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Mães trágicas

por Orlando Margarido — publicado 10/05/2013 17h24
As Mães do filme de Caetano Gotardo são apresentadas em diferentes condições de perda ou distanciamento, e assim reagem
O que se move

Afeto e melancolia. Fernanda Vianna, resistência à dor

O Que se Move
Caetano Gotardo

Há a relação apartada entre mãe e filho, a realidade dos jornais inspirada nas histórias, além do ato de cantar que servirá à expiação da dor. Mas essa sintonia não torna as três partes de O Que se Move menos desestabilizadoras a quem assiste ao notável longa de estreia de Caetano Gotardo, em cartaz a partir de sexta 10. Isso porque as mães (Cida Moreira, Andrea Marquee e Fernanda Vianna) são apresentadas em diferentes condições de perda ou distanciamento e assim reagem. Sem a apreensão óbvia dos acontecimentos, Gotardo prefere aludir mais do que assinalar o crucial. Cobra nesse aspecto uma exigência no vagar das situações, aos poucos construídas e nunca banais. Se sugerem melancolia, as protagonistas acima de tudo surgem com um olhar amoroso.