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Política

Eleições 2014

Marina Silva diz que Campos é o candidato do PSB à Presidência

por Redação — publicado 05/10/2013 18h06, última modificação 05/10/2013 18h31
Ex-senadora se filia ao partido e afirma não querer ficar marcada como "aquela" que "foi atrás de uma sigla de aluguel"
ABr
Marina Silva

Marina Silva se filia ao PSB e abre mão da candidatura à Presidência

A ex-senadora Marina Silva se filiou neste sábado 5 ao PSB para poder disputar as eleições do próximo ano, pois o Superior Tribunal Eleitoral (TSE) negou o registro de seu partido, a Rede Sustentabilidade. Em uma entrevista coletiva em Brasília, ela disse, no entanto, que Eduardo Campos, governador de Pernambuco, é o candidato do partido na disputa pela Presidência.

Marina não disse qual posto disputará em 2014, mas CartaCapital apurou que ela deve assumir o lugar de vice na chapa do PSB. "O PSB já tem candidato, e ele é Eduardo Campos. Não posso chegar a falar: 'com licença Eduardo, mas quero ser candidata à Presidência'", afirmou. "Não estamos pensado em um projeto de poder ou num projeto político resumido às eleições, mas em uma agenda estratégica para o Brasil, um compromisso de uma governabilidade programática."

A ex-senadora destacou ainda que precisou "assumir posição" ao não escolher "o caminho mais fácil e previsível, oferecido por outros partidos" que lhe propuseram a candidatura própria, entre eles o PPS. "Não poderia trocar de partido para uma candidatura, já fiz isso em 2010 com o PV, e infelizmente não deu certo", disse. "Não queria ficar carimbada como aquela que tentou criar um partido, foi abatida na pista e foi atrás de uma sigla de aluguel. Ou virar uma Madre Tereza de Calcutá da política e ficar resguardada de tudo."

Eduardo Campos disse que Marina "deu uma aula de política e cidadania com um ato que só quem não pensa de forma tradicional poderia enxergar". "Não é o caminho mais fácil, mas é o que mais contribui para que o Brasil mude e possamos encerrar a velha política."

Segundo Marina, a aliança com o PSB é "coerente" porque o partido "tem uma luta na defesa bandeiras históricas" comuns à Rede, mas não negou as diferenças entre as legendas. Para ela, o acordo é "programático" e legitima a Rede como um partido, permitindo que o PSB assuma o compromisso de adotar as principais diretrizes da Rede e aprofundar os seus programas pelo Brasil.

A ex-senadora afirmou ainda que a decisão do TSE foi um "aviltamento da democracia" e criou "o primeiro partido clandestino após a democracia" no Brasil, forçando-a a se filiar a outro partido. Três membros da Rede também se filiaram ao PSB, entre eles o deputado Alfredo Syrkis, que estava no PV.

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