lula com barba.

Previsão I
A candidatura de Haddad depende visceralmente da continuidade do crescimento nas  próximas pesquisas.

Previsão II
Geraldo Julio, candidato à prefeitura do Recife apoiado pelo governador Eduardo Campos (PSB), tem chances de liquidar a eleição no primeiro turno. Ele pode se prevalecer do quadro negativo montado pelo PT.

Um prefeito petista com alta rejeição (em torno de 70%) e as intervenções nacionais nas  resoluções políticas locais.

Previsão III
Os conflitos entre PT e PSB em torno das eleições municipais no Recife, Fortaleza e Belo  Horizonte são pontuais. O governador pernambucano, Eduardo Campos, trabalha com o cenário de 2018, quando, em princípio, o PT não terá candidato próprio.

Só então ele vai olhar para o próprio umbigo.

Registro
O ex-ministro Luiz Gushiken não foi absolvido por falta de provas. A absolvição resultou do fato de responder a uma acusação não provada. Há uma distância abismal entre uma coisa e outra.

Pós-Peluso
O regimento interno do Supremo Tribunal Federal não prevê  norma expressa para resolver
a questão do empate. Há criminalistas que vêm nisso a prova inequívoca de que o STF não nasceu para julgar  processos originários.

Sem o ministro Cezar Peluso, o STF decide com dez ministros. Em caso de empate, deve  prevalecer a decisão mais favorável ao réu, como acontece em habeas corpus.

Pisca-alerta
Apesar de gostar muito das noites cariocas, o mineiro Aécio Neves não tem se dado bem com elas. Ele virou notícia, em abril de 2011, ao ser parado em blitz policial e se recusar a fazer o teste do bafômetro.

Agora circula na blogosfera um filme com os resultados de mais uma noitada sua na Cidade Maravilhosa.

O Rio pode virar, de hora para outra, o sepulcro das intenções políticas do ainda jovem e  ambicioso senador.

Coerção
A pressão para que os juízes do Supremo Tribunal Federal acelerem o julgamento do denominado mensalão deixou marcas no voto do ministro Luiz Fux. O objetivo era garantir o voto de Cezar Peluso, que se aposentava.

Na pressa, Fux descuidou-se e incluiu no crime de peculato um réu enquadrado em delito diferente. Coube ao ministro Joaquim Barbosa corrigir o erro.

Nome de guerra?
Na 32ª edição do Shooto Brasil, mostrado na tevê a cabo no sábado 25, enfrentaram-se um brasileiro e um argentino. O evento foi transmitido do ringue armado na sede do Batalhão de Choque da Polícia Militar do Rio de Janeiro.

Comemorava-se o Dia do Soldado. Talvez por isso um dos lutadores brasileiros, vitorioso, integrante do Batalhão de Choque, foi o soldado conhecido como Juan Psicopata.

registrado em: ,