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Crise mundial

Mantega anuncia medidas de estímulo à indústria automobilística

por Redação Carta Capital — publicado 21/05/2012 19h52, última modificação 06/06/2015 18h59
Consumidor pagará menos IPI na compra de veículos e terá desconto no IOF em qualquer tipo de operação de crédito à pessoa física
Mantega

Falha de comunicação entre o Judiciário e o MP-DF esultou no término do inquérito para apurar se ministro da Fazenda cometeu improbidade administrativa Foto: Agência Brasil

O consumidor pagará menos Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na compra de veículos e terá desconto no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em qualquer tipo de operação de crédito à pessoa física, anunciou na tarde de segunda-feira 21 o ministro da Fazenda, Guido Mantega. As medidas são destinadas a estimular a economia brasileira em meio à crise internacional.

Para veículos de até mil cilindradas, o IPI será reduzido em sete pontos percentuais. Os veículos entre mil e 2 mil cilindradas movidos a álcool ou flex, terão corte de imposto de 5,5 pontos. O mesmo tipo de automóvel movido à gasolina, terá redução de 6,5 pontos.

Os utilitários e veículos comerciais terão o imposto reduzido em 3 pontos percentuais. Na prática, as alíquotas caem de 11% para 6% (carros até mil cilindradas); de 11% para 6,5% (de mil a 2 mil cilindradas); e de 4% para 1% (utilitários).

Para os veículos fora do Regime Automotivo, incluindo os importados por empresas que não têm fábrica no Brasil ou nos países com os quais o governo tem acordo, como os do Mercosul, a alíquota cai de 37% para 30% (até mil cilindradas); de 41% para 35,5% (de mil a 2 mil cilindradas); e de 34% para 31% (utilitários).

A desoneração para os automóveis vale até 31 de agosto e provocará renúncia de 1,2 bilhão de reais dos cofres federais. Além de ter o IPI reduzido, os veículos obterão desconto no preço de tabela, segundo compromisso acertado entre o governo e as montadoras.

De acordo com o ministro, os fabricantes se comprometeram em reduzir os valores dos veículos de até mil cilindradas em 2,5%, 1,5% para os automóveis entre mil e 2 mil cilindradas e 1% para os utilitários comerciais.

    

Segundo Mantega, os bancos públicos e privados garantiram que aumentarão o volume de crédito concedido, o número de parcelas, além de reduzir o valor da entrada para a aquisição do bem. O Banco Central também liberará parte do compulsório (dinheiro que os bancos são obrigados a recolher à autoridade monetária) para aumentar o volume de recursos a esse tipo de financiamento.

Para o ministro, os bancos não devem descumprir o acordo de ampliar a oferta de crédito. “Temos que dar um voto de confiança porque o acordo foi feito a sério”, disse. “Não vejo possibilidade de que isso não funcione, mas vamos verificar.”

O anúncio também incluiu uma redução de 2,5% para 1,5% do IOF para todos os tipos de operação de crédito à pessoa física, colocando o imposto de volta aos níveis do início de 2011. A redução, afirma Mantega, permitirá que uma linha de crédito com juros de 20% ao ano tenha a taxa rebaixada para 19% ao ano.

O corte no IOF para esse tipo de crédito não tem prazo para deixar de vigorar e o governo federal deixará de arrecadar 900 milhões de reais em três meses apenas com essa medida.

Mantega ainda negou que as medidas possam causar inflação no segundo semestre ou no início de 2013. De acordo com ele, a crise internacional está reduzindo o preços das commodities, que vinham pressionando os valores de diversos produtos para cima. “Não vejo no horizonte nenhum risco nem de aquecimento excessivo nem de inflação.”

Com informações Agência Brasil.

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