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Política

Eleições 2012

Marta oficializa sua saída da disputa por prefeitura de SP

por Redação Carta Capital — publicado 03/11/2011 16h03, última modificação 03/11/2011 17h28
O anúncio abre caminho para o favorito de Lula para a disputa, o Ministro da Educação Fernando Haddad

A senadora Marta Suplicy (PT-SP) abdicou oficialmente, nesta quinta-feira 3, da disputa pela prefeitura de São Paulo do ano que vem. O anúncio, feito em entrevista coletiva na sede do PT nacional, abre caminho para o favorito de Lula para a disputa, o Ministro da Educação Fernando Haddad.

"Eu fiquei sensibilizada com o apelo da presidente Dilma e do ex-presidente Lula e retiro minha candidatura para a prefeitura", disse a senadora, que liderava as pesquisas de intenção de voto para disputa. Na segunda-feira 31, a presidenta Dilma Rousseff pediu a ela que abandonasse suas pretensões.

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Com a saída de Marta, é esperado que os pré-candidatos Carlos Zarattini e Jilmar Tatto também recuem. Assim, restará apenas o senador Eduardo Suplicy, que não parece disposto a desistir da pré-candidatura. Suplicy busca apoio dentro do partido para prévias. Mas suas chances contra o candidato de Lula e Dilma são mínimas, repetindo o ritual das eleições para presidente em 2002, quando disputou prévias contra o próprio Lula.

Marta não declarou apoio a Haddad, mas afirmou que apoiará a escolha do partido.  "Tudo indica que vai ser o Haddad. A candidatura do partido é a que eu vou apoiar."

A ministra Helena Chagas (Comunicação Social) falou à imprensa da ação entre Lula e Dilma para uma "saída honrosa" para a senadora Marta. “Dilma fez um apelo, afinada com o presidente Lula, para que Marta desista da candidatura”, afirmou Helena.

O ex-presidente Lula era o interlocutor petista para convencer Marta a não entrar na disputa com Haddad. Depois de receber o diagnóstico de câncer na laringe, a própria Dilma Rousseff ficou com a incumbência.

Na última quinta-feira 27, quando comemorava seu aniversárioem São Paulo, o ex-presidente teria dito que ele mesmo falaria com Marta, pedindo para que ela não disputasse mais a candidatura à prefeitura da capital paulista. “Ela vai sair na hora certa”. 

Haddad cumpre o papel perfeito para as pretensões de Lula em São Paulo, segundo lideranças lidadas ao ex-presidente. É, ao mesmo tempo, um rosto novo "com capacidade de gestão", similar à estratégia utilizada com Dilma em 2010, e  passível da fórmula "paz e amor", vitoriosa com Lula em 2002. Assim, o ministro pode vencer a resistência da classe média paulistana ao PT, um dos fatores para as derrotas de Marta em 2004 e 2008.

No entanto, ainda que tenha o apoio dos dois principais nomes do partido, Haddad precisará do apoio de Marta e de sua base eleitora já construída na maior cidade do país.

 

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