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Marina Silva evita criticar Dilma e diz que candidatura de Campos é “legítima”

por Redação Carta Capital — publicado 19/02/2013 10h49, última modificação 06/06/2015 18h25
A ex-ministra, que tenta viabilizar sua candidatura ao Planalto, diz querer apresentar "outra proposta" ao Brasil

A ex-senadora Marina Silva evitou criticar a presidenta Dilma Rousseff ao participar do programa Roda Viva, da TV Cultura, na noite de segunda-feira 18. Marina,  que lançou no sábado 16 o embrião do seu novo partido, a Rede Sustentabilidade, também não respondeu como faria o diálogo com o PMDB no Congresso Nacional caso fosse presidenta. Ainda segundo ela, é “legítima” a possível candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), ao Planalto, em 2014.

Ex-ministra do Meio Ambiente e terceira colocada nas eleições de 2010, Marina tenta viabilizar seu retorno ao cenário nacional  para 2014. Para isso, precisa criar a nova legenda até outubro, prazo limite para uma sigla apresentar candidato à presidência no próximo ano.

A bancada de jornalistas do programa questionou porque Dilma Rousseff não deveria ser reeleita e quais seriam as críticas de Marina à gestão da petista. Ex-integrante do PT, Marina se esquivou. “Não é que eu não ache que ela deve ter um segundo mandato, é que eu acho que deve haver outra proposta para o Brasil. Essa ferramenta não se encerra numa candidatura”, disse Marina, após longo silêncio.

Marina também evitou fazer uma avaliação sobre as chances de Eduardo Campos nas eleições. “Depois do que aconteceu comigo em 2010, eu não tenho o que duvidar da fortaleza das pessoas. Acho legitimo que ele queira ser um candidato,” disse Marina.

“Monopólio dos partidos”

Ao responder diversas perguntas, Marina falou da necessidade de quebrar o "monopólio dos partidos políticos". Marina foi perguntada, por exemplo, como seriam feitas as suas alianças para governar em um Congresso Nacional fragmentado entre partidos fisiológicos. “Temos pessoas que são aliadas mesmo estando em partidos diferentes. Esse movimento oceânico não se faz mais pelo monopólio dos partidos,” disse Marina.

Na campanha de 2010, Marina dizia que, se eleita, governaria com os melhores quadros do PT, do PSDB e de outros partidos. Esta seria uma forma, segundo ela, de viabilizar apoio legislativo a seu governo sem torná-lo refém de aliados como o PMDB.

Durante a entrevista, a ex-senadora também disse que cunhou antes do ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab a frase de que não era nem de direita, nem de esquerda, nem de centro. “Não é verdade que foi o Kassab que disse isso pela primeira vez, fui eu na campanha de 2010”, disse Marina. Segundo ela, a frase veio de um político francês, que ela não recorda o nome, e foi retomada por Alfredo Sirkis, coordenador da sua campanha.

Marina também evitou especificar qual seria a base de sustentação do seu partido. “A base é formada por pessoas de diferentes segmentos”, disse Marina. Segundo a futura candidata, o que os une é a preocupação socioambiental.

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