
O povo unido jamais será aborrecido. É possível empunhar cartazes juntos, tomando cerveja, comendo churrasco ou paquerando alguém pelo caminho. No hay más que endurecer. Por Cynara Menezes
Durante a ditadura militar, aqueles que se atreveram a comungar das idéias esquerdistas sem estarem envolvidos diretamente com a luta armada foram logo apelidados, de maneira pejorativa, como “esquerda festiva”. Eram pessoas que, embora não tenham arriscado a vida contra o regime dos fardados, participavam da resistência e bradavam contra o governo em mesas de bar e festas, entre um gole e outro. Artistas, intelectuais, boêmios: seu “esquerdismo” de nada valia… para a direita. Como se, ora bolas, mesas de bar não fossem ótimos lugares para se discutir política.
Agora, quando se vê um ressurgimento de manifestações populares anticonservadoras nascidas nas redes sociais, o termo “esquerda festiva” volta a aparecer, à guisa de crítica, aqui e ali, para tentar ridicularizar os que vão às ruas protestar contra ou para reivindicar algo. Foi assim recentemente com os jovens que acamparam em Madri e se manifestaram em Barcelona, na Espanha, “acusados” de protestarem enquanto se divertiam. Mas que absurdo: em lugar de se imolarem em praça pública, tomam vinho!
Na verdade, a “esquerda festiva” é tudo que precisávamos no mundo pós queda do muro de Berlim. Acabaram-se os cenhos franzidos das ditaduras capitalistas ou comunistas, acabou-se a tortura e a polícia do pensamento, vivemos em democracias, podemos nos manifestar alegremente. A luta armada acabou, viva a luta AMADA: lutamos em favor do que acreditamos, do que queremos, do que amamos. É possível empunhar cartazes juntos, tomando cerveja, ouvindo música, comendo churrasco ou paquerando alguém pelo caminho. No hay más que endurecer.
É hora de a “esquerda festiva” (na qual me incluo) se assumir como tal, sem demérito nenhum. Por isto quero propor este manifesto com algumas das idéias surgidas até agora pelos bares da vida e esquinas virtuais. Atenção: nem todo mundo que for às manifestações convocadas pela internet tem obrigação de aderir a manifesto algum. Aliás, a esquerda festiva não obriga ninguém a nada. Mesmo porque sua regra número um é:
- É proibido proibir, claro. E patrulhar também é bem chato.
- Nossas bandeiras: liberdade, igualdade, fraternidade, tolerância, solidariedade, gentileza, generosidade, paz, amor, alegria.
- Nossas causas: lutamos pelos direitos humanos e dos animais, pela preservação do meio ambiente, pela liberdade de credo (e de não ter credo), pela descriminalização das drogas e do aborto, pela igualdade entre os gêneros, pelo respeito aos ciclistas e por mais ciclovias nas cidades, pelas energias renováveis, pela proteção à infância e à velhice. Lutamos contra as guerras, a opressão, a violência, a corrupção, a exploração, o capitalismo predatório, os regimes autoritários, a desigualdade social, a exclusão, o analfabetismo, o transporte individual, a homofobia, a xenofobia, o racismo e toda forma de preconceito.
- A esquerda festiva será convocada a se reunir em passeatas, marchas e manifestações, mas também em bicicletadas, piqueniques, raves, shows, palhaçadas, churrascos, caminhadas, escaladas, cachoeiradas, contemplações da natureza, meditações e o que mais imaginar a criatividade de seus integrantes.
- Nas manifestações será permitido paquerar, beijar, abraçar e fazer cafuné para não perder a ternura.
- A esquerda festiva não admite paredões, fuzilamentos, exílio ou prisão de dissidentes. Quem pensa diferente é só alguém que pensa diferente.
- Pessoas de todos os partidos serão bem-vindas: a esquerda festiva independe de partidos ou classe social.
- Todos os eventos serão gratuitos e sua organização, voluntária.
- Discursos (curtos) serão aceitos, mas a esquerda festiva considera que rodas de samba e batuques em geral falam mais do que mil palavras.
- A esquerda festiva não cabe em manifestos nem aceita rótulos – inclusive o de “esquerda festiva”.
Foto: Antonio Cruz/ABr
Precisas estudar muito, mocinha. Você faz idéia do que a Esquerda defende? Pesquise e veja que a esquerda quer mais é que o povo morra!
Se nas suas causas incluir entre os regimes autoritàrios o comunismo, o bolivarianismo e o lulismo, participo!
[...] Hempadão, laricas de informação. Em tempo: Manifesto da Esquerda Festiva [...]
É hora de a “esquerda festiva” (na qual me incluo) se assumir como tal, sem demérito nenhum.
- A esquerda festiva não cabe em manifestos nem aceita rótulos – inclusive o de “esquerda festiva”.
Vai escrever bem assim no raio que a parta viu. É tudo o que eu queria escrever e nunca tive talento, leveza e classe para tanto. Show de bola !
o perfil dos esquerdistas-festivos garantirá sempre que suas manifestações e reivindicações não tem seriedade, e por isso seu atendimento será adiado. O manifesto é bonito, mas sonhador…parece mais como as poesias de Lênin.
Vamos mudar a política econômica por meio de gargalhadsa e sandálias… Isso tudo é vergonha e sentimento onguista de mudar o mundo. Vá ler.
Conheço os dois lados do Muro de Berlim, como bem poucos neste País, a jornalista pode conferir esse fato com alguns colegas da revista em que trabalha. Idolatrar a “esquerda festiva” é típico de pequenos burgueses que desconhecem completamente ideologias e a chamada luta de classes. Uma patricinha se dizer de esquerda é o reflexo da completa zona que se tornou a política brasileira. No twitter a “Rosa de Luxemburgo” da Rua Oscar Freire declara que “ser de esquerda presume ter caráter”, creio que ela não conhece a biografia de Laurenti Beria, Stalin, Mao, Pol Pot, apenas para citar alguns “festivos” como ela. Durante o Regime Militar quem apelidou cheirador de cocaína que vivia falando de igualdade social em Ipanema foram os militantes de esquerda que atuaram na clandestinidade. A direita é acusada de ser culpada de tudo, mas não pode levar a culpa de ser responaável por criar topeiras como a patricinha que escreveu esse artigo. Que tal essa Paty conhecer os rostos de taxistas, cobradores de ônibus, donas de casa e gente comum morta pelas esquerdas durante os anos de chumbo? Só para não esquecer: “A VIDA NÃO SE RESUME EM FESTIVAIS”,… E Vandré, hoje, vive bem longe da festividade, convive com militares da aeronáutica, ele sabe que foram os festivos que o exilaram e não o Regime Militar, mas isso é um fato que só o tempo irá revelar em detalhes.
VIVA A LUTA AMADA!! Cynara, belíssimo artigo! O que acha de fazer um sobre a Marcha da Liberdade? Que está representando muito bem a luta amada! Estão sendo recebidos com bombas e violência, mas em troca espalham flores e cantam!!! Se não viu ainda, entre no site e veja alguns vídeos… all we need is love!
quanto absurdo, esquerda fetiva???? É dessa maneira que a pequena-burguesia brasileira enxerga a política???
Saia do shopping, e vá ler sobre a realidade.
Recente saiu o Manifesto da Esquerda Festiva ( /politica/manifesto-da-esquerdafestiva ) e fui rapidamente ler, pois faço parte de um grupo amplo de jovens e ex-jovens que reivindica resignificar esse termo faz anos, inclusive, no auge do Orkut, criamos uma comunidade. Mas confesso que fiquei muito decepcionado, esperava bem mais.
Começa bem o manifesto, mas depois cai num neo-anarquismo limitado. Fica no raso da pauta política… Não é preciso pegar em arma ou se filiar ou se organizar pra ter uma pauta mais densa… E na década de 60 a esquerda festiva citada não deixava de fazê-la. Daí existe uma distância grande entre elas…
Atualmente responde a angústia individual imediata, coletiviza no imediatismo e individualiza a compreensão mais profunda da realidade… Enfim, ajuda, é capaz de pequenas vitórias importantes, mas incapaz de mudanças de fundo…
Enfim, me reivindico da esquerda festiva de fato e não tenho problema com o rótulos. Sou daqueles que tem coletivo, que acho partido fundamental, que tem linha, tem direção, que faz reunião chata, passa final de semana em plenária, mas que não abre mão do debate no bar, de uma festa, de uma bebida, da alegria, acho que a internet é um novo espaço importante, atos convocados por redes sociais são extremamente válidos, bem como os debates ali travados. Enfim, Abaixo a caretice, sem dúvida…
Mas perceber a necessidade de combate a caretice e achar novas mobilizações importantes não me obriga a limitar o pensamento… Ainda mais de analisar o contexto em que surgem, como atuam…
E, infelizmente, vejo dessa vez o esteriótipo ser feito por quem se reivindica a esquerda festiva, dizendo que a esquerda tradicional de nada serve… Ou mesmo buscando ridicularizar, ou impedindo de participar de atos, de ter bandeiras… Enfim, usam muito mais o discurso que criticam da luta armada…
Se temos unidade na pauta do ato todos e todas são bem vindas e não somente os e as iguais que se reivindicam a esquerda festiva. Caso contrário essa chamada esquerda festiva cabe mais pra meio intelectual, meio de esquerda(definição do Mario Prata – http://meiointelectual.blogspot.com/ )
e alguém que pensa diferente, tipo, é racista ou homofóbico? é só alguém que pensa diferente? ou merece ser preso?
Menos, bem menos. A vida nao é essa fantasia bonita toda, nem toda manifestaçao acaba em roda de samba!
Nossa! Se aceita todas as classes, luta contra quem mesmo!? Hahahaha… somo as passeatas e marchas “festivas”, mas na boa… esse texto é propaganda do trydent! Hahaha!
Eu até estava me convencendo da sua defesa até que notei que a pedra angular da ESQUERDA não está ai que é justamente a abolição da propriedade privada. Por este motivo este movimento não deve ser chamado de esquerdista e sim apenas de “festivo”. Eu já esperava isso, na realidade as pessoas hoje em dia se esquivam do debate material e economico, que fala sobre o controle da produção pela sociedade civil. Falar de amor e fraternidade é fácil, se reunir em nome disto é mais fácil ainda… as balas não estão ai por que as revindicações são ridiculas, o dia em que o verdadeiro ideal da esquerda for revindicado tudo voltará como antes: polícia, paredão e ditadura. É só sair por ai buscando abolir a propriedade privada. Já vivemos em uma ditadura, embora o povo endinheirado e “festivo” não perceba isto. Neste sentido, estas lutas de hoje em dia são vazias e problemáticas.
luta com alegria, desde que não se tenha sido escolhido pela sociedade, e até pela esquerda festiva, como receptáculo dos traumas, dos medos, dos ódios, de uma ou mais classes sociais, com ou sem motivo, arbitrário e gratuíto, facilmente esquecível, aqueles de quem não se diz nada, pq já se sabe do que merecem, com ou sem mérito, o que sabe-se quem são, sabe-se de tudo, querendo eles ou não, e esse saber os condena, mas a ninguém interessa esses seres,
como sempre, esqueda direita ou centro, ateu ou religioso, para todos o mal deve ser banido, e não se deve nem falar dele.
aí é fácil ser alegre e crer-se redentor de qq merreca…
quem aí for livre de preconceito que atire o primeiro rótulo…
estou falando dos otários, dos bandidos, dos loucos, dos doentes, dos tristes, dos deprimidos, dos vagabundos, dos esquizofrênicos, dos condenados, dos prisioneiros, etc…
enfim tudo que é abjeto, mas é humano, e merece também viver.
sabe, eu não acredito nessas manifestações, acho que é tudo em pró de um despossuído hipotético, virtual, queria ver a produção de vida-qualificada oriunda de vida-nua.
mas, enfim, vamos falar só de algria, para a festa continuar…
e viva a civilização!
Mãe,seu texto está muito divertido e inteligente como sempre.parabéns pelo sucesso
continue sendo criativa e bem-humorada.bjs!
Não dá pra chamar aquilo de esquerda. Foi a “Marcha da Família pela Liberdade”.
sin perder la ternura, jamas. Grande Cynara!!
“Desse modo, emascularam completamente a literatura socialista e comunista francesa. E como nas mãos
dos alemães essa literatura deixou de ser a expressão da luta de uma classe contra outra, eles se felicitaram por ter-se elevado acima da “estreiteza francesa” e ter defendido não verdadeiras necessidades, mas a “necessidade do verdadeiro”; não os interesses do proletário, mas os interesses do ser humano, do homem em geral, do homem que não pertence a nenhuma classe nem a realidade alguma e
que só existe no céu brumoso da fantasia filosófica” (MARX. K., ENGELS F., 1848).
É engraçado como tudo é relacionado ao governo do PT. Mania de perseguição? Muito twitter na cabeça, né?! Deve ser isso.
Adorei a ideia! já aderi!
Nunca li maior amontoado de fantasias pequeno-burguesas e bobagens em um único texto. Seria muito bom se a autora saísse do shopping center de onde retira suas parcas noções sociais.
Tomara que surja uma esquerda menos estatólatra, consciente das particularidades e contrária às uniformizações forçadas.
O mais legal é que essa esquerda não é bem de esquerda… é mais libertária que proletária.
Amanhã às 14:00h no vão do MASP concentração para marcha da liberdade.
Sou contra qualquer rótulo que indique com um sinal na testa quem é isso e quem é aquilo. Um desses rótulos é chamar “esquerda festiva”.
Sou liberal, de direita, e gostei do manifesto. Talvez seja uma manifesto pós-direita e pós-esquerda.
Tenho sérias dúvidas sobre o compromisso real dessa esquerda festiva com as lutas e conquistas dos trabalhadores.
Ou se é só reunir para fazer algazarra!!!
O capitalismo consumista quer é manter essa festa.
Niveo Campos e Souza
Cynara, me chama que eu vou! esquerda festiva é massa!!!Paz e Amor neles!!!
Onde eu assino? Quero assinar com uma caneta cor-de-rosa com super poderes anti bolcheviques mofados
Infelizmente, ou felizmente, não consigo enxergar a luta contra a homofobia. Mas, tenho plena consciência que como respeitam minhas crenças, em Deus diga-se de passagem, respeito a liberdade individual de cada um. #esquerdafestiva
Essa luta implicitamente gera uma contradição: quando há uma liberdade de credo, geralmente religiosa , pode-se ser contras algumas liberdades e desejos de outrem. Então, esse manifesto pode gerar conflitos entre si a partir do momento que tende a juntar pessoas com ideologias opostas. Ex: credores assíduos da Bíblia não aceitarão homossexuais!
Eu acho que essa “rapaziada/moçada animada” deveriam estender esse movimento e essas passeatas, em favor da paz e da liberdade, as comunidades carentes e aos morros do Rio de Janeiro, principalmente aqueles em que os habitantes locais são tiranizados pelos traficantes ou pelas milícias armadas, levando toda essa “alegria” e pedindo um basta a qualquer tipo de violência contra os direitos humanos e justiça para os desafortunados… Isso sim seria uma manifestação com motivação nobre… Que Tal?… Mas não esqueçam de promover uma boa cobertura da imprensa televisiva… Pois eu vou querer assistir pela televisão cada detalhe deste evento que certamente entrará para a HISTÓRIA… DOS BOLETINS POLICIAIS.
“…acabou-se a tortura…Acabou mesmo? vide qualquer prisão, principalmente as norte-americanas “…vivemos em democracias…” Se vocês se consideram livres e em pleno exercício de suas democarcia, numa condição de democracia burguesa, ok!
“A luta armada acabou…” líbia?
Legal, mas acho q essa “esquerda festiva” defende muita coisa e ao mesmo tempo não defende nada. Engajamento sem humor é chato mas pior é dizer q está se defendendo alguma coisa e na verdade é só desculpa pra fazer orgia.
Acho que a Direita é mais festiva porque tem mais dinheiro pra comprar vinho, cerveja e carne pra churrasco.
Essa é a melhor maneira de protestar, protesto pacifico esse gera a mudança a forma apregoada pelos incomodados, a violenta, só dá motivos para retaliação e ainda conquista simpatizantes entre os mais alienados. Gandhi ensinou ao mundo como mudá-lo mas as industrias preferem vender dinamite.
A Esquerda Festiva pode muito bem se fundir com a Esquerda Butequeira, cujo lema é: “Tomar a cerveja e, eventualmente, o poder”
Para saber mais sobre as bases filosóficas, políticas e etílicas da EB: god-inho.blogspot.com/…/uma-certa-campanha-eleitoral.html
Também sou contra qualquer tipo de violência, incluindo as não físicas, como não ter o direto de se manifestar, seja de qualquer forma, e tudo o mais que possa subjugar ou discriminar.
Também sou a favor da educação para todos, trabalho, saúde, bons salários, amparo da infância à velhice, respeito ao meio ambiente, às pessoas, independentemente de poder aquisitivo.
Discordo da colega quanto a não aderir ao manifesto, porque isto pode caracterizar alienação, se é só por pura diversão, vá para um bar, uma quadra de escola de samba, ao cinema, ao futebol, ao teatro, na contra, nascemos é para ser felizes.
É muito fácil também ser a favor da descriminalização das drogas. Amanhã, quem tem capacidade monetária, se interna numa clínica para se desintoxicar e sai por aí afrimando que conseguiu se livrar das drogas, que estava no caminho errado. E os miseráveis que não tem este acesso, já que não existe serviço público para esta situação.
Pelo currículo da jornalista, “FOLHA”, “ESTADÃO”, “VEJA’ e “VIP”, creio que esteja mais para direita do que esquerda festiva.
hahahahahahhaaaaa ÓTIMO!!!
MUITO BOM MESMO!!!
Cynara, pode me contar como membro do movimento. Se é para aderir a qualquer manifesto, está registrado aqui que aderi.
Aproveito então para já deixar mais um adendo ao manifesto: lutamos em prol da democracia real já (e assim assumimos uma responsabilidade maior perante nós, nosso país e o mundo), livre de qualquer imposição capitalista-financeira. Uma democracia VERDADEIRA, feita do povo para o povo!
Tá aí minha sugestão!
Um abraço,
Maira
a esquerda festiva e capitalista nao selvagem kkkkk
Cynara, darling . Sou da época da festiva, onde de tudo havia, bem como de tudo há na hoje ex-esquerda em armas. Este tudo – muita pose – hoje se percebe melhor, em um bocado de gente. Exemplo : o azedume, o espírito de panela, mmmuuuuiittta esperteza/burrice triunfante, e bagatelas outras , não compondo um nobre conjunto . Acho a garotada árabe e da Espanha uma belezona, me faz não descrer tanto dos humanos.
[...] esse jargão ontem, em belo texto da Cynara Menezes. Diz ela que, embora não fosse respeitada pelos militares, a Esquerda Festiva tinha sim seu valor, [...]
o único detalhe eh q aqui na españa enquanto a esquerda festiva fazia seu papel, o pp (a direita daqui) varreu o país… hipster de esquerda eh complicado… boa sorte, sobretudo qdo a polícia chegar, aquele
Não vive a ditadura militar, pelo menos que me lembre, mas, mesmo sem tê-la vivenciado, a pergunta que, às vezes, me faço é se estamos sabendo aproveitá-la na sua plenitude. Quantos dos nossos heróis da resistência não ficaram pelo caminho, sucumbidos quando descobertas suas negociatas, desfalques, lobbies, etc… Quantos José Dirceu, Genoino, Collor, Renan não nos decepcionaram dentro da nova república? Como dizia Cazuza, “meus heróis morreram de overdose….”, será?. Talvez esses mártires tenham passado muito tempo nos bares e lá tenham perdido a noção de responsabilidade com o povo e hoje, na posse do poder, não se identifiquem com os conceitos abraçados lá atrás. Nossa democracia, tenho certeza, ainda tem muito a evoluir. Temos uma longa estrada a nossa frente e ainda vamos tropeçar muitas vezes. Ainda confundimos liberdade com libertinagem p. ex., mas devemos caminhar, seguir em frente. Talvez devamos sair um pouco mais dos bares ou quem sabe passar a freqüentá-los mais, não sei. Só a estrada do tempo mostrará. Uma certeza eu tenho, antes uma democracia em frangalhos a uma ditadura vibrante.
[...] Manifesto da #esquerdafestiva [...]
e enquanto isso… pessoas morrem de fome, de bala e de vício pelo país e fora dele também. continuemos agindo como se nada tivesse acontecendo. e as coisas estão acontecendo e não dizemos ou fizemos nada. pois estamos numa festa com muita cerveja, samba e rock. o mundo não é assim tão fácil. enquanto brincamos de viver, outros matam para ter cada vez mais.
Mais uma adesão!!! Tô dentro, hoje e sempre
beijosm param todos
Aprovadíssima a esquerdafestiva! Estou felicíssima com a luta Amada, pq penso que é a maneira que realmente devemos lutar e a luta pela gentileza e pelo amor ao próximo é o que mais precisamos nesses tempos de paz e democracia.. mas muito individualismo!
Estarei em todas! Muito bom Cynara!
Lindo, comovente. Vamos para as praças protestar, nos embriagar, rir, paquerar, “brincar”. E então voltaremos para casa com a sensação de sermos os revolucionários do futuro, contra uma velha ordem.
É uma boa piada, eu espero.
Adorei, Cynara, me inclua ai nas convocatórias. Vamos manifestar!
A esquerda sempre está na roda viva dos críticos. Mas caros, a tortura não acabou, a luta armada também não, infelizmente. E muitos lutam para que acabe, tomando vinho ou não, mas sempre ao som de críticas.
Se a tortura teve fim, quero saber onde fica esse lugar encantado!
O problema da esquerda festiva é que ela não resolve nada.Se denuncismo resolvesse alguma coisa…
bando de filhinho de papai alienado. Só se juntam para defender o direito de fumar um baseado. Protestar contra a corrupção que é bom, nada.
A pergunta é: o que de fato tem conseguido alcançar essa esquerda festiva? O Código Florestal de, florestal, só tem o nome; o fascismo bolsonariano derruba o kit antihomofobia e o governo nada; o metrô de Higienópolis muda de lugar porque um grupinho de gente endinheirada assim o quis; o ministro da Casa Civil nada de braçada no rio do tráfico de influência… Então se apresenta uma outra pergunta: há motivo para festejar? Ou talvez seja essa a festa da esquerda festiva: churrasco no meio da rua e avanço do retrocesso por todos os demais cantos.
Ótimo!! Peço licença para difundir o manifesto festivo, posso? Parabéns, um grande abraço e muitas manifestações festivas !!
um pouco simplório isso tudo. A História não nos mostra muitos exemplos de conquistas populares pacíficas.
Bolchevique, tu já era. A roda da história passou por cima de você e náo percebeste nada. Proure tua tchurma no leito de morte do personagem de “Adeus, Lenin”. (As mudanças de pronomes pessoais são itencionais para lembrar da possibilidade de falar diferente da língua curta, perdoe o ato falho, da língua culta.)
VIVA VIVA
A ESQUERDA FESTIVA
LONGA LONGA VIDA
Á ESQUERDA AGUERRIDA
Lembrando maio de 68. Sejamos realistas, lutemos pelo impossível! Estou dentro!
só não concordo que a esquerda festiva defenda os direitos dos animais fazendo churrasco. mas isso não significa uma dissidência vegetariana, vale?
Viva a sociedade alternativa………..salve salve ao saudoso mestre Raul Seixas
Sei não, Cynara, se concordo totalmente com o que você disse. Pouco importa. Mas, em essência, acho que sim, mudou alguma coisa muito importante no “movimento de massas” atual.
Mudou a estética. A estética da esquerda, desde antes da Revolução Russa, era a do Romantismo, a do militante da causa, a de quem seria capaz de morrer pela Revolução. Não que ainda não se morra, os árabes que o digam, mas não precisamos mais de grandes heróis.
Podemos fazer um churrasco de protesto em Higienópolis, sem vestir nenhuma camiseta de Guevara, e mudar o rumo de muitas coisas…
Podemos ser mais alegres, sem perder a seriedade jamais!
Bolchevique,
Essa turma inclusive aticou muitos jovens idealista além de incautos daquela época e depois que o pau quebrou se refugiaram em Paris, Roma e em Londres. Ficar em Santiago nem pensar……!!!!!
Hoje a grande maioria deles está muito bem de Vida e até nutrem deslavadamente simpatia para com a Direita…..!!!!
Se só houvessem objetivos e interesses nobres no movimento da “Esquerda Festiva” eu também faria côro com os militantes… Mas os que eu ultimamente vejo fazendo a festa, não são os cidadãos honestos, pacíficos, e decentes… E sim, os facínoras, os corruptos, os levianos, enfim, os indivíduos desprovidos de consciência e os deformados de caráter, extremamente nocivos para a formação de uma sociedade sã… Definitivamente, não sobrou muito para se festejar…
Até agora estão moderando o meu comentário? Não querem publicar, não publiquem! Ele será publicado com outro formato neste blog:www.blogdonelodecarvalho.blogspot.com
Cynara, me incluo alegremente nessa esquerda festiva, embora eu não seja muito adepta das bebidas alcoólicas e outras drogas lícitas e ilícitas.
Crise de identidade da juventude pós-moderna = esquerda festiva, um imbróglio de ideias fragamentados e efêmeros. A vida como se fosse um Twitter. O que tiramos de positividade da esquerda festiva? e de negatividade? afinal, nem tudo na vida é festa.
Nao somos esquerda nem direita, lutamos contra pessoas como voce, sanguesugas politico da população. A revolução 2.0 é APARTIDARIA e descentralizada.
parem de usar este movimento social legitimo para ganho politico proprio!
Com esse “manifesto” concordo plenamente: http://blog.oleschmitt.com.br/atualidades/a-esquerda-festiva/
Bom que haja festa, mas dizer que a tortura acabou é querer fechar os olhos para a realidade.
Millor foi quem melhor definiu aquelas pessoas que bradavam furiosamente contra a privação da manifestação de opinião política e prometiam duras reações enquanto estavam em um ambiente restrito, com pessoas de absoluta confiança. Mudavam sua opinião com a mesma rapidez que mudavam de ambiente, esqueciam das bravatas há pouco manifestadas e seguiam suas vidinhas mediocres e passivamente, cuidando para não “pisar em ovos” em público. Quando questionados fora do ambiente seguro e tranquilo onde bravateavam, negavam qualquer posicionamento político e esquivavam-se de varias formas do comprometimento. Bobos os que ouviam essas pessoas e acreditavam nelas. Muitos foram prejudicados por acreditarem em fisiologistas oportunistas mascarados de arautos da democracia e da justiça. Até os dias de hoje. Não creio, com sinceridade, que você faça parte desse time.
Mil vivas à #esquerdafestiva! Porque política sem bom humor vira doença de fígado! [2]
A esquerda pode ouvir Katy Perry, Lady Gaga, Stravinsky, Ramones, Elza Soares e The Cure.
“Mesmo porque sua regra número um é:
- É proibido proibir, claro. E patrulhar também é bem chato.”
São textos como esse que me fazem acreditar que a esquerda brasileira entra na REALIDADE do século XXI. Parabéns, foi um respiro, uma oxigenação intelectual de primeiríssima!
hahahha ó um direitoso fantasiado de bolchevique!!! adooooooro!
adesão ampla geral e irrestrita… abaixo-assino… tenho minha ficha de filiação e atestado ideológico na #esquerdafestiva desde sempre!
Mil vivas à #esquerdafestiva! Porque política sem bom humor vira doença de fígado!
Acho que sou totalmente “esquerda festiva”
Prezada Cynara, eu tô é dentro! Marcos, direto de Fortaleza (na praia).
Essa ‘esquerda festiva’ está mais ativa do que Nunca, vide os últimos acontecimentos, eu particularmente me considero um pessoa de esquerda; sem ser Idiota, festivo, a ponto de perder a noção das coisas, de não ter discernimento, vide o caso Palocci, tem blogueiros (esquerda) que acha que só é Picuinha da direita, ora! Faça-me um favor. Estou na linha do Azenha,Paulo Henrique e Rodrigo Viana, e outra coisa nem tudo que essa “Esquerda Festiva” que nos empurrar de goela abaixo, não vamos aceitar passivamente, principalmente coisas que a família é que tem que decidir e não o governo,ou seja, moralidade,vícios ou coisas do tipo, e etc.
Cynara,
Vejo alguns problemas no manifesto, mas um salta aos olhos. Em que planeta existe capitalismo “não-predatório”? A necessidade de aumento de produção e dos lucros impede que qualquer manifesto verde, colorido ou festivo seja efetivo. É como realizar uma festa, só com migalhas!
Que bacanérrimo Cynara! Eu que fui tachada, pejorativamente, de “esquerda festiva pequenoburguesa” nos anos 70, me identifiquei total com este manifesto! Sou e era contrária a paredões, autocríticas, banimnetos, patrulhas… Gosto e gostava do Caetano, Roberto Carlos e também do Chico e Gil…
Emocionei!
Pode trocar a roda de samba por um bom show de rock? rsrs
Abraços.
A idéia é boa para o que foi descrito no artigo, no entanto, não concordo que a tortura tenha acabado. Digo isso, pois ao observar o que é difundido nos principais veículos de comunicação desse país acerca da liberdade de expressão não se confirma nas manifestações que buscam, legitimamente, propor um debate sobre assuntos que entram em conflito com os interesses da classe dominante e conservadora. O que observamos na Marcha que ocorreu em São Paulo para promover o debate sobre a descriminalização da maconha ou nas manifestações para criminalização da homofobia senão a expressão da intolerância que vem por parte de nossos governantes (evidenciada pela atitude policial). Esse vídeo demonstra bem quem o contexto que vivemos hoje exige um comportamento que não gira em torno de colocar flores nos canos das armas policiais: http://coletivodar.org/2011/05/vermes-video-mostra-covardia-da-pm-na-marcha . A intolerância ao diálogo aberto é evidente a não acredito que a passividade modifique essa relação social que valoriza o atraso.
- a esquerda festiva, como toda esquerda, deve lutar pelo fim do status quo que se traduz em uma das piores desigualdades sociais do mundo no Brasil, mas deve fazer isso com um padrão de consumo que só esse status quo permite para uma classe média.
- a esquerda festiva deve elogiar Cuba e seus avanços sociais, mas sempre com banhos tomados com sabonetes que os habitantes da ilha não tem acesso, a não ser, é claro, os grandões do Partido.
- a esquerda festiva deve mostrar indignação com o salário mínimo no Brasil, de preferência logo após um café da manhã feito por sua empregada doméstica registrada em carteira com esse salário.
- a esquerda festiva de Brasília deve se manifestar contra a exclusão, mas longe de qualquer cidade satélite onde habitam os pobres que estão destruindo a qualidade de vida dessa esquerda festiva.
- a esquerda festiva de Brasília também pode se reunir em condomínios de classe média feitos em terra pública para criticar a distribuição de lotes em terra pública para os pobres nas cidades satélites.
É uma pena que essa esquerda festiva não se importa com as falcatruas promovidas pelo partido do governo como no caso do Palloci e no caso de Campinas. Com certeza teríamos um país melhor se esse grupo fosse mais pragmático em suas causas e sem vínculos com a política partidária que não é o caso. Eu acho que isso é mais uma massa de manobra promovida por esse governo corrupto do PT para desviar a atenção da população de casos mais escandalosos.
Show de bola. A gente é festivo sim, porque a gente – apesar dos pesares – é feliz. E só é feliz quem ama e quer o bem de todos. Que mal há? Eu gosto de discutir política em mesa de bar, de protestar com um bom samba (e temos ótimos ‘sambas-protesto’), rindo e mostrando a todos que tem razão quem tem paixão.
Já reparou que os nossos protestos são sempre pela inclusão de alguma coisa/alguém, enquanto os protestos dos emburrados direitosos, é sempre pela exclusão?
Eu gosto de ser esquerda festiva, o que não me impede de ser ativa e incisiva.
Mais pequeno-burguês impossível. É a direita envergonhada em se assumir.
Cynara
Parabéns. E que caiam mais muros e se prendam os efetivos ladrões de órfãos e viúvas mundo afora.
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